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A cada dia Maricá
afunda mais na lama com a mão grande do governo. Se os problemas
tornaram-se graves, culpar o passado é uma forma simplista demais
até mesmo para quem tenha cabeça de alfinete. Nenhuma obra, já se
vão completar nove meses, que se possa atribuir como essencial foi
sequer iniciada. Os índices policiais tiveram crescimento acentuado;
os dados de desemprego só não subiram porque a Prefeitura "absorveu"
a mão de obra com cabos eleitorais, nepotismo, amizades, indicações
e "importação" de estrangeiros. O governo também já não mais emplaca
seus factóides de mega-empreendimentos. A saúde, explorada, se encontra
na UTI; uma dinheirama despejada pelo ralo nas festas e mais festas
produzidas todo mês para esconder um governo de desastres.
O povo vai empurrando com a barriga mais uma desastrada eleição
que foi o coroamento do esforço de muitos de olho na boquinha. Cabos
eleitorais, "empregados" antecipadamente, foram os maiores armadores
do desastre de agora. Cavaram tanto um lugar sob as tetas que fizeram
um buraco - agora sem fundo - e dos mais negros.
Os "boquinhas" fizeram tanto que hoje pululam no charco. A dança
das cadeiras fez com que exonerados aqui sejam admitidos ali. Não
faltam vagas para esses inimigos do dinheiro alheio. Foram os principais
artífices do desastre e hoje hipocritamente sujam no prato que comeram
e mudam de prato a cada novo tsunami de demissões anunciado. Batem
palmas às críticas a fulano e a beltrano, enquanto vão cavando na
surdina, sob a lama, um outro lugar para aparecerem com o osso na
boca.
O cenário mostra bem o que a incompetência aliada à ganância, à
hipocrisia, ao coronelismo eleitoral, pode fazer a um município.
Resta-nos tapar o nariz para a podridão de quem não merece a dignidade
de ser chamado cidadão, enxameando sobre o esgoto e o lixo em que
transformaram o município. E depois de tudo rezar muito para que
os quatro anos passem depressa, porque vamos todos ter que aturar
ainda muito mais. Não foi à toa que uma voz sob o trono avisava
logo aos primeiros vagidos do teratológico governo eleito: "Vocês
ainda não viram nada!"
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