15/03/2010
........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br
O CHORO DE CABRAL EM MARICÁ
O governador Sérgio Cabral chorou (!!!) com a possibilidade do Rio de Janeiro perder a maior parte dos royalties do petróleo. A reclamação do Rio e do Espírito Santo tem fundamento, mas há um cheiro eleitoreiro no ar. Há possibilidade do Senado rejeitar a emenda e ainda o presidente Lula pode vetar, o que,com a mobilização, deve reverter em grandes juros eleitoreiros tanto para o PT da Dilma como para o PMDB de Cabral. Nesta briga por votos em ano eleitoral, tudo é válido. Até mesmo chorar e fazer passeata.

Agora a turma do lambe-lambe maricaense, muito conhecida por estar em todas as bocas livres, e aproveitar tudo para garantir seus cargos, espalha a convocação do governador contra a decisão da Câmara, porque Maricá é um dos municípios mais prejudicados, passando a receber dos R$ 22 milhões anuais apenas insignificantes R$ 3 milhões, menos do que recebeu nos dois primeiros meses deste ano (R$ 3,6 milhões).

Quem devia chorar com lágrimas torrenciais e se manifestar em massa por uma punição ao mau uso do dinheiro é a população do município, porque não vê nunca o resultado dessa torneira petrolífera. O dinheiro evapora logo que bate na conta da Prefeitura, como acontece desde o ano passado, na maior parte, para pagar empresas que não fazem obras, mas mantém secretários como vassalos, campanha eleitoral, festas, passeios e o que resta, muito pouco, dividir entre os cabos eleitorais empregados no governo.

O governador deve enxugar as lágrimas e cobrar de Maricá uma aplicação dos royalties, que são do povo para o povo. O governo daqui continua a beber na mesma bica, se fartando em deixar a água rolar sem que haja qualquer obra, sem nenhuma punição. Se conseguir impedir a água de sair pelo ladrão em Maricá, Cabral vai fazer jorrar mais votos em sua reeleição do que qualquer poço de petróleo.