05/12/2001
FALA SERGIO MESQUITA
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FALA SÉRGIO MESQUITA (2)
 
Terça-feira, dia 27.11, a população de Maricá viu a verdadeira face de seus vereadores e prefeito. Caiu a máscara!
Antes mesmo do começo da sessão na Câmara, onde seria votada novamente as denúncias contra o Prefeito Ricardo Queiroz, apresentada por mim, já se sabia que as mesmas não seriam aprovadas. O comentário em alguns gabinetes eram sobre a “roída” de corda do vereador Marcinho e da vereadora Regina (tia).
Após a confirmação (do que já se sabia) do descompromisso e desrespeito dos vereadores em sua maioria (9 x 8 foi o placar) com a transparência e a verdade, slogan do atual governo. A denúncia foi novamente arquivada.
De positivo, além dos oito vereadores que votaram a favor das denúncias, foi a maciça presença da população na Câmara, que acompanhou principalmente da rua o desfecho da sessão. O apelo feito pelo programa Comunidades em Ação e pelo jornal Outras Palavras, foi atendido. Muito bem atendido. O que demonstrou o grau de insatisfação da população maricaense em relação aos seus representantes nos poderes executivo e legislativo. População hoje, cansada dos constantes mandos e desmandos e de seus representantes.
Bonita foi a manifestação acontecida logo após o encerramento da votação. Slogans, palmas e vaias eram ouvidas pelos vereadores ainda no plenário, onde demonstrou-se bem o nível de insatisfação dos manifestantes presentes. A cada vereador que surgia na porta da Câmara, vaias e aplausos eram ouvidos segundo a votação dada pelo vereador.
Enquanto isso, Ivam Carvalho (Com. Em Ação), Washington Quaquá (PT/Outras Palavras), José Maurício (ex-deputado federal), Sr. Gavinho (popular) e eu (Com. Em Ação, Outras Palavras e PT) usávamos o carro de som dando nossas opiniões e impressões sobre o ocorrido.
A conclusão chegada por todos, foi a que nada mudou na prática. Como em outros governos, a Câmara, em sua maioria, mostra-se subserviente ao poder executivo e omissa em suas atribuições. São raras as exceções.
Portanto, só nos resta irmos além das fronteiras municipais, e levarmos as denúncias para o Ministério Público e Tribunal de Contas. O que levará um pouco mais de tempo para obtermos o resultado esperado, mas também a certeza que lá nem o advogado das quentinhas irá influenciar em seu resultado.
Vale aqui a lembrança, que no momento de sua primeira apresentação, a aceitação das denúncias teve a votação de 17 x 0. Onde o líder do governo na Câmara disse ser a vontade do Prefeito Ricardo Queiroz, pois tratava-se de um “governo transparente” e de um “governo verdade”
O que mudou então? O governo não é mais verdade? Nem transparente? Ou a verdadeira “cara nova” é aquela suada e surrada já nossa conhecida?

FALA SÉRGIO MESQUITA 3 
 
Ao assistir a sessão da Câmara, realizada no dia 04.12, infelizmente, pude constatar que apesar da renovação em seu quadro de vereadores, nada mudou naquela “Casa de Leis”.
Pelo menos uns seis vereadores lá vão só para constar suas presenças “nas chamadas”. Ou melhor, no caso de alguns, justificarem seus soldos pelos serviços prestados ao Prefeito. São vereadores incapazes de abrir a boca para qualquer manifestação diferente do “sim” ou “não” no momento das votações. “Bubute”, Alberto e “Dacico”, estes com mais de um mandato, em nada diferem de “tia” Regina, “Tatai” e Márcio, estreantes. Não manifestam-se nem mesmo para tentar justificar o injustificável, perante os presentes nas sessões da Câmara. Verdadeiros surdos-mudos (sem desrespeitar os companheiros realmente deficientes), que no máximo vão para a Câmara balançar a cabeça em sintonia com o poder executivo. O que assistimos no dia 04.12, chegou as raias do patético, ao não aceitarem o recurso apresentado pelo vereador Gilson, contra o arquivamento confuso pelo presidente da Câmara, das denúncias apresentadas por minha pessoa.
Hoje, naquela Casa, vota-se até requerimento de informação, prerrogativa dos vereadores e de qualquer cidadão maricaense que, por direito de lei, pode pedir informações aos poderes estabelecidos e ser atendido no prazo máximo de trinta dias. Assistiu-se (em sessão anterior) o presidente da casa, vereador Paulo Maurício, colocar em votação um requerimento do vereador Pravadeli e não dar trâmite ao mesmo por uma votação de 9 x 8, fazendo assim com que o vereador Pravadeli informasse na sessão do dia 04.12, que foi a Prefeitura apresentar o mesmo na qualidade de cidadão. Uma vez que em sua própria Casa via-se impedido de exercer as suas funções como vereador.
Não satisfeitos, a tropa de choque do prefeito Ricardo Queiroz, através do presidente da Câmara, vereador Paulo Maurício, manobrou, no sentido de protelar a nomeação dos membros que comporão a CPI que irá investigar os processos licitatórios da Prefeitura, empurrando assim “com a barriga” o começo dos trabalhos. Talvez esteja esperando pelo recesso salvador.
Certo, é que enquanto o Prefeito Ricardo Queiroz, tiver em suas mãos nove vereadores a balançar suas cabeças ao seu “bel” prazer, nada irá para frente naquela Casa.
Porém, esquece o Prefeito e seus “amigos”, que outras instâncias de poder existem e, pior (para ele), existem fora das fronteiras do município.