Resido
em Maricá há 15 anos e minha casa situa-se na divisa com o Condomínio
Lagoa Azul. Esta divisa é formada por um barranco íngreme de aproximadamente
8 metros de altura. Durante as grandes enxurradas o barranco vem sendo
gradativamente erodido e o barro vem se acumulando na minha casa,
desde que o proprietário do terreno situado no Condomínio construiu
um muro na beira do barranco e cortou as árvores que davam sustentação
ao barranco. Além disso, ainda colocou canos de drenagem no alicerce,
que promove perfurações no substrato e provoca desmoranamentos sucessivos.
Pois bem, ontem, dia 27 de julho de 2009, às
11:00, aproximadamente, o proprietário contratou dois indivíduos para
cortar 4 árvores próximas à beira do barranco. Tentei impedir o corte,
alegando que era um crime ambientel, mas nada consegui e as árvores
foram insensivelmente derrubadas. Liguei para diversas instituições
da cidade, Secretaria do Meio Ambiente, Defesa Civil, Delegacia Legal,
Polícia Militar, responsáveis pela questão ambiental, mas até o momento
não fui comunicado de quais providências foram tomadas com relação
ao evento acima. Gostaria portanto de informar a todos os leitores
que sou testemunha e denunciador de um crime que além de tudo vai
me trazer consequências futuras, trazendo risco inclusive de vida
para meus familiares e animais de estimação, já que nossa casa situa-se
bem próxima ao limite do barranco. Fiquei indignado demais com a omissão
e a falta de conhecimento dos moradores do bairro, que não compreendem
nada de nada da questão ambiental e inclusive das questões legais,
já que cortar árvores sem autorização é um crime inafiançável. Mas
a questão maior é a seguinte: como fazer para que as autoridades constituídas
cumpram a lei e punam os transgressores e destruidores do meio-ambiente.
Se a impunidade continua os crimes ambientais vão continuar sendo
praticados à revelia da lei. |