O governador Sérgio
Cabral chorou (!!!) com a possibilidade do Rio de Janeiro perder a
maior parte dos royalties do petróleo. A reclamação do Rio e do Espírito
Santo tem fundamento, mas há um cheiro eleitoreiro no ar. Há possibilidade
do Senado rejeitar a emenda e ainda o presidente Lula pode vetar,
o que,com a mobilização, deve reverter em grandes juros eleitoreiros
tanto para o PT da Dilma como para o PMDB de Cabral. Nesta briga por
votos em ano eleitoral, tudo é válido. Até mesmo chorar e fazer passeata.
Agora a turma do lambe-lambe maricaense, muito conhecida por estar
em todas as bocas livres, e aproveitar tudo para garantir seus cargos,
espalha a convocação do governador contra a decisão da Câmara, porque
Maricá é um dos municípios mais prejudicados, passando a receber dos
R$ 22 milhões anuais apenas insignificantes R$ 3 milhões, menos do
que recebeu nos dois primeiros meses deste ano (R$ 3,6 milhões).
Quem devia chorar com lágrimas torrenciais e se manifestar em massa
por uma punição ao mau uso do dinheiro é a população do município,
porque não vê nunca o resultado dessa torneira petrolífera. O dinheiro
evapora logo que bate na conta da Prefeitura, como acontece desde
o ano passado, na maior parte, para pagar empresas que não fazem obras,
mas mantém secretários como vassalos, campanha eleitoral, festas,
passeios e o que resta, muito pouco, dividir entre os cabos eleitorais
empregados no governo.
O governador deve enxugar as lágrimas e
cobrar de Maricá uma aplicação dos royalties, que são do povo para
o povo. O governo daqui continua a beber na mesma bica, se fartando
em deixar a água rolar sem que haja qualquer obra, sem nenhuma punição.
Se conseguir impedir a água de sair pelo ladrão em Maricá, Cabral
vai fazer jorrar mais votos em sua reeleição do que qualquer poço
de petróleo. |