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Há meses escrevi
textos chamando a atenção dos vereadores para a temeridade da defesa
cega do prefeito mentiroso, lânguido, incapaz e traidor do povo.
Riram, fui chamado de chorão por estar fora do governo, que não
oferecia o menor perigo e o boato que me vendera para a empresa
de ônibus continuava se espalhando. Os três Registros de Ocorrência
na 82ª DP, notificações, interpelações judiciais e extra-judiciais
são apenas o começo. Arquivaram meus pedidos de informações, caindo
na armadilha que preparei para os espertos. Sempre disse que erraram
de pessoa. Estão acostumados a lidar com corruptos que se vendem
por alguns tostões, covardes que tem medo de morrer e se encolhem
ou neófitos que não conhecem política nem a vida. Eu não tenho nem
pressa nem medo e confesso que ando doido para ser processado, o
que vai abreviar o meu trabalho e resolver o problema da minha falta
de dinheiro: entrego a documentação nas mãos honestas de um Juiz.
Tenho um compromisso com o projeto político que foi votado em 2008
e traído de forma rasteira. O frouxo que mandou cortar os freios
do meu carro pensou que eu ficaria assustado e recuaria. Errou por
julgar os outros por ele mesmo. Olha-se no espelho e vê um poltrão.
Quem mandou fazer é covarde e não tem coragem moral para me enfrentar.
Gente safada só fica valente por intermédio do braço armado de terceiro
e pago com dinheiro sujo. Não passam de anões morais. Jamais faria
parte desta coisa que ainda insistem em chamar de governo. Se nada
disse que prestasse desde a posse, o lânguido prefeito pronunciou
sábias palavras em 25 de maio de 2009 por ocasião
da minha exoneração: que eu era incompatível com o governo
dele. Devo repetir: sábias palavras! Estão
apavorados com o que vem por ai. Gravam meu telefone e das pessoas
que falam comigo, razão do desespero. Os parvoeirões não percebem
que só digo ao telefone o que quero que ouçam e levem correndo ao
chefete e à camarilha que o cerca. Acham-se muito espertos gastando
dinheiro para fazer gravações criminosas quando deveriam estar preocupados
com o que dizem e fazem. Quem manda gravar também é gravado, filmado
e fotografado. Uma coisa todo mundo já viu: escrevo e assino. Não
tenho medo de canalhas que se escondem por trás de braços armados.
Morrer faz parte da vida. A mentira das dívidas deixadas pelo ex-prefeito
Ricardo Queiroz caiu por terra e junto veio à tona a barbaridade
dos gastos de R$ 17,7 milhões com a folha de pessoal, acima dos
gastos do ex-prefeito em 2008. O incapaz e traidor do povo torrou
63,2 milhões só com a folha de pessoal. O revolucionário mentiroso
aparelhou a máquina pública para fazer a campanha da "madame" e
foi apanhado pela sua própria prestação de contas. Ledo engano pensar
que estou sozinho, que ninguém me daria atenção por não ter nascido
em Maricá. Saibam que honestidade não tem fronteiras nem pátria
e acompanha o cidadão por onde ele andar. Não há saída. Não há explicação.
Deveriam perceber que existe gente séria no Ministério Público,
nas Polícias e no Poder Judiciário e não se iludirem com alguns
almoços e conversinhas de gabinetes. Permitiram as mortes de inocentes
no hospital e diziam que não havia dinheiro, pois ia tudo para pagar
a "herança maldita". Isto é crime de responsabilidade. O que fizeram
e fazem os parasitas comissionados pagos com o dinheiro do povo?
Agora não adianta arranjar emissários e intermediários para tentar
amaciar, disparando insistentes telefonemas e se valendo de pessoas
amigas. O momento passou e todos estavam ocupados achando graça
e gozando das novas sensações que chegaram junto com o poder. Era
simples resolver o impasse: acabar com a bandalheira e estancar
a mortandade no hospital. Preferiram continuar de costas para o
interesse público e ficar agarrados ao prefeito. Só resta desejar
que façam boa viagem ao fundo e que aproveitem bem o mergulho. Não
se esqueçam: a bomba é uma só, mas os detonadores são vários e trata-se
de gente decente e que não se vende! Ah! Ia me esquecendo de dizer
que a lista dos mandantes do meu provável assassinato já está com
58 nomes e nas mesmas mãos que não se corrompem.
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