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Mensagem recebida por mail
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S.O.S
MARICÁ
QUEM CALA, CONSENTE
O hospital Conde Modesto Leal, desde julho de 2009, vem sofrendo
o assédio indecoroso do governo municipal com a saúde se tornando
caso de polícia. Se não bastasse o transtorno das "obras de reforma",
afetando todos no local, que hoje quase nove meses depois estão
em pandarecos, ainda há o escandaloso caso da recepção de qualidade
que continua fechada enquanto os pacientes precisam ficar do lado
de fora, esperando atendimento, espalhados pela entrada da emergência
em bancos duros, entregues ao sol e chuva numa varandinha. O preenchimento
da ficha está numa sala a uns 25 metros da entrada, o que dificulta
o registro, pois o doente tem que se acomodar como pode para pegar
a ficha.
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Construída
pela Luxor Construções e Empreendimentos, ao custo de R$ 108 mil,
"recursos gerados pelo IPTU", segundo constava em cartaz na fachada,
a recepção é hoje um elefante branco nunca aberto para pacientes
e acompanhantes. Com cadeiras de assento plástico, toda envidraçada,
é intocável à espera de inauguração.
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A
reforma, ampliação e revitalização do hospital, que o governo
de Washington Quaquá bombou por todo lado, hoje não passa
de mais uma maquiagem. Não valeu o sacrifício que todos por
ali passaram durante as obras com marteladas e cheiro de cola
de laminado. Os pisos emborrachados, já condenáveis na época,
por sua péssima colocação, estão descolando; faltam pedaços
deles em vários pontos. Há rodapés sem eles há tempos. As
infiltrações também estão voltando depois da "pintura" para
limpar a sujeira. E há aparelho de ar-condicionado que precisa
de lixeira para escorrer a água.
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| Também, como não podia
deixar de ser, faltam remédios. Os médicos precisam consultar o que
há na casa para poder socorrer os pacientes, normalmente ocupando
bancos duros de madeira ou as poucas cadeiras de rodas reformadas,
que já dão índices de ferrugem. O mais comum é os profissionais terem
que elaborar rapidamente "coquetéis" com o pouco que se tem para salvar
vidas. |
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| Todos aqueles que
se calam, consentindo as péssimas condições físicas, a falta de material,
os constantes cortes de pessoal e tudo que acontece no hospital, são
responsáveis como cidadãos. Devem agradecer, e muito, ao corpo clínico
e assistentes, que continuam a ser humanos, mais do que todos que,
aqui de fora, preferem imitar a enfermeira da foto e pedir silêncio.
Silêncio de conivência para quem comete um crime doloso contra a saúde
municipal. Funcionários, corpo clínico e pacientes, sem contar os
acompanhantes, sofrem no hospital, mas os culpados desse sofrimento
é quem prefere se calar. Esquecem que esse crime é o pior, fica na
alma e não há reza que salve. |
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