Os coleguinhas e
as coleguinhas, reunidos na semana passada, na Casa do Povo, mostraram
com toda a desfaçatez que foram mesmo abençoados pelo desgoverno maricaense,
pois ganharam até as páginas do site da Prefeitura como se fosse mais
um gesto da administração petista. E não estão errados, pois a criação
de uma Associação de Imprensa, no município, se caracterizou pela
adesão em bloco dos capachos do governo, que se autodenominam jornalistas,
sob as bênçãos de seus patrões executivos e legislativos. Prestigiaram
o evento lambe-lambe oficial do candidato Quaquá, em 2008, e ex-chefe
de gabinete de vereador, hoje guindado à direção da Câmara; a assessora
de imprensa do Legislativo municipal, agora também acumulando uma
subsecretaria na Cultura, além de ter coluna social em outro veículo
apoiado pelo governo; a secretária de Comunicação, que editava uma
revistinha mambembe, hoje ungida pelo petismo.
Logicamente não faltou ao encontro o editor do jornal escandalosamente
dedicado a exaltar a candidatura de madame Z e de seu marido 171.
Articulador da associação, o celestino jornalista foi saudado como
"profissional que sabe agregar pessoas e projetos", o que nitidamente
se vê por suas estreitas relações, nem um pouco transparentes, com
o governo. Com ele, foi ainda o seu subeditor, recentemente presenteado
com o cargo de gerente executivo da Assessoria de Comunicação municipal.
(A cara de pau é tanta que até assinou o release da Prefeitura, que
seus camaradinhas reproduziram)
O alto clero da imprensa (ugh!!!) maricaense, portanto, está na mão
do governo num desrespeito a qualquer ética ou moral. Todos prestes,
com outros que não compareceram, como comissionados que agora trabalham
também para jornal diário na cidade, a se omitirem quanto ao descaso
e só exaltarem as promessas milagrosas.
Sob inspiração da nova ditadura da informação, que vem se implantando
através dos moldes tiranos - nem um pouco diferentes dos adotados
na Rússia do Pravda ou na Alemanha nazista - esse grupo, sem registro,
escandalosamente fala de união e confraternização como se tudo fosse
natural e, o que se estranha, legal à beça!!! Os outros camaradinhas
aceitam com uma estúpida, senão criminosa, conivência, porque aceitam
passivamente terem omissos, nunca profissionais, como companheiros.
E muitos ainda querem defender a liberdade para a imprensa, quando
vemos claramente que a maior parte dos que se dirão "fundadores" não
passa de cúmplices da corrupção, uma vez que têm como lema a omissão.
Cara pálida, liberdade com esse grupo é abrir espaço para favorecimento.
Esquecem que a imprensa daqui segue a inspiração da madame candidata
à Alerj, por sinal a patroa de grande parte dos coleguinhas. Tão boa
patroa, fez grande parte comer de mão em 2009, quando pagou almoço
em restaurante fino para muitos deles, no Rio, num tempo em que articulava
sorrateiramente a compra de todos por anúncio institucional. Não à
toa rezam diariamente com a musiquinha de campanha: "Nessa você pode
confiar".
Por favor, como pessoas, respeitem ao menos os mortos, milhares e
milhares deles no Brasil. Jornalistas do princípio ao fim e nunca
se guiaram pela cartilha da omissão; tiveram como princípio moral
a informação, nunca o release da mentira. Usar o título honroso de
jornalista para manter seu ganha-pão a qualquer custo vai até mesmo
contra o que o convidado aqui falou, ou esqueceram? "O mais importante
é o respeito profissional e a confiança dos clientes, sejam governos
ou empresas, através de um trabalho ético, da união e da representação
de classe".
Falou bonito para ouvidos moucos, que são avessos à ética ou representação
de classe, porque não as têm. |