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FALA SÉRGIO MESQUITA
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Terça-feira, dia 27.11, a população de
Maricá viu a verdadeira face de seus vereadores e prefeito. Caiu
a máscara!
Antes mesmo do começo da sessão na Câmara, onde seria votada novamente
as denúncias contra o Prefeito Ricardo Queiroz, apresentada por
mim, já se sabia que as mesmas não seriam aprovadas. O comentário
em alguns gabinetes eram sobre a “roída” de corda do
vereador Marcinho e da vereadora Regina (tia).
Após a confirmação (do que já se sabia) do descompromisso e desrespeito
dos vereadores em sua maioria (9 x 8 foi o placar) com a transparência
e a verdade, slogan do atual governo. A denúncia foi novamente arquivada.
De positivo, além dos oito vereadores que votaram a favor das denúncias,
foi a maciça presença da população na Câmara, que acompanhou principalmente
da rua o desfecho da sessão. O apelo feito pelo programa Comunidades
em Ação e pelo jornal Outras Palavras, foi atendido. Muito bem atendido.
O que demonstrou o grau de insatisfação da população maricaense
em relação aos seus representantes nos poderes executivo e legislativo.
População hoje, cansada dos constantes mandos e desmandos e de seus
representantes.
Bonita foi a manifestação acontecida logo após o encerramento da
votação. Slogans, palmas e vaias eram ouvidas pelos vereadores ainda
no plenário, onde demonstrou-se bem o nível de insatisfação dos
manifestantes presentes. A cada vereador que surgia na porta da
Câmara, vaias e aplausos eram ouvidos segundo a votação dada pelo
vereador.
Enquanto isso, Ivam Carvalho (Com. Em Ação), Washington Quaquá (PT/Outras
Palavras), José Maurício (ex-deputado federal), Sr. Gavinho (popular)
e eu (Com. Em Ação, Outras Palavras e PT) usávamos o carro de som
dando nossas opiniões e impressões sobre o ocorrido.
A conclusão chegada por todos, foi a que nada mudou na prática.
Como em outros governos, a Câmara, em sua maioria, mostra-se subserviente
ao poder executivo e omissa em suas atribuições. São raras as exceções.
Portanto, só nos resta irmos além das fronteiras municipais, e levarmos
as denúncias para o Ministério Público e Tribunal de Contas. O que
levará um pouco mais de tempo para obtermos o resultado esperado,
mas também a certeza que lá nem o advogado das quentinhas irá influenciar
em seu resultado.
Vale aqui a lembrança, que no momento de sua primeira apresentação,
a aceitação das denúncias teve a votação de 17 x 0. Onde o líder
do governo na Câmara disse ser a vontade do Prefeito Ricardo Queiroz,
pois tratava-se de um “governo transparente” e de um
“governo verdade”
O que mudou então? O governo não é mais verdade? Nem transparente?
Ou a verdadeira “cara nova” é aquela suada e surrada
já nossa conhecida?
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FALA SÉRGIO MESQUITA
3
Ao assistir a sessão da Câmara, realizada
no dia 04.12, infelizmente, pude constatar que apesar da renovação
em seu quadro de vereadores, nada mudou naquela “Casa de Leis”.
Pelo menos uns seis vereadores lá vão só para constar suas presenças
“nas chamadas”. Ou melhor, no caso de alguns, justificarem
seus soldos pelos serviços prestados ao Prefeito. São vereadores
incapazes de abrir a boca para qualquer manifestação diferente do
“sim” ou “não” no momento das votações.
“Bubute”, Alberto e “Dacico”, estes com
mais de um mandato, em nada diferem de “tia” Regina,
“Tatai” e Márcio, estreantes. Não manifestam-se nem
mesmo para tentar justificar o injustificável, perante os presentes
nas sessões da Câmara. Verdadeiros surdos-mudos (sem desrespeitar
os companheiros realmente deficientes), que no máximo vão para a
Câmara balançar a cabeça em sintonia com o poder executivo. O que
assistimos no dia 04.12, chegou as raias do patético, ao não aceitarem
o recurso apresentado pelo vereador Gilson, contra o arquivamento
confuso pelo presidente da Câmara, das denúncias apresentadas por
minha pessoa.
Hoje, naquela Casa, vota-se até requerimento de informação, prerrogativa
dos vereadores e de qualquer cidadão maricaense que, por direito
de lei, pode pedir informações aos poderes estabelecidos e ser atendido
no prazo máximo de trinta dias. Assistiu-se (em sessão anterior)
o presidente da casa, vereador Paulo Maurício, colocar em votação
um requerimento do vereador Pravadeli e não dar trâmite ao mesmo
por uma votação de 9 x 8, fazendo assim com que o vereador Pravadeli
informasse na sessão do dia 04.12, que foi a Prefeitura apresentar
o mesmo na qualidade de cidadão. Uma vez que em sua própria Casa
via-se impedido de exercer as suas funções como vereador.
Não satisfeitos, a tropa de choque do prefeito Ricardo Queiroz,
através do presidente da Câmara, vereador Paulo Maurício, manobrou,
no sentido de protelar a nomeação dos membros que comporão a CPI
que irá investigar os processos licitatórios da Prefeitura, empurrando
assim “com a barriga” o começo dos trabalhos. Talvez
esteja esperando pelo recesso salvador.
Certo, é que enquanto o Prefeito Ricardo Queiroz, tiver em suas
mãos nove vereadores a balançar suas cabeças ao seu “bel”
prazer, nada irá para frente naquela Casa.
Porém, esquece o Prefeito e seus “amigos”, que outras
instâncias de poder existem e, pior (para ele), existem fora das
fronteiras do município.
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