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Repasso a mensagem
e as reportagens sobre a pressão imobiliária em Itaipu. Seria importante
fazermos uma nota sobre o assunto, pois a nossa situação é semelhante
e a criação de uma parque nem sempre é uma garatntia total se não
tivermos uma pressão constante da sociedade. Os agentes imobiliários
interferm diretamente nas ações judiciais.
MSG- Em anexo
a reportagem que saiu hoje no Globo sobre a decisão do TJ a respeito
da anexação do entorno da Lagoa de Itaipu ao PEST. É um reflexo
da falta de comprometimento e interesse da Justiça em relação as
questões ambientais. Parabéns aos Desembargadores senssíveis que
votaram contra esse crime ambiental e meus pêsames aos que votaram
a favor e que não se preocupam com as gerações futuras. Lembrando
a advogada da empresa Pinto de Almeida que FAVELA DE LUXO é tão
danosa ou mais que outros tipos de ocupações em áreas de preservação
ambiental. Contudo, existem ainda alternativas para preservação
efetiva dessa área. Cabe as pessoas que se interessam e que não
querem apenas publicar trabalhos em revistas científicas se mobilizarem.
Dra Ana Angélica Monteiro de Barros Professora Adjunta e Bióloga
da UERJ-FFP
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Fonte: O Globo, Rio.
22.7.2009| 11h38m
TJ derruba decreto que ampliou Parque da Tiririca
Por nove votos a oito, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ)
do Rio acatou, no fim da tarde de segunda-feira, o mandado de segurança
revogando o decreto estadual 41.266, que protegia uma área de 1,81
milhão de metros quadrados — o equivalente a 181 campos de futebol
oficiais — no entorno da lagoa de Itaipu, em Niterói. A decisão
foi tomada pelo júri depois de dois adiamentos. O mandado havia
sido impetrado pela Pinto de Almeida Engenharia S/A e outras construtoras
interessadas em erguer condomínios residenciais na região. A sessão
foi presidida pelo desembargador Sérgio de Souza Verani.
Representantes das empreiteiras defenderam a inconstitucionalidade
do decreto, que anexou a área úmida do entorno da lagoa e das dunas
Grande e Pequena ao Parque Estadual da Serra da Tiririca. Situado
na divisa de Niterói com Maricá, o parque teve seu limites definidos
por lei em setembro de 2007. Com o decreto, assinado pelo governador
Sérgio Cabral em abril do ano passado, ficaram vedadas qualquer
tipo de construção também no terreno.
O advogado da Pinto de Almeida, Renato Garcia Justo, disse que o
desfecho positivo era previsível e comemorou a decisão do TJ. Ele
argumentou que a área poderia se transformar em uma favela.
"O parque foi criado por lei, e não se pode alterar uma lei
por decreto. Ponto final. Seria uma tristeza para a cidade que a
área do entorno da lagoa virasse uma favela ou uma aldeia indígena",
afirmou, em referência à ocupação de um trecho de Camboinhas por
índios guaranis, em 2008.
Diante da revogação do decreto, o ministro Minc — que já classificou
de “ridícula” a argumentação das construtoras — preferiu não polemizar.
Ele disse que vai propor ao governador Sérgio Cabral que proteja
a área com a assinatura de um novo decreto, criando outraunidade
de proteção ambiental. Ele ressaltou que construções de prédios
na área seguem proibidas, em função de pareceres técnicos do Ibama.
"Criamos, em julho, quatro unidades de preservação por decreto
do presidente Lula. Temos essa prerrogativa. Mas se o TJ entendeu
que a Tiririca não podia ter sido ampliada por decreto, temos que
acatar. Pedi ao governador edite novo decreto com os mesmos limites,
mas com outro nome. Provavelmente Parque estadual das Dunas de Itaipu.
Ele (Cabral) me disse que a idéia é ótima e que vai providenciar",
afirmou Minc, que se encontrará com o governador na segunda-feira.
Como votaram os desembargadores
A FAVOR DO MANDADO DE SEGURANÇA:Nascimento Povoas,Miguel Angelo,
Binato de Castro, Sergio Cavalieri, Murta Ribeiro,Antônio Eduardo
Duarte, Marcus Tullius, Azevedo Pinto e Sérgio Lúcio Cruz (estes
dois últimos reconsideraram seus votos, já que anteriormente haviam
se manifestado contra o mandado de segurança).
