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O governo progressista
e revolucionário de Maricá mostra mais uma vez que não passa de
um retrocesso, de suma incompetência, para o município. O rebaixamento
da Cultura para uma mera subsecretaria integrada à Secretaria de
Educação é um dos maiores desarranjos mentais de todo o Estado.
A conquista de uma luta de anos foi jogada na lata do lixo, que
a população agora vai pagar, e ser punida, duplamente.
A então Secretaria de Cultura, em parceria com a também rebaixada
Secretaria de Turismo, foi nos primeiros meses do governo a grande
"divulgadora" e maior produtora de espetáculos para enganar os trouxas,
o que levou o governo à bancarrota. As duas hoje subsecretarias,
se bem feitos os cálculos, gastaram em cinco meses em torno de R$
1 milhão ou mais de desminliguidos projetinhos e num Carnaval que
nunca se viu tão pobre. Agora seus titulares são premiados com o
rebaixamento de função, mas não porque não souberam usufruir de
poderes para melhorar a qualidade de cultura e do turismo. Recebem
prêmio de continuar no governo porque alimentaram apenas o ego de
um inconseqüente.
Se houve improbidade administrativa, que fossem punidos com a exoneração
os gestores, nunca o setor deveria ser levado para o buraco. Quem
perde é povo que continua com os mesmos maus administradores e não
vê futuro para a cultura no município depois de pagar tanto para
ver merrecas expostas principalmente na frente dos bares.
O governo agora deve explicar o que fará com a Fundação de Cultura,
porque não há necessidade de se novamente gastar mais dinheiro e
criar cargos para um setor que está definitivamente varrido para
debaixo do tapete no município. Ainda mais que o decreto de fundação
da entidade prevê a terceirização dos serviços, ou seja, mais uma
fortuna enfiada incompetentemente nos bolsos alheios.
Maricá deu um passo de caranguejo, e dos gigantes, para ficar lá
atrás na lista dos municípios estaduais a quem menos interessa a
cultura. É de se lamentar que o setor, considerado mundialmente
como um dos mais importantes deste século, mereça tratamento de
lixo para ser varrido para debaixo do tapete. O punido é o contribuinte,
que não terá cultura para oferecer aos filhos e vê se afastarem
do município todas as iniciativas nesta área. Os cofres públicos
também perdem, uma vez que o setor cultural contribui imensamente
para o incremento da arrecadação através de inúmeros serviços.
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