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A cidade de Maricá,
"sambando" desde o início do ano, terá desta vez um "Carnaval para
as famílias" (sic) como está anunciando o ilustre sociólogo, professor
e prefeito, ao custo de R$ 600 mil, um pouco menos da metade do
que Cabo Frio vai gastar com os três grupos de escolas de samba
e os 25 blocos (R$ 1,45 milhão), e lá são recebidos os turistas
que desembarcam dos navios.
Maricá, pelo terceiro ano consecutivo, também vai receber, no máximo
em uma semana, 300 mil turistas (Ricardo Queiroz há dois Carnavais
insistia também no mesmo número) ou seja, 1/3 dos visitantes previstos
para toda a Região dos Lagos no mesmo período. Quem seriamente observar,
sem partidarismo, vai ver que há algo cheirando mal além do lixo,
cuja coleta ainda não foi resolvida.
Com aquela sapiência que lhe é peculiar, e um fraseado característico
repetido como prece pelos assessores, em especial da tal Comunicação,
classifica "Carnaval para as famílias" uma festa com muita bebida
rolando. Será que escola de samba não seria samba nem familiar?
Ou só agora, com a unção sociológica, o carnaval vai ser familiar?
Parece que as definições do governo só servem mesmo para fazer o
povo dançar.
Por falar em povo, os barraqueiros serão mesmo de Maricá ou haverá
"licitação" para trazer os de Niterói? Porque a única coisa que
restou ao maricaense foi dançar conforme o governo quer e ser barraqueiro.
Por sinal, bem distante do que pregam os governistas. Se aqui o
povo governasse, seria preciso completar a frase de governa segundo
determina o nobre e excelentíssimo sociólogo. É a nova democracia
popular: se o povo paga, a gente faz... o que quer.
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