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A graviola é uma árvore que cresce até 10 m. de altura,
quase sempre apenas a metade ou ainda menos, dependendo da região
e do clima. A casca do caule
é aromática, as folhas são alternas e crescem até 15 cm de comprimento
por 7 cm de largura, verdes e vernicosas
na página superior e com bolsas na axila das nervuras laterais na
página inferior, ligeiramente tomentosas.
Inflorescência cauliflora, brotando da casca velha
do caule e dos ramos. Pedúnculos robustos. Cálice com lobos
triangulares e agudos. Flores axilares, solitárias, sub-globosas, amareladas com seis pétalas grossas e carnosas.
O fruto é uma baga de forma irregular, mais ou menos ovóide, até
30 cm de comprimento e 12 cm de largura, com epiderme verde escura,
espessa, areolada (carpelos soldados), cada aréola ou saliência
cônica tendo no ápice um espinho comprido, mole e recurvado, verde, enquanto jovem,
depois castâneo-ferrugíneo e com as extremidades
quase pretas. O fruto pode atingir grandes dimensões, mas raramente
excede 2 kg. (1)
Esta planta, que é a espécie típica do gênero, porquanto
foi a primeira descrita e desenhada, já era objeto de cultura antes
das chegada dos europeus, no processo de
conquista e colonização do Brasil. Numerosos autores asseguram que
ainda hoje é encontrada silvestre nas matas de várias ilhas antilhanas
(Cuba, Haiti, Jamaica, Porto Rico), na América Central e até na
Venezuela, sendo levada para outras regiões da terra, como África,
Ásia, inclusive o Brasil, que provavelmente recebeu as primeiras
mudas em 1750, procedentes da Jamaica e introduzida no Pará por
iniciativa de Manuel Mota de Siqueira. Entretanto Gabriel Soares
de Sousa já fazia referência à existência desta excelente fruteira
na Bahia em 1587, com o nome de araticu. (2) Em outros países onde
foi introduzida tornou-se subespontânea (inclusive na Amazônia)
e em todo o mundo é mais ou menos cultivada, sempre frutificando
desde o terceiro ano de idade.
No Brasil é mais conhecida com o nome de graviola. Na Bahia
é chamada também de curaçau e ata- de-lima
ou jaca-de-pobre em Camamu, assim como
araticum. Em Minas Gerais é chamada de ata, coração-de-rainha, jaqueira-mole. No Haiti é conhecida como anon,
em Cuba e no México como guanábana. Na
África, onde também foi introduzida é conhecida como sap-sap.
Na ilha de São Tomé é conhecida como coração-da-Índia
ou coração-de-preto (1) (3) (4) (5)
Os frutos, em estado verde são usados para combater a disenteria
e úteis contra as aftas das crianças (sapinhos). No Brasil, come-se
como legume, cozidos, assados no forno ou fritos em fatias. Depois
de maduros, a polpa tem um aroma agradabilíssimo,
misto de maçã e de pêra, e o sabor, ligeiramente ácido, lembra
o perfume do abacaxi e do morango. Quem conhece o fruto corta-o
no sentido vertical, tira-lhe a polpa e abandona a
parte externa, que é fedorenta, dura e coriácea,
tendo paladar amargo e desagradável, terebintáceo. Essa polpa, parecendo
algodão em rama molhado e tendo consistência semelhante à manteiga,
é comestível, porém constituída por celulose quase pura e de difícil
digestão e por isso o seu melhor aproveitamento consiste
em extrair o suco, para o preparo de bebidas refrigerantes e sorvetes,
reconhecidamente deliciosos, bem como para geléias e marmeladas,
consideradas peitorais, antiescorbúticas, diuréticas e febrífugas.
(1) O óleo essencial extraído das folhas e dos frutos verdes tem
cheiro pouco agradável, mas misturado ao óleo de amêndoas ou de
amendoim, é indicado em fricções nos casos de nevralgias e reumatismo.
(9)
Segundo Theodoro Peckolt, o pioneiro fitoquímico
de origem alemã, que estudou as plantas medicinais no Brasil, as
folhas contusas e misturadas com azeite quente servem para resolver
os furúnculos e abcessos. A casca da raiz
é indicada como tinguijante de peixes.