CONTRA O MANDADO DE SEGURANÇA: Sérgio de Souza Verani (relator),
Luiz Fernando de Carvalho, Manoel Alberto, Maria Henriqueta Lobo,
Paulo Horta, Jair Pontes, Maria Inês Gaspar e Luiz Leite Araújo.
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Parque Estadual da Serra da Tiririca é ampliado
18/04/2008
Fonte: O Globo, Rio, p. 21
Parque Estadual da Serra da Tiririca é ampliado
Decreto do governador estende unidade de conservação de Niterói em
181 hectares
O Parque Estadual da Serra da Tiririca, entre os municípios de Niterói
e Maricá, foi ampliado em 181 hectares por meio de um decreto publicado
ontem pelo governador Sérgio Cabral. A ampliação do parque, abrangendo
as áreas secas e úmidas no entorno da Laguna de Itaipu e das Dunas
Grande e Pequena, marcou uma das maiores vitórias do movimento ambientalista
do Rio.
Com a ampliação, o Parque da Serra da Tiririca passa a ter área de
2.262 hectares. A ampliação teve como base proposta encaminhada pelo
Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói ao Instituto Estadual
de Florestas.
- Nos últimos 30 anos, essa foi a maior vitória ambiental em Niterói.
Uma área semi-úmida em volta da Lagoa da Itapu, onde seriam construídos
900 prédios, virou parque da Tiririca - comemorou o secretário estadual
do Ambiente, Carlos Minc.
A área já tinha sido alvo de sentença judicial que recomendava sua
proteção com a criação de uma unidade de conservação. A avaliação
da direção do IEF, porém, foi de que seria mais viável incluí-la nos
limites da unidade já existente. Criado em 1992, o parque é visitado
por cerca de 4.000 pessoas ao mês, atraídas por suas trilhas, escaladas
e belas paisagens. Conserva áreas de Mata Atlântica e abriga espécies
ameaçadas de extinção, como o ouriço-cacheiro e o tucano-de-bico-preto.
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Parque Estadual da Serra da Tiririca é ampliado para proteger complexo
lagunar de Itaipu - SEA
17/04/2008 - 16h23
Decreto do governador Sérgio Cabral, publicado hoje (17/4) no DO,
ampliou em 181 hectares o Parque Estadual da Serra da Tiririca, situado
nos municípios de Niterói e Maricá. A ampliação do parque, abrangendo
as áreas secas e úmidas no entorno da Laguna de Itaipu e as Dunas
Grande e Pequena, marcou uma das maiores vitórias do movimento ambientalista
no Rio de Janeiro.
Com a ampliação, estabelecida pelo Decreto 41.266, o Parque Estadual
da Serra da Tiririca passa a ter área de 2.260 hectares. A ampliação
teve como base proposta encaminhada pelo Conselho Comunitário da Região
Oceânica de Niterói (CCRON) ao Instituto Estadual de Florestas (IEF/RJ).
– Nos últimos 30 anos, essa foi a maior vitória ambiental contra a
especulação imobiliária em Niterói. Uma área semi-úmida em volta da
Lagoa da Itapu, onde seriam construídos 900 prédios, virou área do
parque da Tiririca – comemorou o secretário estadual do Ambiente,
Carlos Minc.
A área incluída agora no parque já tinha sido alvo de sentença judicial
que recomendava sua proteção com a criação de uma unidade de conservação,
levando-se em conta a importância ecológica dos manguezais e demais
áreas úmidas, bem como os atributos histórico-culturais reunidos no
conjunto arqueológico.
A avaliação da direção do IEF/RJ, porém, foi a de que a alternativa
mais viável seria a inclusão da área nos limites da unidade de conservação
já existente. Em agosto do ano passado, o projeto recebeu a aprovação
do Conselho Consultivo do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Em
setembro, foi realizada uma consulta pública que contou com a presença
de cerca de cem pessoas, entre moradores e representantes da sociedade
civil.
– Essa ampliação atende, na sua essência, às reivindicações dos moradores,
dos ambientalistas e da comunidade científica, todos preocupados com
a preservação de uma das últimas áreas ainda não ocupadas por edificações
daquela região. Estamos legando para as futuras gerações um precioso
patrimônio cênico e ambiental – afirmou o presidente do IEF/RJ, André
Ilha.
