Os vereadores, que
em dois anos nenhuma vez se coçaram aos brados da população, agora
receberam nas mãos, de bandeja, a própria absolvição. A documentação
entregue pelo ex-subsecretário do Meio Ambiente à Câmara é determinante
de uma atitude política não mais conivente ou complacente com os desmandos
do governo Quaquá, como fizeram este ano quando se lixaram para os
movimentos populares do primeiro semestre.
Os vereadores
estão entre o prato do escárnio e a absolvição dos pecados, e são
muitos, de dois anos de mandato sem nada fazer. Passaram o tempo a
conferir o contracheque mensal ou acertar o site milionário (comercial)
que nunca funcionou, encastelados num prédio com a população entregue
aos bandidos. Agora devem prestar contas e bem contadas. O povo,
que tanto rezou e vê acesa uma esperança neste mar de lama que assolou
o município, guarda muito bem quem é contra ele ou está com ele. Logicamente
os vereadores não vão querer se suicidar politicamente, ainda mais
que muitos deles têm uma carreira à frente. Nas ruas, o afastamento
por 90 dias do prefeito é o mínimo que o eleitor pede, o contribuinte
quer e o cidadão implora, de joelhos, para não ver mais gente à sanha
de abutres. Os vereadores sabem, como conhecem bem de política, que
estão numa encruzilhada. Não mais podem ficar de braços cruzados e
mãos nos bolsos, ou se esconder em igrejas, rezando pela salvação
de amigos. Em política, não se tem caridade, pois a lei é devorar
ou ser devorado. A escolha é dos nobres homens da Câmara, que estão
com uma grande oportunidade de honrarem as calças que vestem. Os
olhos de toda uma população estão voltados para cada movimento de
autoridade, político, partido, imprensa e até mesmo entidade. Se todos
exigem uma decisão digna, ética, moral dos vereadores, também exigem
um posicionamento do mesmo nível em todos os outros setores da sociedade.
Quem quiser continuar a comer de mão, bicar as migalhas estendidas
por madame Z e seus asseclas, oferecidas por aspones, saiba desde
já que nada está escondido. Se muitas fogueiras tomaram a cidade na
noite de segunda-feira e até na terça-feira, muito papel ainda escapou
do auto de fé da legalidade. E principalmente não se pode apagar o
rastro de incompetência, nepotismo (escancarado na cara da Justiça),
má administração etc que marcou estes dois anos de sofrimento em Maricá.
Esperamos que Papai Noel este ano, enfim, traga um grande presente
para Maricá. Refém por dois anos do mais desastroso e criminoso governo
no país, acobertado por uma gentalha, o povo espera que o grito por
liberdade, dignidade e ética possa novamente ser ouvido. |