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Maricá fara economia
com novo contrato para coleta do lixo O problema da coleta de lixo
em Maricá já está sendo resolvido pela Prefeitura. O prefeito Washington
Quaquá anunciou a contratação, em caráter emergencial, da empresa
Delta Construtora, que, além de coletar o lixo de todo o município,
também ficará responsável pela limpeza das praias, varrição de ruas,
retirada de entulhos e locação de máquinas para manutenção do Aterro
Sanitário do Caxito.
Além disso, houve uma redução significativa nos valores pagos pela
Prefeitura para recolher 90 toneladas diárias de lixo. A empresa
anterior cobrava R$ 120,00 por tonelada de lixo. A nova empresa
passará a cobrar R$ 102,00, o que resultará em uma economia de R$
1.620,00 por dia.
"Agora teremos estrutura para fazer a fiscalização da coleta, o
que não acontecia com a empresa anterior. Em poucos dias, o excesso
de lixo já terá sido retirado", disse o secretário de Ambiente e
Urbanismo, Alan Novaes.
Prefeitura Municipal de Maricá Subsecretaria de Comunicação Social
27 JANEIRO 2009 Empreiteira campeã de obras do PAC cresceu 908%
em oito anos
29 DE Março DE 2009 - Informações do jornal O Globo
Campeã no recebimento de recursos injetados pela administração direta
no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a empreiteira Delta
Construção teve sua participação em obras do governo federal elevada
em 1.311% em termos nominais (ou 721%, em valores corrigidos pela
inflação) de 2000 a 2008. Pelas obras do principal programa do governo
Lula, a empreiteira recebeu, até março deste ano, R$ 678 milhões.
A curva de crescimento que ilustra a liberação de recursos federais
é paralela à que registra a saúde financeira da Delta: de um patrimônio
líquido de R$ 50 milhões, em 2000, chegou a R$ 504 milhões no ano
passado, um aumento de 908%. É o que informa a reportagem de Maiá
Menezes e Flávio Tabak (com colaboração de Tatiana Farah), publicada
na edição do GLOBO deste domingo.
Uma outra marca é registrada em seu desempenho: em relatório do
Tribunal de Contas da União (TCU), sobre o terceiro trimestre de
2007, ela aparece como a empreiteira com o maior volume de contratos
com irregularidades graves (nove). Uma delas, referente à construção
da sede da Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília. O ranking
não foi atualizado pelo TCU.
DELTA CONSTRUÇÃO S/A
Exclusivo: empresa envolvida em corrupção faturou R$ 27 milhões
em obras do governo Paulo Hartung
Rossini Amaral
Envolvida em graves irregularidades, como formação de cartel, fraude
em licitações públicas, doações suspeitas para campanhas eleitorais
e prisão de funcionários sob acusação de fraude em licitação, entre
outras, a empresa Delta Construções S/A, com sede no Rio de Janeiro,
vem recebendo tratamento privilegiado no governo Paulo Hartung.
Ganhou contratos milionários para executar obras de asfaltamento
em várias estradas municipais, através do programa Caminhos do Campo,
da Secretaria estadual da Agricultura, gestão Ricardo Ferraço (PSDB/foto),
atual vice-governador do Estado. Das 28 obras já inauguradas pelo
governo, foram contratadas 11 empreiteiras, mas a Delta foi a mais
bem aquinhoada na distribuições dos recursos, ficando com nove estradas
contra duas da segunda beneficiada. Ela embolsou até agora quase
R$ 27 milhões (precisamente 26.986.510,02), dos R$ 64.648.485,61
investidos pelo governo do Estado no programa, dos quais mais de
R$ 12 milhões resultaram de aditivos contratuais.
A empresa responde a investigações no Ceará, por suspeita de favorecimento
em licitações, uso de dados falsos em concorrência no Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), suspeita de formação
de cartel no Paraná e doações para campanhas eleitorais em 2004,
a maior parte delas beneficiando políticos do Rio de Janeiro.
O programa Caminhos do Campo vem sendo tocado pelo governo Hartung
desde meados do primeiro mandato, ao tempo em que ocupava a Secretaria
de Agricultura o hoje vice-governador Ricardo Ferraço. Causou estranheza,
na época, o fato de obras de infra-estrutura estarem a cargo de
uma pasta que se destina a cuidar da produção e do escoamento agrícola.
Até agora, o programa Caminhos do Campo concluiu 236.64 quilômetros
de estradas asfaltadas, que tiveram um custo total de R$ 64.648.485,61,
sendo R$ 12.249.330,52 em forma de aditivos. Dessa total, a empreiteira
Delta faturou R$ 26.986.510,02, enquanto a segunda melhor beneficiada,
a Ferranco, abocanhou R$ 4.981.728,68.
Apesar de seus péssimos antecedentes, a Delta Construções S/A continua
atuando no Estado, com obras no interior de Cariacica, em Ibitirama
e Santa Teresa. A qualidade das obras do programa Caminhos do Campo
também vem sendo questionada, já que em diversos casos elas se deterioraram
antes mesmo de serem inauguradas.
Em 4 de maio último, Século Diário revelou que o asfaltamento de
uma estrada no município de Alegre, sul do Estado, com extensão
de 18 quilômetros, apresentava diversas irregularidades em seu pavimento,
que recebera uma camada de asfalto com espessura comparada, à época,
a uma casca de ovo.