Os frutos verdes, externamente, reduzidos à consistência pastosa
servem para curar as aftas de crianças (sapinhos). (10)
Em levantamente etnobotânico realizado
pela Prof. Maria Elisabet
van den Berg
no Pará, a graviola foi indicada para o tratamento de diabetes,
e como calmante e anti-espasmódico. (19)
Hoehne também reconhece que as folhas são prescritas para
eliminar vermes intestinais e em forma de decocção
para resolver abcessos. Frederico Carlos Hoehne,
grande botânico brasileiro, reconhecido internacionalmente,
não tinha formação acadêmica. Quando acompanhou a Comissão
Rondon em 1908, Hoehne foi nomeado apenas
como ajudante de botânica, numa comissão que não possuía nenhum
botânico, quando na verdade era apenas jardineiro-chefe do Museu
Nacional do Rio de Janeiro. Todo o trabalho de botânica da primeira
expedição foi realizado exclusivamente por Hoehne! Pois bem, Hoehne é um dos
mais prolíficos autores botânicos brasileiros, produzindo desde
1910 até sua morte em 1959, 478 títulos bibliográficos, artigos
e livros, produzindo um total de 11.000 páginas! Do herbário da
Comissão Rondon foi responsável pela coleta de 10.000 exsicatas.
Hoehne descobriu novos gêneros e novas
espécies ao longo de toda a sua carreira, sendo responsável pela
identificação de aproximadamente 400 novas espécies. (11) (18)
Narciso Soares da Cunha, farmacêutico e doutor em medicina, afirmava em 1941 que as folhas da graviola
eram indicadas para combater a glicosúria
e o diabetes. (12) Também o Dr. Flavio Rotman
reconhece que a infusão das folhas da graviola
são muito utilizadas pelos diabéticos para baixar a glicose
sanguínea elevada. (14)
O botânico Caminhoá, no século XIX, reconhece que os frutos verdes são
adstringentes e úteis contra a disenteria, assim como contra as
aftas e que as folhas, fritas com óleo ou fervidas são úteis no
tratamento do reumatismo.
O Prof. Dias da Rocha, reconhece em seu formulário editado pela
primeira vez em 1919, que as folhas da graviola são sudoríficas
e peitorais. Indica nesses casos a infusão das folhas, 3
g. para 200 ml. de
água fervente, na tosse e em todas as suas manifestações, durante
uma semana. Apesar de não ser médico, como naturalista autodidata,
coletava exemplares da flora, fauna, rochas, minerais e peças indígenas
do Ceará e, além disso, como homeopata atendia em sua residência
vasta clientela, composta de gente pobre, para quem receitava gratuitamente
e às vezes fornecia o remédio. A sua especialidade era tratar de
crianças. Hoje em dia todo o seu acervo constitui o Museu Dias da
Rocha em Fortaleza.
Em análises de plantas oriundas da República Dominicana foi
verificada a existência de ácido cianídrico na raiz, no fruto verde,
nas folhas e nas flores. (1) Outros autores também
confirmam estas análises, já que na África a casca da raiz contém
ácido cianídrico e por isso são usados como venenos para pescar.
(6)
Os índios Waimiri Atroari cultivam também
a árvore. A infusão das folhas
é usada para reduzir os níveis de glicose no sangue e na Guiana
Francesa são usadas como sedativo. Na República Dominicana os frutos
são usados como cataplasma para estimular lactação nas mulheres
que estão amamentando. Extratos das folhas tem
poderoso efeito hipotensor em cobaias. (6) (7)
A decocção dos rebentos novos das folhas é usada em Cuba contra
a tosse para desobstruir os brônquios ou em fomentos contra as inflamações
externas e para lavar os pés inchados. O refresco do fruto é indicado
para hematúria (sangue na urina), assim
como facilita a secreção urinária e alivia a uretrite. A infusão
das folhas é considerada sudorífica. No
eczema, coloca-se as folhas sob a forma
de emplastro e se cobre com um pano. Segundo Grousourdy,
em Cuba, as folhas e os brotos tem propriedades antiespasmódicas
e estomáquicas e constituem um remédio
popular muito útil contra as indigestões, já que facilitam as digestões
difíceis. Os nativos, segundo Groussourdy,
utilizam as folhas tenras molhadas com saliva nas carnosidades que
aparecem no entorno das cauterizações, eliminando-as em muito pouco
tempo e sem dor, não deixando cicatrizes. A polpa do fruto aplicada
como cataplasma, durante 3 dias, sem trocar,
nas feridas provocadas pelos bichos-do-pé (Tunga penetrans)
elimina-os. Ao retirar a cataplasma, as chagas apresentam melhor
aspecto e curam com maior facilidade. O pó das sementes trituradas
é eficaz para matar piolhos. A tintura macerada com as sementes
trituradas em bebidas destiladas tem propriedades vomitivas
muito enérgicas. (4)
Na Venezuela, segundo Pittier,
a graviola é conhecida também como guanábano, e as folhas, em infusão, são usadas para combater
a diarréia. (8)
Em Angola, na África, os curandeiros negros empregam, em
casos de disenteria e diarréia, a decocção das sementes trituradas. (5)
Em pesquisas mais recentes, o Prof.
