O Judiciário maricaense depois de testemunhar o descumprimento de
inúmeras de suas decisões e a forma como os gestores da saúde do município
desrespeitam as leis, parece ter encontrado um caminho para amenizar
a Violação dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Maricá
- contexto que tem como uma de suas vítimas os ostomizados da cidade.
A decisão da Juíza Rosana Simen Rangel de Figueiredo Costa, resume
a indignação do Poder Judiciário com as violências que estão sendo
perpetradas contra os deficientes de Maricá. A Juíza cansada de ver
suas decisões serem desrespeitadas pelo município, resolveu "dar um
basta" nessa conduta ofensiva ao Poder Judiciário e a vida de inocentes,
determinando o sequestro - diretamente das contas da Prefeitura -
dos recursos financeiros destinados ao cumprimento das decisões, conforme
segue:
"... Compulsando os autos, verifica-se
que a recalcitrância no cumprimento das decisões judiciais subsiste.
Assim sendo, observado o disposto no art. 461, do Código de Processo
Civil que faculta ao Magistrado adotar providências que assegurem
o resultado prático equivalente ao do adimplemento, bem como o Enunciado
nº 02, do Aviso nº 44/2009, aprovado no I Encontro de Desembargadores
de 2009, dê-se vista à parte autora, com urgência, para que a mesma
junte aos autos planilha demonstrativa do custo de aquisição do insumo
constante da assentada de fls. 90/91, referente ao período de 3 (três)
meses, a qual deverá ser acompanhada de três orçamentos distintos
para fins de comprovação. Com a vinda da planilha, expeça-se
mandado de sequestro, o qual deverá ser cumprido como medida de urgência,
devendo o Oficial de Justiça sequestrar a verba diretamente em uma
das contas do Município-réu, diligenciando junto à Secretaria
de Fazenda, ou onde encontrar recursos, depositando-a em conta judicial
à disposição do Juízo..."
A contundência dessa decisão - que visa garantir o direito a vida
e a saúde de brasileiros, idosos, deficientes, enfim, seres humanos
- é o reflexo inequívoco do fracasso de uma administração municipal
que, além de desrespeitar as leis, trata com descaso e maltrata aqueles
que não têm como se defender - doentes, idosos, deficientes e, especialmente,
os mais humildes.
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