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TRAGÉDIA
EM MARICÁ CONTINUA FAZENDO VÍTIMAS.
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Maricá dorme! A população se debate diante dos horrores de um pesadelo
que insiste em não acabar. Os deficientes - eterna massa de manobra
de inescrupulosos - despencam em um abismo sem luz, lugar onde só
prosperam trevas. Nada lhes é permitido! Nada lhes é concedido! Só
existe dor, muita dor, sofrimento, muito sofrimento! Sem esperanças,
choram, clamam por suas vidas, pedem socorro!
Dona N..., mulher de fala doce, ostomizada, 66 anos, idosa, moradora
de Itapeba - Maricá/RJ, com terrível complicação pós-ostomia - um
prolapso, CHORA COPIOSAMENTE! Suas lágrimas, reflexo do abandono dos
serviços públicos de saúde, são tão sofridas que fazem qualquer um
sentir vergonha da condição de "humanos". Ela não pode fazer quaisquer
esforços - pequenos movimentos podem tirar sua vida. Evita levantar
da cama com medo que suas vísceras pulem, saindo do abdômen. Mesmo
assim, se mantém de pé, ereta! É mulher valente!
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Para fazer
valer seus direitos buscou a Justiça e, em janeiro 2010, foi autora
de ação judicial contra a Prefeitura de Maricá. Em julho do mesmo
ano, como nunca se beneficiou do cumprimento das decisões judiciais
que lhe eram favoráveis, se dirigiu ao Ministério Público e implorou
justiça. Até agora, nada!
Essa humilde senhora, como dezenas de outras pessoas ostomizadas em
Maricá, não tem acesso a suas bolsas coletoras de fezes. Nos serviços
públicos de saúde é tratada com desprezo, discriminação e nunca foi
atendida por um especialista no trato de ostomias - um estomaterapeuta.
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