Edile de Medeiros Sampaio e colaboradores
da Universidade Federal do Ceará (1974), reconheceram o potente
efeito hipoglicemiante das folhas de graviola. (13)
No livro mais atualizado que existe no Brasil sobre plantas
medicinais, o livro do Prof. Matos e de Harri Lorenzi, se reconhece os diversos usos medicinais baseados
na tradição popular, registrados na literatura etnofarmacológica.
Acrescenta que recentemente tem crescido muito o uso do chá das
folhas como agente emagrecedor e medicação
contra alguns tipos de câncer.
No citado livro, o estudo fitoquímico
mostrou que as folhas contém até 1,8% de
óleo essencial rico em beta-cariofileno,
gama-cadineno e alfa-elemeno,
enquanto que o obtido do fruto ésteres e compostos nitrogenados
como substâncias responsáveis pelo seu aroma. Na composição química
do fruto estão presentes açúcares, tanino, ácido ascórbico, pectinas
e vitaminas A (beta-caroteno), C e do complexo B, enquanto nas folhas,
casca e raiz desta planta vários alcalóides foram identificados
descritos como reticulina, coreximina,
coclarina e anomurina. Nas sementes, nas folhas, casca e raízes desta planta foram encontrados o ciclopeptídeo
anomuricatina A e várias acetogeninas.
As acetogeninas formam uma nova classe de compostos naturais
de natureza policetídica de grande interesse para farmacologistas e químicos
de produtos naturais em todo o mundo, por serem farmacologicamente
muito ativas como antitumoral e inseticida,
sendo a mais ativa delas a anonacina;
uma outra substância desta classe mostrou intensa atividade contra
o adenocarcinoma do cólon (intestino grosso),
numa concentração 10.000 vezes menor do que a adriamycina, quimioterápico usado
para tratamento deste tipo de tumor.
Descobertas como estas tem provocado uma grande procura por
folhas de graviola, cuja negociação pelas empresas de cultivo com
os laboratórios de pesquisa e de produção de fitoterápicos
especialmente do exterior, alcança quantidades da ordem de toneladas.
O amplo emprego desta planta nas práticas caseiras da medicina popular
e seus resultados positivos, além da grande disponibilidade de material
no Brasil, são motivos suficientes para sua escolha como tema de
estudos químicos, farmacológicos e clínicos mais aprofundados, visando
sua validação como medicamento antitumoral.
(15) (16)
No XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil em outubro
de 2000, foi apresentado um trabalho mostrando um novo método de
extração de acetogeninas das sementes
da graviola, já que pelo processo clássico de extração por solventes
as dificuldades são grandes em função da riqueza de ácidos graxos
neutros contidos nas sementes. No entanto se obtém um índice de
extração de acetogeninas de 17% através da extração por fluido supercrítico
(SFE). (20) Evidentemente busca-se eficiência na extração das acetogeninas em função de sua atividade antitumoral
comprovada.
Em 16 de julho de 2007 o Globo Repórter (http://www.youtube.com/watch?v=u7Z6cEUshDQ)
fez uma reportagem sobre a graviola, entrevistando inicialmente
a empresária e fitoterapeuta (*) Leslie Taylor que importa 400 toneladas
de folhas de graviola do Brasil, do Peru e do Equador, para produzir
o fitoterápico N-Tense, um composto de graviola com mais 7 plantas brasileiras. O produto é utilizado no tratamento
do câncer e a empresa Raintree, com sede em Austin, distribui o medicamento para 400 médicos
nos Estados Unidos, que vem obtendo bons resultados com o produto.
