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As precipitações
atmosféricas que tantos estragos e sofrimentos estão causando desnudaram
diretamente as atuações dos governos do presidente Lula, do prefeito
de Niterói Jorge Roberto, do seu antecessor Godofredo Pinto e de
João Sampaio que também exerceu mandato em Niterói. No caso federal
toma-se conhecimento que o ex-ministro Gedel Vieira Lima privilegiou
seu estado, a Bahia, onde pretende disputar o cargo de Governador
agora em outubro. Não fosse a catástrofe em Niterói e em outras
áreas do Rio de Janeiro talvez não soubéssemos que o governo Lula
mandou 37% das verbas para prevenção de acontecimentos de tal natureza
para a Bahia. O estado de São Paulo que tem sido bastante castigado
por tempestades, recebeu parcos 9% e o Rio de Janeiro menos de 1%!
A reação violenta do Presidente soa estranha, comprometedora e carregada
de destempero nos desafios ao denunciante e nas críticas ao Poder
Judiciário. Os rompantes autoritários de Lula contra todos que questionam
seu governo e contra a imprensa já viraram rotina e tem se agravado
a partir do momento em que sua candidata se afastou do governo.
Em Niterói o descaso começou em 1989, início do 1º mandato de Jorge
Roberto que já está na terceira administração e passou por João
Sampaio também do PDT e por Godofredo Pinto. Em 2007 trabalho sobre
o Morro do Bumba foi deixado de lado por Godofredo filiado ao PT.
Assim tem sido com os mais pobres. A politicagem barata de urbanizar
favelas e incentivar sua proliferação rende votos. O número de favelas
dobrou durante o período em que o PDT governou Niterói. Por aqui
o aprendiz de ditador do PT segue a mesma cartilha do seu mestre
federal. Não admite contestação, não aceita debates, não permite
a livre manifestação da imprensa. A prática da política rasteira
é a mesma. Teve quinze meses para retirar os moradores das margens
dos rios e da lagoa e nada fez. A vida corria mansa até que a mesma
chuva violenta que arrancou as vestes douradas dos seus colegas,
deixou-o com as calças nas mãos. Migalhas foram distribuídas para
engambelar os pobres do bairro da Amizade e de mais alguns poucos
locais. As construções irregulares em locais de proteção ambiental
não foram barradas e nem as remoções executadas. Este é o centro
da discussão e não será por adoção de medida emergencial que o lânguido
e incapaz prefeito vai se safar. Por sorte não temos ocupações graves
de encostas senão poderíamos ter fatos mais graves a lamentar.
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