30/01/2009

OSTOMIZADOS DE MARICÁ
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........xxx.....Coluna do Engº Spencer Ferreira # spencer@ostomizados.com
O FUTURO DA CASA DE CULTURA DE MARICÁ

Albert Einstein, físico alemão naturalizado norte-americano, criador da teoria da relatividade e um dos maiores gênios da humanidade, também, foi atingido pelo preconceito como são as pessoas com deficiência. Foi um homem que no silêncio de suas reflexões se mostrava amargurado, acabrunhado. Sofria, porque sua genialidade não conseguia explicar o preconceito contra aqueles que são diferentes e, principalmente, contra aquele que tanto amava.

Ele teve um filho portador de esquizofrenia.

Então, se um gênio de tal magnitude, um intelectual, gerou um filho mentalmente doente; quem está livre de gerá-los? Quem está livre da esquizofrenia ou da deficiência?

- Nenhum ser humano está livre desses dramas, nem os inférteis.

A reação de Einstein diante de um filho psicótico, deficiente mental, não foi o que esperávamos de um gênio. Essa reação, desastrosa, o fez passar da condição de vítima do preconceito para um agente desse mal tão pernicioso.

- Como assim?

- Ele visitou o seu filho, apenas uma vez no hospital psiquiátrico, onde estava internado. Condenou-o a uma vida de solidão e rejeição. Fez seu psiquismo e sua alma se degenerarem na tristeza do abandono.

Aqui, diante desses fatos, se apresenta uma grande lição, que nos impõe uma reflexão:

- Será que para construirmos uma sociedade mais inclusiva e justa precisamos de expoentes da matemática, do mundo físico e da lógica?

- Sim, mesmo que essa história sugira o contrário! Mas, também, precisamos de expoentes no mundo ilógico da emoção, da sensibilidade, do respeito ao próximo, do perdão...

Em Maricá, precisamos de expoentes, que além de transitarem nas questões humanitárias da vida, estejam envolvidos com a cultura, o turismo, a educação, as obras, a assistência social, a saúde e em tudo aquilo que possa contribuir para a inclusão e a acessibilidade de todos.

São esses os devaneios de um homem que acredita nas pessoas e na vida! Devaneios que podem subsidiar as providências governamentais, que atenderão aos anseios dos Josés, Zacharias, Cláudios, Paulos e de muitos outros deficientes de Maricá.

Um dia, amigo José de Souza, juntos, de mãos dadas, todos nós, vamos adentrar a Casa de Cultura de Maricá. Lá, encontraremos um intelectual diferente do Einstein, um homem como nós, que prega a cultura da inclusão. Esse homem, atendendo aos nossos anseios e preservando o patrimônio histórico, terá colocado no degrau da porta de entrada da Casa de Cultura, uma rampa de madeira que pode ser colocada de dia e retirada a noite.

Emocionados com esse gesto tão simples, simbólico, nos abraçaremos todos para comemorar o espírito fraterno que nos une, com a certeza que se inaugura um novo tempo para a nossa gente, um novo tempo para Maricá.

MARICÁ MERECE UM FUTURO MELHOR!