18/12/2009
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CRIANÇAS CORRENDO RISCO NO HOSPITAL SEM MÉDICOS E AS VERBAS ENCOLHEM
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Noite dos horrores na 5ª feira no hospital do terror – morada da morte

A rotina de receber telefonemas desesperados de mães que são obrigadas a assistir seus filhos sofrendo sem receber assistência é quase diária. Na noite passada, 17/12, a TVC foi acionada mais uma vez pela falta de pediatra no Conde Modesto Leal.

Feito contato telefônico com a morada da morte foi confirmada a carência e ali estava apenas um clínico geral e vários pequenos pacientes entregues à própria sorte, podendo contar apenas com a proteção divina.

Aos que acham que palavras mais duras contra o prefeito traidor do povo e de sua turma é de mau gosto, fica a pergunta do que representam as morte de tantos inocentes por completa falta de assistência.

Se examinarmos o JOM ESPECIAL nº 30 somos afrontados com a desfaçatez de um governo que traiu a confiança da população, ignora as leis e está mobilizando tudo que pode para a campanha da "madame" para a Alerj em 2010.

Como tudo que fazem, só tratam de contratar cada vez mais gente, sob o imobilismo do Ministério Público!

Maricá, Conde Modesto Leal:
Hospital do terror

A empresa HOPE CONSULTORIA DE RECURSOS HUMANOS LTDA. que já fora contratada para fornecer 82 vigias para a secretaria de educação, volta a cena, agora contratada pela secretaria criada para alavancar a candidatura de "madame", pelo valor de R$ 2.581.200,00 em processo aprovado pelo seu substituto Marcos de Dios Coelho para inchar mais ainda a falida máquina pública que mata no hospital por falta de recursos.

Também pela mensagem nº 058/2009, o Projeto de Lei 057/2009 do Poder Executivo que trata de ABERTURA DE CRÉDITO ADICIONAL SUPLEMENTAR E ESPECIAL datado de 16/12/2009 vemos a complementação da dotação orçamentária de várias áreas onde se vê, de modo estarrecedor, que para a saúde anularam R$ 1.323.281,02 e suplementaram R$ 1.247.281,02, ou seja, reduziram os gastos da saúde em R$ 76.000,00 cujos recursos foram transferidos para outras áreas certamente mais importantes do que salvar vidas!

A secretaria de administração foi agraciada com mais R$ 1.750.000,00 sendo anuladas dotações de R$ 939.005,00 que eram dirigidas para "manutenção e operacionalização do órgão" resultando num acréscimo de R$ 810.995,00 PARA GASTOS COM PESSOAL E ENCARGOS! Como é evidente, macas, luvas cirúrgicas, computadores, desfibriladores não votam. Médicos e enfermeiros também não ajudam, por não sobrar tempo para fazer campanha. Estarão ocupados todo o tempo com pacientes!

Resumindo: verbas para gastar com pessoal não faltam, deixando de lado a melhoria do funcionamento do serviço público, garantir asssitência básica em emergências e tudo que se relaciona com as vidas humanas em perigo!

Para melhorar o hospital a prefeitura está falida e os culpados são os governantes anteriores. Não dá para agüentar tanto cinismo e insensibilidade!

Criminosos é o que são!

Só dizendo um palavrão!

 

HOSPITAL DO TERROR, MORADA DA MORTE. A SAGA CONTINUA !!

Aposentada pode ter contraído infecção em hospital de Maricá

Publicado em: 18/12/2009

Texto: Pamela Araujo
Foto: Roberth Trindade

Moradores de Maricá que dependem do único hospital público daquele município, o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, denunciam uma série de irregularidades no estabelecimento.

Supostos casos de erro médico e de infecção hospitalar – o da aposentada Hilda de Mendonça Figueiredo, de 80 anos, é apenas um deles –, a falta de médicos, de equipamentos e de medicação, além da precária infraestrutura desta unidade de saúde, são algumas das reclamações dos usuários.

Hilda foi internada em setembro com pneumonia, aparentemente sem complicações, segundo familiares, mas seu quadro piorou, e durante o período de internação (ela só teve alta no dia 24 de novembro) a aposentada contraiu até mesmo uma infecção hospitalar.

Segundo parentes da paciente, não houve isolamento e as demais pacientes da enfermaria feminina (ao todo são três com sete leitos cada) e seus familiares também ficaram suscetíveis à contaminação.
"O resultado só ficou pronto 15 dias depois do exame feito, detectando a presença da bactéria, mas ai já não adiantava mais nada isolá-la", informa a filha de dona Hilda, a funcionária pública Sônia Maria de Mendonça Gonçalves, de 60 anos.
Na terça-feira, a aposentada foi internada novamente. "Quando minha mãe teve alta, os médicos alegaram que ela estava clinicamente bem, mas ela possuía escaras abertas, que vieram a ulcerar.

