10/02/2010
........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br
AQUI GENTE É ESTERCO ELEITORAL!
O município assiste, manietado pelos órgãos públicos, o desastre da própria ambição cega de se transformar Maricá através de promessas. Manipulam as insistentes notícias implantadas nos jornais de que haverá uma transformação inédita, um milagre de proporções bíblicas. E ao mesmo tempo tratam com descaso extremo a saúde. A denúncia de Spencer Ferreira, presidente do Conselho de Municipal de Assistência Social de Maricá, e o escândalo de adulteração de uma ata do Conselho Municipal de Saúde, que teria sido feita pela subsecretária de Gestão de Metas, a médica Janete Valadão, são recentes exemplos de que o governo popular do professor tem como único interesse o carreirismo político familiar e dos amigos.

Se a saúde municipal virou de vez um lixo, reflexo do que fizeram em apenas um ano de administração, poucos, além dos necessitados, estão ligando. As ordens judiciais são desrespeitadas com o governo pouco se lixando para o judiciário; o hospital Conde Modesto Leal está nas últimas, sucateado, para poder ser terceirizado, ilegalmente por uma direção tão fantasma quanto diabólica.

Seria isso uma vergonha para todos, e caso de cadeia para muitos, se houvesse vergonha na cara. Os vereadores, os políticos, inclusive ex-prefeitos, complacentes e coniventes, as entidades civis, os chamados homens e mulheres de mídia (ou seria, de média?), tão céleres em divulgar as festanças e as bonanças do desgoverno, ou mesmo aqueles que ficam sempre esperando a melhor hora para acertar numa boquinha, babando pelos cotovelos, não estão nem aí. Todos comodamente sentados em cima do muro.

Gente que considerou coisa corriqueira, "uma resposta à retaliação" e sem menor expressão a mensagem do CMAS, assinada por Spencer Ferreira, engenheiro e criador do banheiro especial para ostomizados, que liberou a patente de sua criação. No mínimo, uma desconsideração à honestidade dos membros daquele conselho, em particular do presidente, que briga praticamente sozinho contra uma canalha. Mas uma confissão assustadora: os tais formadores de opinião são analfabetos funcionais (ou não serão ainda mais puxa-sacos?). Entendem textos curtíssimos e nem sabem o que leram. Sequer notaram que a denúncia dos conselheiros é das falcatruas que serão cometidas contra o contribuinte sem que haja qualquer fiscalização.

Em meio a essa lama e ao lixo imorais, brota a canalha, disposta a qualquer coisa para garantir sua permanência em postos imunes, que assegurem gordas somas de dinheiro e um tanto de poder quase ilimitado. Para eles, pouco importa que gente passe a ser tratada como coisa por todo um governo, desde os aspones mais desqualificados até aos senhores do chicote da imunidade. Bajularam milhares com promessas para agora tratar a população como um esterco, que só serve para fertilizar suas ambições financeiras, seus sonhos carreiristas.

No silêncio de todos, lavam-se as mãos do crime de omissão e vão rezar diante do sagrado Erário Público, em troca de fiéis moedas, cunhadas pelo suor daqueles mesmos que sofrem com o descaso, a mentira, o nepotismo, o banditismo moral, a corruptalha. Assim se constrói um governo popular que só serve aos outros, àqueles que foram ungidos pelo poder, recebido como um cheque em branco para dele abusarem sem vergonha ou punição.