26/05/2010
........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br
UM BASTA AOS RATOS E ÀS RATOEIRAS
Maricá cada vez mais, neste desarranjo de governo, tem mostrado que está no caminho das mais criminosas administrações públicas. O Ministério Público recebe seguidas denúncias de infrações do governo, e se cala. A Câmara, que um dia já foi Casa do Povo, faz ouvidos de mercador, enquanto trata da boa vida dos vereadores cúmplices, por omissão ou conivência, e esbanja dinheiro público em milionária página na internet "para ficar mais perto do cidadão". Os políticos, de fora do governo, esperam como urubus a hora de aparecerem como libertadores e aliados do povo, quando não tiveram nenhuma iniciativa e se acovardaram durante todo o tempo. Ficam de bico calado para poderem abocanhar mais votos depois. Os jornais estampam diariamente as mazelas de desclassificados; mostram o aumento da criminalidade; a falta de higiene do tratamento da saúde municipal; apresentam os descasos no meio ambiente, no setor de obras etc. E novamente silêncio.

Cada dia o contribuinte de Maricá se empanturra com a covardia, a petulância, a intimidação, o menosprezo, a criminosa administração, o nepotismo de uma camorra caiçara, o silêncio dos marginais da política. Enfim tudo de pior que um governo, com o aval dos políticos de dentro e de fora do governo, pode fazer contra o povo. Maricá está levando nos costados. O município carrega uma cangalha bem pesada de desmandos e de boas vidas que acreditam, piamente, na eternidade e na impunidade das suas posições.

O cidadão de Maricá arca hoje com um gasto imensurável para manter esquadrões de guarda-costas e motoristas-seguranças para as "autoridades", sempre temerosas do povo; os cofres sem fundos dos órgãos públicos, de onde escoam diariamente moedas para bolsos alheios à cidade; as compras sem licitação; os crimes organizados pelos próprios Poderes Legislativo e Executivo.

A data de aniversário de emancipação do município pode, a partir de hoje, significar muito mais para os habitantes de Maricá. Pode ser também uma data para se comemorar a emancipação dos poderes apodrecidos pela ganância, a mesquinhez de ideais, o egoísmo dos interesses próprios, a boquinha de muitos, o oportunismo dos conhecidos politiqueiros. Basta o cidadão querer, deixar de lado o coleguismo, o compadrio, repudiar a falta de ética, a politicalha que impera no município com velhos coronéis dos alagados e charqueados, que adoram posar de cowboys. E reclamar o respeito como dono do município, exigir a saída daqueles que se mascaram impropriamente de proprietários da terra, donos do povo, e dar um basta aos aproveitadores de última hora, que ficaram calados à espera que outros amassassem o barro e fizessem as taças, para eles beberem os louros.