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A empresa HOPE CONSULTORIA
DE RECURSOS HUMANOS LTDA. que já fora contratada para fornecer
82 vigias para a secretaria de educação, volta a cena, agora contratada
pela secretaria criada para alavancar a candidatura de "madame",
pelo valor de R$
2.581.200,00 em processo aprovado pelo seu substituto
Marcos de Dios Coelho para inchar mais ainda a falida máquina
pública que mata no hospital por falta de recursos.
Também pela mensagem
nº 058/2009, o Projeto de Lei 057/2009 do Poder Executivo
que trata de ABERTURA DE CRÉDITO ADICIONAL SUPLEMENTAR E ESPECIAL datado de 16/12/2009
vemos a complementação da dotação orçamentária de várias áreas onde
se vê, de modo estarrecedor, que para a saúde anularam R$ 1.323.281,02 e suplementaram R$ 1.247.281,02,
ou seja, reduziram os gastos da saúde em
R$ 76.000,00 cujos recursos foram transferidos para outras áreas certamente
mais importantes do que salvar vidas!
A secretaria de administração
foi agraciada com mais R$ 1.750.000,00
sendo anuladas dotações de R$ 939.005,00
que eram dirigidas para "manutenção e operacionalização do órgão"
resultando num acréscimo de R$ 810.995,00
PARA GASTOS COM PESSOAL E ENCARGOS! Como é evidente, macas, luvas cirúrgicas,
computadores, desfibriladores não votam. Médicos e enfermeiros também
não ajudam, por não sobrar tempo para fazer campanha. Estarão ocupados
todo o tempo com pacientes!
Resumindo: verbas
para gastar com pessoal não faltam, deixando de lado a melhoria
do funcionamento do serviço público, garantir asssitência básica
em emergências e tudo que se relaciona com as vidas humanas em perigo!
Para melhorar o hospital a prefeitura está falida e os culpados
são os governantes anteriores. Não dá para agüentar tanto cinismo
e insensibilidade!
Criminosos é o que
são!
Só dizendo um palavrão!
HOSPITAL
DO TERROR, MORADA DA MORTE. A SAGA CONTINUA !!
Aposentada pode ter contraído
infecção em hospital de Maricá
Publicado em: 18/12/2009
Texto: Pamela Araujo
Foto: Roberth Trindade
Moradores de Maricá que dependem
do único hospital público daquele município, o Hospital Municipal
Conde Modesto Leal, denunciam uma série de irregularidades no
estabelecimento.
Supostos casos
de erro médico e de infecção hospitalar –
o da aposentada Hilda de Mendonça Figueiredo, de 80 anos,
é apenas um deles –, a falta de médicos,
de equipamentos e de medicação, além da precária infraestrutura
desta unidade de saúde, são algumas das reclamações dos
usuários.
Hilda foi internada em setembro
com pneumonia, aparentemente sem complicações, segundo familiares,
mas seu quadro piorou, e durante o período de internação (ela só
teve alta no dia 24 de novembro) a aposentada contraiu até mesmo uma infecção hospitalar.
Segundo parentes da paciente, não houve isolamento e as demais pacientes da enfermaria feminina
(ao todo são três com sete leitos cada) e seus familiares também
ficaram suscetíveis à contaminação.
"O resultado só ficou pronto 15 dias depois do exame feito, detectando
a presença da bactéria, mas ai já não adiantava mais nada isolá-la",
informa a filha de dona Hilda, a funcionária pública Sônia Maria
de Mendonça Gonçalves, de 60 anos.
Na terça-feira, a aposentada foi internada novamente. "Quando minha
mãe teve alta, os médicos alegaram que ela estava clinicamente bem,
mas ela possuía escaras abertas, que vieram a ulcerar.
Para reinterná-la,
foi uma luta: tive que apresentar um encaminhamento por escrito
de profissionais do posto de saúde afirmando que ela não tinha mais
condições de ser tratada em casa. Só assim a aceitaram", afirma.
Segundo Sônia, a infecção urinária de sua mãe também
persiste. "Não sabemos se trata-se da mesma bactéria contraída durante
a primeira internação. Mas desta vez ela também não foi isolada",
ressalta.
"Presenciei muita coisa errada
nesse hospital.
