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O governo de Maricá,
ao anunciar o "programa" do Dia do Trabalho, dá mais uma demonstração
de que está brincando de governar. Sob a inspiração de uma caricatura
muito mal feita de Jânio Quadros, e ainda mais neurótica, a data
vai ser dedicada aos trabalhadores cubanos e à Revolução Cubana.
Só mesmo com o silêncio comparsa da Câmara e a cumplicidade de interessados
em poder e dinheiro, um município pode concordar com a brincadeira.
Não há como comemorar a luta dos trabalhadores daquele país, quando
aqui ainda eles são escravizados pelo poder político e tiranizados
por um caricato. Como ser hipócrita de comemorar uma revolução que
acabou com monopólios, quando aqui um fanfarrão garganteava, no
melhor estilo do sargento Fulgencio Batista, que iria acabar com
o "monopólio" da Viação Amparo e, quatro meses passados, nada fez,
nem fará, para cumprir sua promessa?
Como lembrar a vitória cubana, quando o primeiro gesto do governo
foi aumentar em 133% seus próprios salários, algo inadmissível para
o companheiro Fidel Alejandro Castro Ruz, que também nunca pensou
em fazer festança com o dinheiro do povo para alegrar xeques, políticos
e empresários? Nem mesmo admitiu que o poder econômico, de qualquer
tipo, pudesse ser superior ao interesse do seu povo.
Para irritar ainda mais o médico argentino Ernesto Che Guevara,
Maricá possui um desastroso atendimento médico, um único prédio
hospitalar mal equipado, aos cacos, com atendimento ineficiente.
Nem a campanha de vacinação do idoso, que começou há uma semana
em todo país, sequer foi anunciada aqui. Para deixar mais furioso
o companheiro Che, o governinho maricaense pouco pensa em cultura
e educação, mas adora aparecer em reuniões ou dar festa.
É preciso que o batalhão de contratados volte aos bancos escolares,
aprenda mais História e Sociologia, a fim de não proclamar tanta
asnice. A lembrança do trabalhador cubano é apenas para satisfazer
o ego de quem sequer tinha nascido na época, mas ainda continua
fanzoca da dupla Fidel-Che sem saber patavinas de História. Nem
sequer vê que Cuba está mudando.
Com uma banca de tanto ler orelha de livro, essa caricatura ainda
sonha como se tivesse participado de uma campanha respeitável tal
qual Jânio Quadros sonhava em relação à era de Lincoln, nos Estados
Unidos. Apenas nunca teria coragem de lutar como aqueles cubanos
lutaram, nem muito menos trabalhar como trabalharam (e o brasileiro
trabalha), pois em nenhum grande momento até mesmo da história brasileira
esteve presente sequer na última linha ou até suou como assalariado.
O único suor seu foi de gabinete refrigerado, em conchavos, maquinações,
sempre bem regadas, tudo com dinheiro público. E é uma figura dessas
que vem falar de homenagem à Revolução Cubana! Vamos respeitar o
trabalhador, e também os cubanos, sem usar seus santos nomes para
se auto-vangloriar.
Por final, será que o governo vai instalar o paredão para o povo
poder fazer a limpeza política como houve em Cuba? Será uma ótima
lembrança para comemorar os 50 anos da revolução.
O povo iria adorar ter o poder de acabar com os maus políticos.
Enfim, seria uma revolução!
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