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O prefeito apanhado
no contrapé pelos elementos tenta apequenar a discussão para ocultar
o fato central; sua incapacidade, sua inoperância, seu desprezo
pelo cidadão que o elegeu e paga impostos. Montou um circo em torno
da abertura do canal na Barra de Maricá, coisa que está longe de
ser inédita e que foi feita muitas outras vezes sem estardalhaço.
Nós não caímos na armadilha. Queremos que as águas voltem ao leito
normal e cabe exclusivamente aos técnicos apontar os caminhos. Estamos
sensibilizados com os sofrimentos de todos, mas abrir ou não o canal,
se de forma definitiva ou temporária, tudo está subordinado não
só ao momento, mas às questões que envolvem a biodiversidade e ao
ecossistema da região como um todo. Só para informar aos leitores,
o nível das águas das quatro lagoas continua subindo apesar do espetáculo
diário na Barra de Maricá. Será mesmo que o mar está um metro abaixo
em relação às lagoas como informa técnico do INEA? Para que serve
e como está o fluxo no Canal de Ponta Negra? O centro da questão
e que apavora o lânguido e incapaz prefeito é sua efetiva responsabilidade
não na quantidade de chuva que caiu, mas nas suas conseqüências.
Apesar de que se acha dono de Maricá, não pode pensar que passou
a ser o senhor dos nossos destinos e até da vida e da morte. Ele
não é o dono do nosso dinheiro em impostos, mas apenas o gestor
dele. Deve contas. Lembremos da comunidade instalada na beira da
lagoa conhecida como Bairro da Amizade. Há poucos dias, montaram
uma parafernália para cortar cabelo, limpar ruas, tirar documentos
e outros serviços que são devidos aos seus moradores. Ninguém é
contra. Volte o prefeito lá, agora, sozinho, sem os homens armados
e enfrente a revolta do povo que está com suas casas invadidas pela
lama há uma semana. Este é o resumo das "realizações" do desgoverno
que infelicita Maricá. Muita conversa fiada, propaganda e superficialidades
para esconder aquilo que não fez e insiste em não fazer, que não
seja colocar "madame" candidata como madrinha das migalhas. Além
ser parte do PLANO DE METAS votado em 2008 é obrigação do poder
público, por força da legislação, remover as famílias em condições
de risco. Ao que se saiba, nenhuma família do Bairro da Amizade,
do Saco das Flores e de outras comunidades em beira d'água foi removida.
A desculpa habitual de falta de recursos não pode ser apresentada.
Gastou o irresponsável prefeito, 17,7 milhões a mais que seu antecessor
com pessoal. A outra desculpa, que seria dizer que os outros prefeitos
também não removeram as comunidades igualmente não serve, pois "nunca
antes na história deste município" um prefeito teve tanto dinheiro
e nenhum deles gastou tanto com pessoal inútil para fazer campanha
eleitoral antecipada. Foram 135 milhões torrados em 2009 e, para
que todos pensem o excesso de 17,7 milhões desperdiçados com os
comissionados daria para construir cerca de 900 casas populares.
A outra saída seria dizer que ainda tem mais dois anos e nove meses
de governo e ainda vai fazer. Esta desculpa deve ser dada às comunidades
ainda alagadas enquanto as águas estão na casa das pessoas atingidas
pelas chuvas! Deve o valentão fazer as visitas aos bairros inundados
sem os homens armados. É disto que o mentiroso, lânguido, incapaz
e traidor do povo quer fugir. Não pode apresentar nada em lugar
da inoperância, desmandos, incapacidade, desprezo pelos cidadãos,
não apenas no que estamos discutindo neste texto, mas em qualquer
setor do pior governo que se tem notícia, até para além fronteiras.
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