09/03/2010
........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br
CULTURA É PODER
Os governos que não aplicarem em cultura desde já estão cometendo suicídio político-econômico. Montar circo em praça, regado a música e bebida, é próprio da politicalha eleitoreira, que não tem competência, o que dirá conhecer o assunto.
Ganharão, no futuro, menção na mídia apenas através de páginas policiais ou em reportagens sobre corrupção, como já acontece. É uma autovia para o esvaziamento da economia.
Muitos municípios brasileiros descobrem dia a dia a cultura, em particular a leitura e livro, como alternativa não só para incrementar os negócios locais, mas como atividade de alto valor turístico. E vêm investindo verbas e contingente humano para desenvolverem o setor em suas regiões, quase imediatamente colhendo ótimos resultados. Sem pirotecnia de projetos megalômanos, estão instituindo programas com seriedade, mesmo quando de pequeno alcance.
Todo dia pipocam novos projetos municipais, os governos anunciam captação de programas federais e estaduais, numa forma de adequar suas cidades ao progresso. A mídia nos informa diariamente sobre essas ações, das mais simples quase em barracos até grandiosas como em palácios. E cada vez mais conseguem divulgação que atrai autoridades e visitantes.
O bolo econômico só aparecerá se houver a "cereja" da cultura. Um governo municipal tem e deve construir uma economia forte, mas precisará inevitavelmente, com os novos tempos, de investir, com seriedade, na promoção cultural. Insistir em que o povão quer mesmo circo é enriquecer a corruptalha e levar um município à bancarrota.
(O texto acima é o editorial da edição de março de + Leitura, produzido para a livraria Canto do Livro)