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Albert Einstein,
físico alemão naturalizado norte-americano, criador da teoria da
relatividade e um dos maiores gênios da humanidade, também, foi
atingido pelo preconceito como são as pessoas com deficiência. Foi
um homem que no silêncio de suas reflexões se mostrava amargurado,
acabrunhado. Sofria, porque sua genialidade não conseguia explicar
o preconceito contra aqueles que são diferentes e, principalmente,
contra aquele que tanto amava.
Ele teve um filho portador de esquizofrenia.
Então, se um gênio de tal magnitude, um intelectual, gerou um filho
mentalmente doente; quem está livre de gerá-los? Quem está livre
da esquizofrenia ou da deficiência?
- Nenhum ser humano está livre desses dramas, nem os inférteis.
A reação de Einstein diante de um filho psicótico, deficiente mental,
não foi o que esperávamos de um gênio. Essa reação, desastrosa,
o fez passar da condição de vítima do preconceito para um agente
desse mal tão pernicioso.
- Como assim?
- Ele visitou o seu filho, apenas uma vez no hospital psiquiátrico,
onde estava internado. Condenou-o a uma vida de solidão e rejeição.
Fez seu psiquismo e sua alma se degenerarem na tristeza do abandono.
Aqui, diante desses fatos, se apresenta uma grande lição, que nos
impõe uma reflexão:
- Será que para construirmos uma sociedade mais inclusiva e justa
precisamos de expoentes da matemática, do mundo físico e da lógica?
- Sim, mesmo que essa história sugira o contrário! Mas, também,
precisamos de expoentes no mundo ilógico da emoção, da sensibilidade,
do respeito ao próximo, do perdão...
Em Maricá, precisamos de expoentes, que além de transitarem nas
questões humanitárias da vida, estejam envolvidos com a cultura,
o turismo, a educação, as obras, a assistência social, a saúde e
em tudo aquilo que possa contribuir para a inclusão e a acessibilidade
de todos.
São esses os devaneios de um homem que acredita nas pessoas e na
vida! Devaneios que podem subsidiar as providências governamentais,
que atenderão aos anseios dos Josés, Zacharias, Cláudios, Paulos
e de muitos outros deficientes de Maricá.
Um dia, amigo José de Souza, juntos, de mãos dadas, todos nós, vamos
adentrar a Casa de Cultura de Maricá. Lá, encontraremos um intelectual
diferente do Einstein, um homem como nós, que prega a cultura da
inclusão. Esse homem, atendendo aos nossos anseios e preservando
o patrimônio histórico, terá colocado no degrau da porta de entrada
da Casa de Cultura, uma rampa de madeira que pode ser colocada de
dia e retirada a noite.
Emocionados com esse gesto tão simples, simbólico, nos abraçaremos
todos para comemorar o espírito fraterno que nos une, com a certeza
que se inaugura um novo tempo para a nossa gente, um novo tempo
para Maricá.
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