Das 22 estradas do programa Caminhos do Campo já inauguradas, todas
receberam aditivos (suplementação com o dinheiro público), sendo
que o volume maior ficou por conta da empreiteira Delta. Essa empresa
não tem tradição no Espírito Santo, sendo portanto desconhecidos
os motivos de sua entrada no mercado de obras públicas através da
Secretaria Estadual da Agricultura.
O programa Caminhos do Campo funciona no interior do Estado como
extraordinário trunfo político do vice-governador Ricardo Ferraço,
que não perde a oportunidade de presidir os atos de inauguração
das estradas asfaltadas. Nesses eventos, a concorrência é grande
entre lideranças políticas, urbanas e rurais, prefeitos e agricultores,
todos recebendo palavras de enaltecimento da importância das obras.
De fato, a pavimentação asfáltica das estradas tem a finalidade
de melhorar o escoamento da produção agrícola, incentivar o agroturísmo
e estimular a agricultura familiar.
Não fosse a participação da Delta Construções S/A na maior fatia
do programa Caminhos do Campo, a iniciativa do governo do Estado
teria como reparo apenas a má qualidade das obras. Em São Domingos
do Norte, norte do Estado, onde o programa pretendia resolver o
problema do escoamento da produção agrícola num trecho de quatro
quilômetros, entre a sede do município e a localidade de Marobá,
a situação continuou praticamente a mesma. O tráfego pela estrada
ocorre apenas às sextas-feiras e, aos sábados, na maioria dos casos
por automóveis e motocicletas. Mesmo assim, o asfaltamento não resistiu
ao tempo e, pouco mais de um ano após a conclusão da obra, a estrada
encontra-se repleta de buracos.
No município de Dores do Rio Preto, no sul, o Caminhos do Campo
concluiu há cerca de um ano 17 quilômetros de asfaltamento entre
a sede e a localidade de Pedra Menina. Mais uma vez as obras não
se mostraram resistentes e estão necessitando de reparos na pavimentação,
também devido à grande quantidade de buracos. O governo do Estado
desembolsou no projeto aproximadamente R$ 3 milhões, conforme estimativa
da prefeitura local.
Em Linhares, também no norte, o projeto prevê o asfaltamento de
27 quilômetros de estrada, interligando a BR-101, Rio Quartel, Farias,
Guaxo e Tapira. Já foram concluídos 20 quilômetros, enquanto o restante
está em fase final. Na parte onde os serviços foram encerrados,
a pavimentação teve que sofrer reparos, devido ao surgimento de
"borrachudos" - uma espécie de bolhas de ar - na camada asfáltica.
De acordo com o jornal "Folha de S. Paulo", a empresa Delta apresentou
documento com informações falsas para poder participar de licitação.
A irregularidade foi descoberta por uma auditoria do Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit). O documento dava
condições técnicas à Delta de participar da construção de um dos
trechos da Linha Verde, via expressa que ligaria Belo Horizonte
ao aeroporto de Confins, na região metropolitana da capital mineira.
No programa emergencial do governo federal, a empreiteira Delta
foi escolhida pelo Dnit, sem concorrência pública, para executar
obras em estradas federais no Maranhão e na Paraíba. No total, a
empresa receberia mais de R$ 5,4 milhões, referentes a execução
das obras em 243,7 quilômetros. Quando uma empresa apresenta documentação
falsa em uma licitação, pode ficar impedida de participar de nova
concorrências. Essa restrição, no entanto, só pode ser adotada pelos
governos quando o caso já foi analisado pela Justiça.
A Delta, responsável pela execução das obras emergênciais da operação
tapa-buracos no Ceará, esteve sob investigação do Ministério Público
Federal por suspeita de favorecimento em licitações. Isso, ainda
segundo a "Folha de S. Paulo", edição de 17 de janeiro de 2006.
Ainda de acordo com o jornal, edição de junho de 2005, a Polícia
Civil do Paraná prendeu 19 pessoas por suspeita de alimentar um
cartel de empresas que definia os preços de obras públicas no Estado.
A operação policial cumpriu mandados de busca na sede da Petrobras,
no Rio de Janeiro, onde quatro policiais apreenderam computadores
e documentos na BR Distribuidora S.A, por indícios de participação
de funcionários da subsidiária em um conluio que ditava os preços
das obras. Um ano antes, o governo do Paraná abrira licitação para
construir obras rodoviárias, no valor de R$ 76 milhões. Em consórcio,
a BR Distribuidora a construtora Triunfo venceram a única concorrente,
a Delta Construções, para fornecimento de revestimento asfáltico.
A derrotada recorreu à Justiça e fez contestação administrativa
no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná. Num telefonema
interceptado por ordem da Justiça do Estado, o presidente da Associação
Paranaense dos Empresários de Obras Públicas (Apeop) do Paraná aconselha
o vice (que representaria a Delta) a desistir das ações com a garantia
de que a empresa seria a próxima beneficiada em concorrência.
A Delta Construções, que, de acordo com as listas parciais do Dnit
ganhou mais trechos de rodovias para fazer obras do programa emergencial,
aparece como a principal doadora para campanhas eleitorais em 2004.
Entre as cinco empresas que ganharam mais contratos, a Delta é a
única que aparece nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
como doadora de R$ 1,72 milhão para campanhas eleitorais. De acordo
com a "Folha de S. Paulo", de janeiro de 2006, o dinheiro foi principalmente
para partidos da base do governo federal, embora o PSDB também tenha
recebido recursos.
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