Colaboração Jornal A TOCHA Esporte e Cultura

PARA SER ELEITO NÃO BASTA SER O MAIS VOTADO
  

      Para um candidato a vereador ser eleito, ele não depende apenas de um grande numero de votos.Nem sempre os mais votados entram para a Câmara porque além dos votos, é considerada a votação que a legenda do seu partido obtém.
      O calculo do coficiente eleitoral é feito da seguinte forma: dividi-se o numero total de votos válidos (nominais e em legendas) pelo numero de vagas na Câmara dos Vereadores. Se, por exemplo, o numero total de votos válidos em uma cidade com 10 vereadores forem 11.400, o coficiente eleitoral será 11.400:10, ou seja, 1.140.
      Depois, calcula-se o coeficiente partidário, que indica quantas vagas cada partido vai ter na Câmara. Se, por exemplo, a cidade tem dois partidos, PU e PKM, o calculo é feito, para cada partido, da seguinte forma: divide-se o numero de votos válidos (que o partido obteve, nominal ou em legenda) pelo cooficiente eleitoral. Assim, se PU obteve 6.400 votos, o seu quoeficiente partidário equivalerá a 6.840:1.140 = 6, alcançando seis vagas na Câmara dos vereadores. Neste caso PKM terá 4.560 votos, o seu coeficiente partidário será 4.560 : l.l40, ou seja, quatro.
      Assim serão eleitos os seis candidatos mais votados do PU e os quatro mais votados do PKM. Mesmo que o sexto candidato mais votado do PU tenha menos votos que o quinto mais votado do PKM, será eleito o candidato do PU, pois seu partido obteve mais vagas na Câmara dos Vereadores.
Jornal da Região 10/2000