Em
Maricá o caos está instalado e nem sei o que se pode
esperar para o futuro: precisamos de um plano para os meses
após a estiagem no Norte começar a diminuir. Em 2004/2005 a
seca na Amazônia foi mais severa e com 70 mm de índice pluviométrico
Maricá ficou sob as águas. Em abril de 2010 foi uma enchente
onde se teve 2 m em áreas que disseram não ser comum, mas foi
uma mentira deslavada, pois eram áreas de plantação de arroz.
Qual a diferença entre 2005 e 2010? Em Itaipuaçu as águas ainda
estão presas em alguns locais: que índice pluviométrico poderá
agüentar se a passagem das águas do 3º Distrito está bloqueada
e teria de passar pela Lagoa Brava que virou Fazenda da Pedra
Grande que virou área de extração de turfa e areia? Com certeza
o Loteamento Manumanoela também terá ruas sob as águas com o
teve em abril passado: um regato que desce da pedra em frente
e passa por baixo da RJ 106 e que ia para esquerda foi desviado
para o lado da Lagoa Brava e segundo consta também está bloqueado.
Em Maricá a maioria dos bairros têm áreas com problemas ocasionados
por obras do DSBF, do DNOS e outras feitas por quem desconhece
a nossa verdadeira geografia.
|
| Mais
uma vez o descontrole, a omissão e negligencia de sucessivos
governos foram colocando o sistema lagunar em coma induzido,
a fim de provocar a sua extinção por motivo torpe. Essas áreas
ressecadas foram sendo ocupadas e aumentadas, e assim hoje temos
loteamentos em áreas lagunares. E esta é uma situação que não
terá fim. |
|
|
|
Para acabar com um sistema lagunar basta septa-lo e foi o que fizeram
aqui em Maricá. No passado o presidente Hermes da Fonseca
mandou fazer investimento na atividade pesqueira e hoje o país precisa
da produção desta atividade por força de tratado internacional.
Ainda temos tempo! O problema não é localizado em Maricá
/ Rio de Janeiro, mas em todo território Nacional pela conduta omissa.
Pois não existe mais como acreditar que não seja de domínio administrativo
tal informação. O desconhecimento da lei não implica em impunidade,
este país tem lei e tem que as aplique.
O problema de se defender quem não se sabe ameaçado, é a falta de
informação à coletividade, porque quem as obtém não repassa. Quem
não fez as pesquisas que fiz realmente não pode ficar preocupado,
mas como as fiz em livros, mapas, campo e relatos, tenho a responsabilidade
e obrigação de insistir em avisar.
Embora fustigados a todo momento pelos escândalos, o povo não desiste
e luta, esta é a inegável verdade. Sei que é triste quando a Justiça
tarda, mas ela realmente não vai a todos os lugares e nem protege
a quem dorme. A sua representação como uma moça bonita de olhos
vendados e de pés descalços me leva a esta colocação, mas ela existe
e temos jurisprudência e muitos bons juristas. Tudo está claro e
já feito por pessoas no passado que se preocuparam com o futuro,
mas a nós é o presente que está ameaçado. O tempo urge e recomendo
mais uma vez que deixemos a vaidade de lado e unidos como foram
os que iniciaram esta reivindicação e lograram êxito depois de 20
anos, devemos seguir a lição que a Dra. May Terrell Eirin e seus
companheiros nos deixaram.
|