A farofeira que foi
o Carnaval em Maricá mostrou mais uma vez o amadorismo dos pés-de-chinelos
governamentais. A Prefeitura insiste em chamar a esses de secretários
e até chegou ao cúmulo de apontá-los como técnicos especializados
merecedores de salários superiores aos dados na gestão anterior.
São useiros em recorrer à terceirização, sucateando o dinheiro do
povo, para concretizar o rombo no município. Quando em outros governos
as secretarias trabalhavam e organizavam os eventos, a administração
do povo prefere dar dinheiro para gente de fora e ficar de braços
cruzados vendo, e babando, o sucesso de sua incompetência.
Maricá hoje é o parque de diversões para "Deus", subsecretário-poeta
que tem pintado e principalmente bordado realizações de puro mercantilismo
cultural. Organizador de fracassos públicos como a Cidade da Poesia,
o Carnaval do Brasil, o Baile da Cidade, o Maricá das Artes, continua
o queridinho do prefeito, chorando sempre as mágoas de nada do que
faz dá certo. E em suas lágrimas de crocodilo são enxutas com dinheiro
do povo, que paga uma grana para as loucuras de um incapaz. Com a
assistência do Turismo, sempre em farra, ainda fica bem melhor brincar
de ser governo. E a folia corre solta ao tilintar das moedas suadas
do povo.
Segundo o Jornal Oficial de Maricá, em janeiro, foram aprovadas verbas
suplementares superiores a R$ 300 mil para a Cultura brincar à vontade
com a cara do contribuinte durante o reinado de Momo. E o prefeito
catou trocados da Caixa Econômica para inclusive criar um Centro Cultural
Henfil (uma ode do poeta oficial), se lixando para o Governo Federal
que disponibiliza verba para a criação de Espaços Mais Cultura. Os
prédios, cada um com 225 m², serão instalados em municípios com até
500 mil que se inscrevam no MinC, que disponibiliza R$ 450 mil para
cada unidade, verba bem maior do que Maricá pretende gastar com o
Centro Henfil, arcado com o dinheiro municipal.
Outra "brincadeira" vem do Turismo, que em um ano sequer conseguiu
produzir uma folhinha de calendário divulgando o município, mas gastou
sempre os tubos até financiando viagem ao exterior de "turista" vindo
do Rio, que é um astro da armação ilimitada. Apesar do município ter
gente que já faça há muito o ecoturismo, sem qualquer apoio governamental,
a população vê a chinelada governamental ir atrás de iniciativas de
fora.
Estão para acertar a picaretagem de uma iniciativa público-privada
que não cheira bem. Além de gastar verba com uma série de obras para
implantação dos parques, o povão ainda vai ter que pagar, e caro,
por cada passeio, principalmente escaladas, que em alguns casos pode
chegar a R$ 90 por pessoa.
Para um turismo em queda vertiginosa, uma cultura de lixeira e uma
economia municipal em frangalhos, Quaquá ainda não está satisfeito.
O objetivo é levar Maricá para o fundo do poço, com as bençãos de
Deus & Cia, sábios gurus da grande mentira. A lastimar apenas que
toda a desgraceira tem o apoio conivente dos políticos de sempre e,
principalmente, de uma sociedade corrompida pelo olho grande. |