Para reinterná-la, foi uma luta: tive que apresentar um encaminhamento por escrito de profissionais do posto de saúde afirmando que ela não tinha mais condições de ser tratada em casa. Só assim a aceitaram", afirma.
Segundo Sônia, a infecção urinária de sua mãe também persiste. "Não sabemos se trata-se da mesma bactéria contraída durante a primeira internação. Mas desta vez ela também não foi isolada", ressalta.

"Presenciei muita coisa errada nesse hospital.

Só no período em que minha mãe internou-se pela primeira vez, de setembro a novembro, morreram 22 idosos, seis na enfermaria masculina de uma quinta para sexta-feira. Há muitos casos de negligência médica.

Pacientes idosos são dopados ao ponto de não falarem mais, como aconteceu com minha mãe, apenas porque chamava pela enfermeira para avisar que o soro estava acabando", revela.

Segundo uma ex-funcionária do hospital, que preferiu não se identificar, há frequentes atrasos nos salários de médicos e enfermeiros. "Há bons profissionais, mas não há boas condições de trabalho", disse.

Ela informa que há dias em que não têm cardiologista, neurologista ou mesmo anestesistas. "Um conselho que dou a familiares de pacientes deste hospital é nunca deixá-los sozinhos", acrescenta.

O vigilante Sérgio Frazão da Silva, 44 anos, é outro maricaense que não esconde sua insatisfação com a saúde pública naquele município. "Há um descaso muito grande. Mas o atendimento piorou muito no atual governo", afirma. Na terça-feira, a mãe dele, a aposentada Joelza Frazão da Silva, de 70 anos, precisou de uma ambulância, mas o socorro não chegou.
"Não foram socorrer a minha mãe. Uma veia da perna dela estourou e ela estava perdendo muito sangue, mesmo assim alegaram que não havia ambulância disponível. Tive que trazê-la correndo de carro mesmo.

Mas qual não foi a minha surpresa quando cheguei ao hospital, e vi na central do Samu, quatro ambulâncias paradas, sendo que apenas uma possuía aviso de manutenção", disse.
Já segundo o secretário da central do Samu de Maricá, Marcos Fontes, apenas uma ambulância está atendendo à população. "Temos quatro ambulâncias, sendo que três estão inoperantes, com problemas mecânicos.

Trabalhamos geralmente com duas ambulâncias em operação e duas reservas, que justamente substituem as primeiras quando há algum defeito. Porém, o processo para conserto é muito moroso, e uma terceira ambulância pode acabar quebrando sem que a reserva já esteja funcionando", explica.
Outra reclamação de Sérgio é a dificuldade em se fazer uma cirurgia em Maricá. "Estou há um ano, desde o dia 6 de outubro de 2008, esperando para operar seis hérnias de disco. Têm dias em que fico paralisado", conta. "A prefeitura só faz obra de fachada, resolveu fazer uma nova recepção no hospital, tudo aparência, pois os leitos continuam os mesmos, sem estrutura alguma.

Além disso, como pode uma construção de no máximo 25 m² sair por R$ 108 mil? O absurdo é tão grande que tiraram até a placa", comenta.

Erro médico
Em agosto deste ano, A TRIBUNA publicou reportagem que denunciava suposto caso de erro médico no hospital de Maricá. A paciente Leila Ferreira, de 28 anos, registrou ocorrência, no dia 12 daquele mês, na 82ª DP (Maricá), alegando ter sido vítima de erro médico e de negligência hospitalar após um parto normal, ocorrido em julho.

Ela acusou o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, onde funciona a única maternidade pública daquele município, de Lesão Corporal Culposa.
A demora no diagnóstico de uma complicação pós-parto pode ter posto em risco a vida da dona de casa.

Somente após duas semanas de dores fortes, foi diagnosticado um coágulo na parede da vagina da paciente, que fechou o canal do reto e da bexiga, impedindo-a de urinar e evacuar durante todo esse período.

Comentário de Ricardo Cantarelle

Não param de chegar denúncias e pedidos de socorro do povo à TVC e ao Jornal Cidade em Foco. Estamos fazendo o nosso trabalho com coragem e com muitas dificuldades até mesmo com risco de vida, basta ver o atentado sofrido pelo nosso colega Ricardo Vieira Ferreira. Quantos idosos e crianças terão que perder a vida para que as autoridades dos demais poderes façam algo no sentido de dar um basta nessa situação que aflige o povo de Maricá? As perguntas que todos fazem: porque as autoridades estaduais e federais não vêm em nosso socorro? O que esta acontecendo nesse País? O errado passou a ser certo e o certo deixou de ter algum valor. O que está para acontecer deixa todos assustados, pois Maricá está nas mãos de um governo que desafia as leis e nada acontece...