24/09/2009

MARICÁ, ONDE A CULTURA É LIXO

........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br

O governo progressista e revolucionário de Maricá mostra mais uma vez que não passa de um retrocesso, de suma incompetência, para o município. O rebaixamento da Cultura para uma mera subsecretaria integrada à Secretaria de Educação é um dos maiores desarranjos mentais de todo o Estado. A conquista de uma luta de anos foi jogada na lata do lixo, que a população agora vai pagar, e ser punida, duplamente.

A então Secretaria de Cultura, em parceria com a também rebaixada Secretaria de Turismo, foi nos primeiros meses do governo a grande "divulgadora" e maior produtora de espetáculos para enganar os trouxas, o que levou o governo à bancarrota. As duas hoje subsecretarias, se bem feitos os cálculos, gastaram em cinco meses em torno de R$ 1 milhão ou mais de desminliguidos projetinhos e num Carnaval que nunca se viu tão pobre. Agora seus titulares são premiados com o rebaixamento de função, mas não porque não souberam usufruir de poderes para melhorar a qualidade de cultura e do turismo. Recebem prêmio de continuar no governo porque alimentaram apenas o ego de um inconseqüente.

Se houve improbidade administrativa, que fossem punidos com a exoneração os gestores, nunca o setor deveria ser levado para o buraco. Quem perde é povo que continua com os mesmos maus administradores e não vê futuro para a cultura no município depois de pagar tanto para ver merrecas expostas principalmente na frente dos bares.

O governo agora deve explicar o que fará com a Fundação de Cultura, porque não há necessidade de se novamente gastar mais dinheiro e criar cargos para um setor que está definitivamente varrido para debaixo do tapete no município. Ainda mais que o decreto de fundação da entidade prevê a terceirização dos serviços, ou seja, mais uma fortuna enfiada incompetentemente nos bolsos alheios.

Maricá deu um passo de caranguejo, e dos gigantes, para ficar lá atrás na lista dos municípios estaduais a quem menos interessa a cultura. É de se lamentar que o setor, considerado mundialmente como um dos mais importantes deste século, mereça tratamento de lixo para ser varrido para debaixo do tapete. O punido é o contribuinte, que não terá cultura para oferecer aos filhos e vê se afastarem do município todas as iniciativas nesta área. Os cofres públicos também perdem, uma vez que o setor cultural contribui imensamente para o incremento da arrecadação através de inúmeros serviços.