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A Pro Teste Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor alerta para os riscos das lâmpadas
ornamentais. Teste feito pela entidade que os pisca-piscas oferecem
risco de choque elétrico e curto-circuito que pode provocar incêndio.
Os produtos não resistem à chuva. Todos os dez produtos foram eliminados
no teste de segurança.
Os problemas são elétricos, mecânicos, de construção e de informação,
que representam elevados riscos de choques elétricos e incêndios.
Trata-se de produtos importados, a maioria de fabricação chinesa.
E o pior é que não apresentam nome - somente algum tipo de identificação.
Os dados do fabricante muitas vezes nem constam na embalagem (somente
uma amostra analisada apresentou o nome do fabricante).
"Se o consumidor tiver algum acidente com os pisca-piscas nem sequer
terá de quem cobrar os prejuízos, a não ser da loja que vendeu",
informa o comunicado da Pro Teste. Foram testados dois tipos: tradicional,
com diversas lâmpadas dispostas em um fio encapado. E a mangueira,
semelhante à tradicional, porém possui um invólucro de plástico
em forma de mangueira.
Os riscos não dependem de cuidados no uso. Mesmo que o consumidor
tome muitas precauções, os acidentes ainda podem ocorrer. Nenhum
dos produtos testados apresenta luva de proteção nos plugues - os
pinos ficam expostos e se pode levar um choque acidentalmente ao
tentar introduzir o plugue na tomada. Apenas três possuem fusível
(caso haja uma pico de corrente, o fusível corta a corrente de energia).
O mais grave é que alguns não resistem à alta tensão (picos de energia)
e outros não resistem ao calor (alguns produtos apresentam os dois
problemas). E a maioria dos produtos não possui ancoragem. Isso
aumenta o risco de curto-circuito, pois o fio pode se romper. Além
disso, sem a ancoragem, qualquer puxão pode arrebentar os cabos
e estragar o produto. Apenas as lâmpadas com invólucro em mangueira
não apresentam esse problema.
Em áreas externas, a chuva pode aumentar o perigo. A Pro Teste simulou
uma chuva por um período de uma hora e, depois de molhadas por esse
tempo, as isolações de todos os produtos não resistiram no momento
em que foram ligadas a uma alta tensão. Para serem colocadas em
ambientes externos, as lâmpadas deveriam ter um transformador (como
são vendidas na Europa), porque ele diminui a tensão para amenizar
possíveis curto-circuitos e, conseqüentemente, acidentes mais graves.
Normas - Esses produtos não são regulamentados no Brasil, apesar
de violarem vários itens das normas gerais de segurança elétrica.
A Pro Teste reivindica que a Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) crie uma norma específica para as lâmpadas ornamentais. E
também questiona o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização
e Qualidade Industrial (Inmetro) pela falta de regulamentação. Dois
testes já foram realizados pelo órgão (em 1997 e 2002) e os resultados
foram tão ruins quanto os da Pro Teste.
Na ocasião, o Inmetro se comprometeu a coordenar a elaboração de
uma norma brasileira e certificar o produto. Porém, passados seis
anos, nenhuma atitude foi tomada e os produtos continuam deixando
o consumidor em risco. Nos Estados Unidos, esse tipo de produto
também é importado da China. Porém, as lâmpadas lá são incomparavelmente
mais seguras, porque o país tem normas de fabricação.
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