17/03/2010
........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br
PODRE MARICÁ, RICA DE LIXO
A cenográfica Maricá Maravilha só serviu mesmo para garantir um trono para um governo de incapazes, marionetes de um casal trambiqueiro. Por trás do cenário, já desgastado pelo tempo de sujeiras, só se encontra lixo, pedaços de fantasia, restos de esbórnia, ratos, baratas, lixo e mais lixo.

Em um ano, o governo liderou o ranking do mais indesejado no país, com rejeição de 80%. O município ainda, quando esteve na mídia, foi por mais de 70% com casos policiais. No restante do espaço jornalístico, Maricá apareceu com escândalos, como da licitação do lixo e do passeio milionário, candidatura da primeira dama e politicalha, hospital em frangalhos, além das promessas, que foram muitas principalmente de transformação do município em canteiro de obras para realizações faraônicas. Em nenhum momento houve uma obra de significância ou projeto de interesse social já concretizado. Como resultado, Maricá fez em pouco mais de um ano, jogando R$ 22 milhões de royalties no lixo, a maior propaganda negativa já vista no país.

Com uma população de apenas 2.600 empregados com carteira assinada, aproximadamente, num universo de 120 mil habitantes, é assumidamente um município que não tem investimento sequer do próprio governo. O pouquíssimo dinheiro que circula na cidade e agora a péssima imagem desestimulam qualquer investidor. O quadro econômico ainda se agrava com o êxodo de microempresários e agora até empresários estão preferindo sair e investir seu rico dinheirinho em cidades realmente com governo que sabe bem o rendimento eleitoral com boa administração. Afinal, quem cuida bem da coisa pública não precisa de dinheiro do povo para empregar cabos eleitorais e angariar votos.

As perspectivas são as piores possíveis com o esgotamento do dinheiro público para regar a campanha da primeira-dama. A máquina pública cada vez mais se assenta para focar a candidatura solta nas ruas de lama, esburacadas e com lixo, já se estendendo para captar votos em outros municípios. Cresce o inchaço da administração, com batalhões de cabos eleitorais, apelidados de assistentes executivos ou conselheiros de um engabelador Congresso da Cidade. As ações são endossadas pelos vereadores, que vivem do dinheiro do povo para fiscalizar o governo e procuram dar as costas às atrocidades.

A ambição de reviver na cidade o casal Garotinho de pé sujo para tirar a barriga da fome há muito se atolou. E quem está pagando a brincadeira só espera as eleições, porque sabe que com galinha de casa não se corre atrás. No entanto, vai custar caro, e por anos, essa galinha (ou pato) que alimentaram em Maricá e agora viram que é um monstro faminto por dinheiro alheio.

Com a vaca indo pro brejo, como prevêem as estatísticas políticas, restará ao município apenas estender a cuia e ainda agradecer qualquer migalha que os governos federal e estadual resolverem jogar.