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ENVIADO PELO MORADOR
EMIR P. DA SILVA
UMA TORTURA QUAQUALINA
No domingo fui com a minha esposa ao Rio de Janeiro para visitar
parentes.Na parte da noite telefonei para um vizinho para saber
como estava Itaipuaçu e fui aconselhado a não voltar uma vez que
as ruas estavam em situações críticas.Buracos e mais buracos no
interior e dois imensões buracões na Estrada dos Cajueiros.Segunro
o meu amigo o Jardim Atlântico deixou de ser um loteamento cheio
de buracos para ser um buraco do tamanho do que o do Quaquá(refiro-me
aquele buracão que recebeu o cainhoso apelido de buraco do Quaquá).
Na segunda feira,dia19,ao chegar após duas horas para fazer o trajeto
Rua 66 até a 116.Com muito sacrifício consegui ser retirado do carro.Era
dor em tudo que era lado do corpo; na cabeça,na coluna,nas pernas
e até no lugar que rima com Raimunda.Os mais pessimistas gritavam
para chamar o SAMU,outros mandavam chamar os bombeiros.Uma velhinha
que reside nas imediações saiu de casa ainda de camisola gritando
que eu havia me acidentado.Passado o primeiro impacto do tumulto
generalizado mandei que chamassem uma boa massagista(boa no sentido
profissional e massagista no sentido puro da profissão).
Eu caminhava pela casa todo empenado mais parecendo o CORCUNDA DE
NOTRE DAME.mas eis que chega uma fisioterapeuta.Uma senhora gorda,de
óculos,cabelos brancos e que disse estar completando 65 anos em
2010.Ela se sentou na beira do meu leito e perguntou o meu problema.Eu
disse que havia sido a maratona de ir de carro da Rua 66 até a 116.Ela
mandou que eu comprasse 4 cartelas de Doril,duas para mim e duas
para ela.Ela já havia sido incorporada pela neurose quaqualina também.Em
suma,não fez massagem nehuma e passou a noite toda na minha casa
sentada na cadeira de balanço gemendo de dor.Havíamos tomado eu
e ela uma penca de Doril,até porque diziam que quando se toma Doril
o prefeito vai para outro município do Brasil.
Sete horas da manhã e eis que acordo feito uma criança havia ganho
um monte de balas(refiro-me a balas doces,e não balas perdidas).E
a minha felicidade tinha um grande motivo;eu sonhei que havia comprado
dois cavalos que no meu inocente sonho me oferecia menos risco de
ficar com menos dores do que as provocadas pelo carro cavalgando
nos buracos do nosso imenso sertão, principalmente na coluna.E as
minhas despesas de manutenção do carro praticamente acabariam.
Ao contar o sonho para a minha esposa ela de imediato me alertou
para não divulgá-lo porque poderia virar moda e a população optar
por esse meio de transporte.Aí,segundo a minha esposa,a prefeitura
não perderia tempo e além dos caríssimos IPTUs que pagamos ainda
teríamos os cavalos taxados.
Caindo na real procurei uma outra fisioterapeuta e estou fazendo
regulares sessões de massagem.
Quanto ao carro,se não sucumbiu nos buracos deve estar escondido
pela lama na minha garagem.
Oh Quaquá,como eu te admiro QuaQuá
!!!
LEMBRAM DO TIÃO MACALÉ?ELE FALAVA:"NOJENTO...TCHAM !!!
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