O presidente do IEF/RJ anunciou que, em breve, será iniciado o processo
de demarcação física do parque, com recursos provenientes de medidas
compensatórias de empreendimentos de significativo impacto ambiental.
Criado em 1992, também a partir de reivindicações da comunidade, o
parque é visitado por cerca de 4.000 pessoas por mês, atraídas por
suas trilhas, escaladas e belas paisagens. Conserva, além disso, áreas
de Mata Atlântica que abrigam espécies ameaçadas de extinção, como
o ouriço-cacheiro, o tucano-de-bico-preto e a preguiça.
Antes mesmo da concretização da ampliação, a Laguna de Itaipu e suas
imediações eram alvos de cuidados especiais: no último dia 30, foi
promovido mutirão de limpeza com cerca de 300 pessoas e o uso de embarcações.
Voluntários em barcos, caiaques e pranchas de windsurf se uniram à
mobilização, que recolheu duas toneladas de lixo.
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Crime
Polícia suspeita que incêndio em ocas de Niterói foi criminoso
Publicada em 19/07/2008 às 13h06m
Ronaldo Braga - O Globo, RJTV e O Globo Online
RIO - Peritos da polícia que estiveram em Camboinhas, Niterói, acreditam
que e o incêndio nas ocas de índios guaranis no bairro de Niterói
foi criminoso, segundo o RJTV, da TV Globo. O presidente do Instituto
Estadual de Florestas (IEF/RJ), André Ilha, também acredita nesta
possibilidade:
- Suspeitamos que o incêndio teve origem criminosa. Esperamos que
as causas sejam apuradas pela polícia e, caso se comprove que foi
um ato criminoso, que os responsáveis sejam pronta e exemplarmente
punidos - afirmou o presidente do IEF/RJ, que entrou em contato com
a Prefeitura de Niterói e com a Funai para dar assistência aos índios.
Ele determinou que os índios recebam apoio da administração do Parque
Estadual da Serra da Tiririca. De acordo com nota divulgada pela Fundação
Nacional de Saúde (Funasa) o incêndio teve início às 10h desta sexta
e destruiu praticamente toda a aldeia ( veja fotos ). No total, foram
destruídas cinco ocas, uma casa de reza e uma pequena escola. Apenas
uma casa alvenaria não foi atingida. As ocas foram montadas pelos
índios em março deste ano.
Segundo o delegado Milton Olivier, da 81DP (Itaipu), testemunhas anotaram
a placa de um Omega, com quatro homens armados, aparentemente de fuzis,
que seriam responsáveis pelo incêndio. O dono do carro, de Belo Horizonte,
já foi identificado. A polícia apura agora se o carro foi clonado.
Parte dos índios participavam de uma reunião na sede do parque e outros
faziam a venda de artesanato em Itaipu. Relatos de testemunhas dão
conta de que um homem fugiu correndo do local. Uma índia teve queimaduras
leves.
Na hora do incêndio, a aldeia estava com 38 indígenas, da etnia guarani.
O único gravemente ferido foi o índio Joaquim Karaimirim, que sofreu
queimaduras de 2º grau nas costas. Ele foi levado pelo Corpo de Bombeiros
para o Hospital de Emergência Mario Monteiro. Karaimirim já foi liberado.
A equipe médica da Funasa passará o fim de semana realizando atendimentos
médicos a toda população indígena e fará curativos no índio ferido.
O IEF/RJ, junto com o Ministério Público Federal e o Iperj, vinha
negociando com os índios a forma de desocupação da área, que não pode
ser ocupada de acordo com a legislação ambiental, e a sua transferência,
de forma permanente, para outro local. Os 45 índios da etnia guarani
deixaram a aldeia, em Paraty, e montaram as ocas no local em março
deste ano.
A área ocupada pelos índios, em Itaipu, foi incorporada ao Parque
Estadual da Serra da Tiririca através do Decreto 41.266, assinado
pelo governador Sergio Cabral em abril deste ano. No total, 181 hectares
de áreas do entorno da Laguna de Itaipu foram adicionadas ao parque,
em atendimento a uma reivindicação da comunidade. A medida protegeu
a região da especulação imobiliária, mas está sendo alvo de contestação
por parte de setores empresariais.
De acordo com o RJTV, o Ministério Público Federal informou que uma
antropóloga está investigando se a área reivindicada pelos índios
é uma terra tradicionalmente ocupada por comunidades indígenas.
19.07.08 |