Não podem anunciar os resultados porque a vigilância sanitária nos
EUA não permite que sejam divulgados os tratamentos feitos com medicamentos
oriundos de plantas medicinais. Na Alemanha, o Dr. Helmut
Keller utiliza o mesmo medicamento produzido nos EUA com resultados
surpreendentes. Um paciente conseguiu fazer desaparecer um câncer
da bexiga em 3 semanas de tratamento! A empresária obteve as informações
sobre a graviola de um grande laboratório nos Estados Unidos que
desistira de patenteá-lo porque não tinha conseguido sintetizar
a substância ativa, no caso, uma das acetogeninas.
Atualmente a graviola é cultivada em várias partes do mundo,
desde o sul da Flórida até a China, África e Austrália. Essa extraordinária
dispersão mundial da graviola é, naturalmente uma decorrência do
excelente sabor e aroma de seus frutos, assim como das propriedades
medicinais de diferentes partes da planta.
Pode-se observar que, analisando o mosaico de aplicações
em diferentes países, as indicações são muito semelhantes a partir do levantamento
etnobotânico promovido em diferentes épocas
e em diferentes países.
Portanto, Dr. Dráuzio, a experiência popular com a graviola tem pelo menos
400 anos, já que em 1578 a planta e seu saboroso fruto já eram conhecidos
na Bahia. Além disso os ensaios fitoquímicos
e fitofarmacológicos existem há pelo menos
há 35 anos! Realmente ainda são necessárias mais pesquisas para
consolidar as propriedades terapêuticas da planta, mas tudo indica
que a pomada de graviola produzida pelo Prof.
Frazão tem fundamento e deve estar produzindo
efeitos benéficos nos pacientes.
Esta é a planta que o Dr. Dráuzio
Varella afirmou que não serve para nada com uma pesquisa de apenas
alguns dias, com o objetivo de denegrir a imagem de um professor,
que, ainda de maneira embrionária, busca com honestidade encontrar
medicamentos a partir de plantas para tratar as pessoas que não
possuem recursos para adquirir medicamentos sintéticos e de efeito
duvidoso.
A escassa documentação protocolar da pesquisa do Prof.
Frazão não invalida o seu trabalho. Se fosse assim teríamos
que invalidar toda a experiência de origem indígena e popular que
gera inúmeras substâncias extremamente úteis para a ciência, tais
como, alcalóides e glucósides, descobertos empiricamente em experiências populares
e indígenas, quase sempre anônimas. O que o Prof.
Frazão necessita é de apoio financeiro
e da colaboração de pesquisadores com melhor aparato cientifico
para aperfeiçoar sua pesquisa feita ao longo de anos de dedicação,
com o exclusivo objetivo de ajudar quem precisa. Além
disso a reportagem não informou que os medicamentos preparados
pelo Prof. Frazão são entregues gratuitamente
aos pacientes e as entrevistas com os pacientes que foram curados
com a pomada de graviola ...
Agora cabe ao público escolher entre a pesquisa apressada
do Dr. Dráuzio e a longa experiência popular,
indígena, científica e inclusive a experiência do Prof.
Frazão a respeito da graviola.
Prof.
Douglas Carrara
Antropólogo,
Professor, Pesquisador de medicina popular e fitoterapia
no Brasil
www.bchicomendes.com
djcarrara@hotmail.com
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Bibliografia
Consultada:
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– Dicionário das Plantas Úteis do Brasil e das Exóticas Cultivadas
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1974
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– MEC – Rio – pp. 363
(3)
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1877
– Elementos de Botânica Geral e Médica – Tip. Nacional – Rio – pp. 2317
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– Plantas Medicinales, Aromáticas o
Venenosas de Cuba – 2 vol. – Ed. Cientifico-Tecnica – La Habana – pp. 161
(5)
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– Plantas Úteis da África Portuguesa – Agência Geral das Colônias
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J. Abreu MATOS (1924-2008):
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– Plantas Medicinais no Brasil Nativas e Exóticas – 2a. Ed. - Ed.
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– Herbal Secrets
of the Rainforest
– Prima Health Publ. – Rocklin, CA, 315 p.
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– O Formulário Fitoterápico do Professor
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– Relatório Anual do Instituto de Botânica – São Paulo –
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– Plantas Medicinais na Amazônia – Museu Paraense Emilio Goeldi
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– Extração Supercrítica das Sementes de Graviola (Annona
muricata L.), Annonaceae)
in Livro de Resumos do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil
– Recife – PE – Brasil. – pp. 174
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(*)
Nos Estados Unidos, a profissão de naturopata
é reconhecida legalmente e existem cursos de formação para quem
deseja exercer a profissão.
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