A cenográfica Maricá
Maravilha só serviu mesmo para garantir um trono para um governo de
incapazes, marionetes de um casal trambiqueiro. Por trás do cenário,
já desgastado pelo tempo de sujeiras, só se encontra lixo, pedaços
de fantasia, restos de esbórnia, ratos, baratas, lixo e mais lixo.
Em um ano, o governo liderou o ranking do mais indesejado no país,
com rejeição de 80%. O município ainda, quando esteve na mídia, foi
por mais de 70% com casos policiais. No restante do espaço jornalístico,
Maricá apareceu com escândalos, como da licitação do lixo e do passeio
milionário, candidatura da primeira dama e politicalha, hospital em
frangalhos, além das promessas, que foram muitas principalmente de
transformação do município em canteiro de obras para realizações faraônicas.
Em nenhum momento houve uma obra de significância ou projeto de interesse
social já concretizado. Como resultado, Maricá fez em pouco mais de
um ano, jogando R$ 22 milhões de royalties no lixo, a maior propaganda
negativa já vista no país.
Com uma população de apenas 2.600 empregados com carteira assinada,
aproximadamente, num universo de 120 mil habitantes, é assumidamente
um município que não tem investimento sequer do próprio governo. O
pouquíssimo dinheiro que circula na cidade e agora a péssima imagem
desestimulam qualquer investidor. O quadro econômico ainda se agrava
com o êxodo de microempresários e agora até empresários estão preferindo
sair e investir seu rico dinheirinho em cidades realmente com governo
que sabe bem o rendimento eleitoral com boa administração. Afinal,
quem cuida bem da coisa pública não precisa de dinheiro do povo para
empregar cabos eleitorais e angariar votos.
As perspectivas são as piores possíveis com o esgotamento do dinheiro
público para regar a campanha da primeira-dama. A máquina pública
cada vez mais se assenta para focar a candidatura solta nas ruas de
lama, esburacadas e com lixo, já se estendendo para captar votos em
outros municípios. Cresce o inchaço da administração, com batalhões
de cabos eleitorais, apelidados de assistentes executivos ou conselheiros
de um engabelador Congresso da Cidade. As ações são endossadas pelos
vereadores, que vivem do dinheiro do povo para fiscalizar o governo
e procuram dar as costas às atrocidades.
A ambição de reviver na cidade o casal Garotinho de pé sujo para tirar
a barriga da fome há muito se atolou. E quem está pagando a brincadeira
só espera as eleições, porque sabe que com galinha de casa não se
corre atrás. No entanto, vai custar caro, e por anos, essa galinha
(ou pato) que alimentaram em Maricá e agora viram que é um monstro
faminto por dinheiro alheio.
Com a vaca indo pro brejo, como prevêem as estatísticas políticas,
restará ao município apenas estender a cuia e ainda agradecer qualquer
migalha que os governos federal e estadual resolverem jogar. |