Só no período
em que minha mãe internou-se pela primeira vez, de setembro a novembro,
morreram 22 idosos, seis na enfermaria masculina de uma quinta para
sexta-feira. Há muitos casos de negligência médica.
Pacientes idosos são dopados ao
ponto de não falarem mais, como aconteceu com minha mãe, apenas
porque chamava pela enfermeira para avisar que o soro estava acabando",
revela.
Segundo uma ex-funcionária do hospital,
que preferiu não se identificar, há frequentes atrasos nos salários
de médicos e enfermeiros. "Há bons profissionais, mas não há boas
condições de trabalho", disse.
Ela informa
que há dias em que não têm cardiologista, neurologista ou mesmo
anestesistas. "Um conselho que dou a familiares de pacientes deste
hospital é nunca deixá-los sozinhos", acrescenta.
O vigilante Sérgio Frazão da Silva,
44 anos, é outro maricaense que não esconde sua insatisfação com
a saúde pública naquele município. "Há um descaso muito grande.
Mas o atendimento piorou muito no atual governo", afirma. Na terça-feira,
a mãe dele, a aposentada Joelza Frazão da Silva, de 70 anos, precisou
de uma ambulância, mas o socorro não chegou.
"Não foram socorrer a minha mãe. Uma veia da perna dela
estourou e ela estava perdendo muito sangue, mesmo assim alegaram
que não havia ambulância disponível. Tive que trazê-la correndo
de carro mesmo.
Mas qual não foi a minha surpresa
quando cheguei ao hospital, e vi na central do Samu, quatro ambulâncias
paradas, sendo que apenas uma possuía aviso de manutenção", disse.
Já segundo o secretário da central do Samu de Maricá, Marcos Fontes,
apenas uma ambulância está atendendo à população. "Temos quatro
ambulâncias, sendo que três estão inoperantes, com problemas mecânicos.
Trabalhamos geralmente com duas ambulâncias
em operação e duas reservas, que justamente substituem as primeiras
quando há algum defeito. Porém, o processo para conserto é muito
moroso, e uma terceira ambulância pode acabar quebrando sem que
a reserva já esteja funcionando", explica.
Outra reclamação de Sérgio é a dificuldade em se fazer uma cirurgia
em Maricá. "Estou há um ano, desde o dia 6 de outubro de 2008, esperando
para operar seis hérnias de disco. Têm dias em que fico paralisado",
conta. "A prefeitura só faz obra de fachada, resolveu fazer uma
nova recepção no hospital, tudo aparência, pois os leitos continuam
os mesmos, sem estrutura alguma.
Além disso, como
pode uma construção de no máximo 25 m² sair por R$ 108 mil? O absurdo
é tão grande que tiraram até a placa", comenta.
Erro médico
Em agosto deste ano, A TRIBUNA publicou reportagem que denunciava
suposto caso de erro médico no hospital de Maricá. A paciente Leila
Ferreira, de 28 anos, registrou ocorrência, no dia 12 daquele mês,
na 82ª DP (Maricá), alegando ter sido vítima de erro médico e de
negligência hospitalar após um parto normal, ocorrido em julho.
Ela acusou
o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, onde funciona a única maternidade
pública daquele município, de Lesão Corporal Culposa.
A demora no diagnóstico de uma complicação pós-parto pode ter posto
em risco a vida da dona de casa.
Somente
após duas semanas de dores fortes, foi diagnosticado um coágulo
na parede da vagina da paciente, que fechou o canal do reto e da
bexiga, impedindo-a de urinar e evacuar durante todo esse período.
Comentário
de Ricardo Cantarelle
Não param de chegar
denúncias e pedidos de socorro do povo à TVC e ao Jornal Cidade
em Foco. Estamos fazendo o nosso trabalho com coragem e com muitas
dificuldades até mesmo com risco de vida, basta ver o atentado sofrido
pelo nosso colega Ricardo Vieira Ferreira. Quantos idosos e crianças
terão que perder a vida para que as autoridades dos demais poderes
façam algo no sentido de dar um basta nessa situação que aflige
o povo de Maricá? As perguntas que todos fazem: porque as autoridades
estaduais e federais não vêm em nosso socorro? O que esta acontecendo
nesse País? O errado passou a ser certo e o certo deixou de ter
algum valor. O que está para acontecer deixa todos assustados, pois
Maricá está nas mãos de um governo que desafia as leis e nada acontece...
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