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MARICÁ
DE CACHORRINHOS ADESTRADOS
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| Muita gente ainda
se cala com os desmandos, os escândalos, os desmazelos e até mesmo
com o autoritarismo demonstrado pelo governo de Maricá apesar da rejeição
de 80% do prefeito. Há ainda uma preferência comodista, que privilegia
o egoísmo do bolso próprio em detrimento do patrimônio comum. Os que
advogam o comodismo da espera de mais três anos para dar uma resposta
deixam passar o prazo para dar o troco. Poderá ser muito tarde, e
custar imensamente caro, com a economia definitivamente no brejo.
E não falta muito no ritmo que está de descaso com o povo e desprezo
pelas leis. |
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Quando,
independente de bandeiras, ideologias, o município se
unirá em cidadania para defender as liberdades e a transparência?
Quando os empresários estiverem já enforcados devido
à queda constante de vendas registrada desde o meio
do ano passado? Quando os proprietários abrirem os olhos
e verem a desvalorização dos seus imóveis, apesar do
aumento de IPTU, e as corretoras, com o mercado quase
parando, começarem a fechar as portas? Quando a população
ver fechadas em definitivo as portas do mercado de trabalho
com multidões de "turistas" tomando todos os postos
de emprego na Prefeitura, que teriam que ser dos munícipes,
em nome de uma candidatura falida, que vai sugar o dinheiro
público? Quando mais motivo de piada for Maricá lá fora?
Quando o Ministério da Saúde descobrir que o hospital
Conde Modesto Leal não tem sequer condições precárias
de funcionamento? Quando os vereadores passarem a viver
em outros municípios fazendo de Maricá apenas local
de "trabalho", como já há quem esteja pensando seriamente
nessa possibilidade? Quando o município virar celeiro
da criminalidade?
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Os salvadores da
pátria, em breve, vão levantar estandartes demagógicos já surrados,
mas talvez não haja o que salvar, mas apenas se reconstruir uma cidade
dos escombros físicos e morais, habitada por robôs. Quando as entidades
civis como OAB, ACM, Rotary e outras, e os chamados políticos de "oposição"
acordarem da tranqüilidade do comodismo, bem podem encontrar o terreno
fertilizado para suas campanhas "nobres" de movimentos democráticos
e outras balelas para camuflar o tempo em que hibernaram na conivência.
E vão encontrar aqueles mesmos de sempre dispostos a levantar-se em
defensores da sociedade. Vão mudar nomes, mas a podridão será a mesma,
porque quem cala ou se mascara se deixa escravizar da forma mais torpe:
entrega a si e a própria família para alimentar o monstro da ganância
política. E ainda, todo sorriso de hiena, se diz livre! Mas calado
e algemado, tratado como gado, propriedade de uns poucos, aos quais
lambe e para quem sacode o rabo.
O dilema está posto para Maricá: ou continuar alimentando os cachorrinhos
amestrados ou enfim se tornar cidadã com maiúscula. |
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