16/03/2010
........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br
TEMPORÃO, LIVRAI-NOS DO MAL
A população está traumatizada com o hospital Conde Modesto Leal. Nem mesmo os mais saudáveis escapam dos arrepios, quando ouvem o sussurro de que podem precisar de atendimento por lá. O local é o mais assustador do município. Perde de longe para o cemitério, que sempre assustou muita gente. Quem vai pra lá não precisa de ter medo de mais nada. Talvez só da consciência pesada e do juízo final que ainda assim parecem bem mais leves.

Se nunca foi uma maravilha, o hospital hoje generalizou o inferno para corpo clínico, funcionários e pacientes. É a maior derrota da medicina social em todos os tempos com um retrocesso que em pouco lembrará os antiquados nosocômios, quando a simples visão do médico era o atestado de óbito em pessoa.

A administração (?) Quaquá transtornou tudo por lá a ponto de cobrir buracos e infiltrações com uma camada de tinta. A partir da presença do prefeito, que resolveu por algum tempo bancar o gerentão da casa, como se ali estivesse instalado um canil, com todo o respeito aos cães. O resultado foi uma droga que virou epidemia. Cassou médicos, enfermeiros, funcionários; condenou ao suplício, por sua incapacidade, os doentes. Pintou e principalmente bordou os diabos com uma série de compras escandalosamente estampadas no JOM.

Agora decide que uma mexida nos poderes no hospital pode alterar o severo quadro clínico de uma unidade que há muito foi levada pelo próprio governo à UTI. Os novos nomes de velhos conhecidos na diretoria são apenas médicos, nunca santos milagreiros. Não poderão salvar aquilo que foi pro brejo. Podem, no máximo, apagar a luz para esconder a destruição e a morte, que os petistas produziram ali como nazistas em campos de concentração. Ou também podem encaminhar a magia de tornar tudo uma empresa como já é um desejo "socializante" do prefeito e de quem colocou agora contra a saúde.

Se realmente tiver interesse em melhorar a vida de quem sofre no hospital, ou fora dele, a higiene terá que ser bem mais severa. A dança de cadeiras não é faxina nem sequer ação suficiente para acabar com os vermes inoculados na administração. Não será coisa para os incompetentes com que lotou o governo.

Oh, Temporão, livrai-nos do mal petista em Maricá; Oh, Temporão, leve esses diabos para o inferno! Daí-nos ao menos um pingo de saudável tranqüilidade. Não deixai mais crianças, velhos e doentes sofrerem em mãos desgraçadas.