28/07/2009
Mensagem do Prof. Douglas Carrara
CRIME AMBIENTAL EM ITAPEBA
Resido em Maricá há 15 anos e minha casa situa-se na divisa com o Condomínio Lagoa Azul. Esta divisa é formada por um barranco íngreme de aproximadamente 8 metros de altura. Durante as grandes enxurradas o barranco vem sendo gradativamente erodido e o barro vem se acumulando na minha casa, desde que o proprietário do terreno situado no Condomínio construiu um muro na beira do barranco e cortou as árvores que davam sustentação ao barranco. Além disso, ainda colocou canos de drenagem no alicerce, que promove perfurações no substrato e provoca desmoranamentos sucessivos.

Pois bem, ontem, dia 27 de julho de 2009, às 11:00, aproximadamente, o proprietário contratou dois indivíduos para cortar 4 árvores próximas à beira do barranco. Tentei impedir o corte, alegando que era um crime ambientel, mas nada consegui e as árvores foram insensivelmente derrubadas. Liguei para diversas instituições da cidade, Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil, Delegacia Legal, Polícia Militar, responsáveis pela questão ambiental, mas até o momento não fui comunicado de quais providências foram tomadas com relação ao evento acima. Gostaria portanto de informar a todos os leitores que sou testemunha e denunciador de um crime que além de tudo vai me trazer consequências futuras, trazendo risco inclusive de vida para meus familiares e animais de estimação, já que nossa casa situa-se bem próxima ao limite do barranco. Fiquei indignado demais com a omissão e a falta de conhecimento dos moradores do bairro, que não compreendem nada de nada da questão ambiental e inclusive das questões legais, já que cortar árvores sem autorização é um crime inafiançável. Mas a questão maior é a seguinte: como fazer para que as autoridades constituídas cumpram a lei e punam os transgressores e destruidores do meio-ambiente. Se a impunidade continua os crimes ambientais vão continuar sendo praticados à revelia da lei.

Prof. Douglas Carrara
Antropólogo
djcarrara(arroba)hotmail.com