17/09/2009

NA LAMA, COM A MÃO GRANDE

........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br

A cada dia Maricá afunda mais na lama com a mão grande do governo. Se os problemas tornaram-se graves, culpar o passado é uma forma simplista demais até mesmo para quem tenha cabeça de alfinete. Nenhuma obra, já se vão completar nove meses, que se possa atribuir como essencial foi sequer iniciada. Os índices policiais tiveram crescimento acentuado; os dados de desemprego só não subiram porque a Prefeitura "absorveu" a mão de obra com cabos eleitorais, nepotismo, amizades, indicações e "importação" de estrangeiros. O governo também já não mais emplaca seus factóides de mega-empreendimentos. A saúde, explorada, se encontra na UTI; uma dinheirama despejada pelo ralo nas festas e mais festas produzidas todo mês para esconder um governo de desastres.

O povo vai empurrando com a barriga mais uma desastrada eleição que foi o coroamento do esforço de muitos de olho na boquinha. Cabos eleitorais, "empregados" antecipadamente, foram os maiores armadores do desastre de agora. Cavaram tanto um lugar sob as tetas que fizeram um buraco - agora sem fundo - e dos mais negros.

Os "boquinhas" fizeram tanto que hoje pululam no charco. A dança das cadeiras fez com que exonerados aqui sejam admitidos ali. Não faltam vagas para esses inimigos do dinheiro alheio. Foram os principais artífices do desastre e hoje hipocritamente sujam no prato que comeram e mudam de prato a cada novo tsunami de demissões anunciado. Batem palmas às críticas a fulano e a beltrano, enquanto vão cavando na surdina, sob a lama, um outro lugar para aparecerem com o osso na boca.

O cenário mostra bem o que a incompetência aliada à ganância, à hipocrisia, ao coronelismo eleitoral, pode fazer a um município. Resta-nos tapar o nariz para a podridão de quem não merece a dignidade de ser chamado cidadão, enxameando sobre o esgoto e o lixo em que transformaram o município. E depois de tudo rezar muito para que os quatro anos passem depressa, porque vamos todos ter que aturar ainda muito mais. Não foi à toa que uma voz sob o trono avisava logo aos primeiros vagidos do teratológico governo eleito: "Vocês ainda não viram nada!"