A derrocada da patroa
do prefeito, saudada em prosa e verso, aplaudida e festejada, não
decretou o fim do império da bandidagem implantado pelo PT em Maricá.
A cafetinagem governamental ainda está à solta, oferecendo um município
à sanha comercial em proveito de uns poucos. Nem bem a população acabou
de festejar, surge mais um confete, agora sob o patrocínio da Secretaria
de Educação, contumaz promotora de factóides ou conhecida inauguradora
de creches (5 em dois anos!!!).
O governo anuncia, sob os holofotes, a implantação de um novo sistema
educacional para "qualificar melhor os alunos da educação infantil"
nas 36 unidades municipais. É uma fórmula camuflada de se pagar ensino
privado, com dinheiro público, em escola pública, que está caindo
aos pedaços. A população vai pagar o sistema, mas terá ainda suas
crianças entregues à miséria pública da falta de condições para estudar.
A educação implantada pelos professores Quaquá e Marcos Ribeiro, já
de olho em 2012, nada mais é do que uma farsa. O setor é amplamente
maquiado pela dupla com o devido assessoramento de seus cúmplices
como se observa com anúncio de que o sistema de Ensino Aprende Brasil,
da editora Positivo, deverá ser implantado na cidade. Empresa única,
"com sua metodologia inovadora", a Positivo também atua na capital
amazônica. Em Manaus, incrível coincidência, foi onde também esteve
em sua peregrinação administrativa a supersecretária Maria Helena,
que hoje dá as cartas na Prefeitura.
A notícia passou em brancas nuvens dado o costume do maricaense de
não olhar mais para as falcatruas governamentais. Mas quem dedicar
a atenção fica impressionado com o empenho em implantar o sistema
no município, reunindo os professores, distribuindo os brindes promocionais.
Além dos livros adotados, todos da Positivo, o sistema ainda disponibilizará
à Secretaria de Educação "uma homepage personalizada, em que poderão
ser publicados trabalhos, eventos, informativos, enquetes, relatos,
entre outros conteúdos exclusivos de sua comunidade". E quem paga
tudo, inclusive a homepage para o governo jogar mais confete, é mesmo
o contribuinte.
A oferta parece de primeiro mundo. "Os alunos podem se informar, ainda
mais, por meio do computador, sobre os conteúdos vistos em sala de
aula". Aí mora a próxima pegadinha governamental de se instalar salas
de computação, quando então poderão acessar o ensino de primeiro mundo
(será?), sem antes cuidar do básico para os alunos, professores e
funcionários. Porque a educação em Maricá é um factóide.
A distribuição de uniformes só vai atender uns poucos, o transporte
escolar serve, quando funciona, a apenas 130 crianças por vez. As
escolas estão em péssimo estado de conservação, os professores mal
pagos, as crianças enfrentam longas caminhadas na lama ou sob a poeirada,
falta merenda, fatos que motivaram protestos dos professores no ano
passado. Por tudo isso, o jeito calculado para fazer efeito é maquiar.
Os gigolôs da Educação ainda sequer deram satisfação, nem foram cobrados
pelos vereadores, essas silenciosas amebas, sobre os suspeitíssimos
contratos milionários descaradamente estampados no Jornal Oficial.
Num deles, a mesma empresa que forneceria vigias para as escolas,
quando há guardas municipais, também seria a manipuladora dos alimentos
a estudantes que não vêem a cor da merenda há muito. E a dupla volta
a brincar com os pais dos alunos, anunciando a novidade do ensino
privado nas ruínas das escolas públicas com professores ganhando miséria.
Mais uma vez a população vai pagar milhões para a voracidade de administradores
que estão sucateando todos os serviços da PMM e terceirizando o que
podem para se vangloriar de serem o máximo, quando não passam de uma
corja de saqueadores do Erário. |