09/04/2010
Recebido por mail de Jornal Maricá em Foco/Ricardo V.Ferreira
CHUVA DEIXA GOVERNANTES COM AS CALÇAS NAS MÃOS
Jornal Maricá em Foco/Ricardo V.Ferreira

As precipitações atmosféricas que tantos estragos e sofrimentos estão causando desnudaram diretamente as atuações dos governos do presidente Lula, do prefeito de Niterói Jorge Roberto, do seu antecessor Godofredo Pinto e de João Sampaio que também exerceu mandato em Niterói. No caso federal toma-se conhecimento que o ex-ministro Gedel Vieira Lima privilegiou seu estado, a Bahia, onde pretende disputar o cargo de Governador agora em outubro. Não fosse a catástrofe em Niterói e em outras áreas do Rio de Janeiro talvez não soubéssemos que o governo Lula mandou 37% das verbas para prevenção de acontecimentos de tal natureza para a Bahia. O estado de São Paulo que tem sido bastante castigado por tempestades, recebeu parcos 9% e o Rio de Janeiro menos de 1%! A reação violenta do Presidente soa estranha, comprometedora e carregada de destempero nos desafios ao denunciante e nas críticas ao Poder Judiciário. Os rompantes autoritários de Lula contra todos que questionam seu governo e contra a imprensa já viraram rotina e tem se agravado a partir do momento em que sua candidata se afastou do governo. Em Niterói o descaso começou em 1989, início do 1º mandato de Jorge Roberto que já está na terceira administração e passou por João Sampaio também do PDT e por Godofredo Pinto. Em 2007 trabalho sobre o Morro do Bumba foi deixado de lado por Godofredo filiado ao PT. Assim tem sido com os mais pobres. A politicagem barata de urbanizar favelas e incentivar sua proliferação rende votos. O número de favelas dobrou durante o período em que o PDT governou Niterói. Por aqui o aprendiz de ditador do PT segue a mesma cartilha do seu mestre federal. Não admite contestação, não aceita debates, não permite a livre manifestação da imprensa. A prática da política rasteira é a mesma. Teve quinze meses para retirar os moradores das margens dos rios e da lagoa e nada fez. A vida corria mansa até que a mesma chuva violenta que arrancou as vestes douradas dos seus colegas, deixou-o com as calças nas mãos. Migalhas foram distribuídas para engambelar os pobres do bairro da Amizade e de mais alguns poucos locais. As construções irregulares em locais de proteção ambiental não foram barradas e nem as remoções executadas. Este é o centro da discussão e não será por adoção de medida emergencial que o lânguido e incapaz prefeito vai se safar. Por sorte não temos ocupações graves de encostas senão poderíamos ter fatos mais graves a lamentar.