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ONG
INTERPELA JUDICIALMENTE GOVERNO ESTADUAL, INEA E PREFEITURA EM DEFESA
DA APA DE MARICÁ
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Atendendo ao Movimento
Pró-Restinga, a Associação de Preservação Ambiental das Lagunas de
Maricá - APALMA impetrou no último dia 4 de dezembro, junto a 2º Vara
Cível da Comarca de Maricá, ação cível pública, com pedido de concessão
de medida liminar, em face do Governo estadual, do Instituto Estadual
do Ambiente - Inea e da Prefeitura de Maricá para assegurar a efetiva
proteção dos ecossistemas constitutivos da Área de Proteção Ambiental
- APA de Maricá.
A iniciativa jurídica denuncia a inconstitucionalidade do decreto
estadual nº. 41.048/07, que flexibilizou ainda mais a possibilidade
de exploração das áreas de preservação permanente consistentes no
entorno das lagoas de Maricá, que reduziu, também, a faixa marginal
de proteção do ecossistema lagunar, destacando, ainda, que o referido
Plano de Manejo aprovado no diploma legal subscrito pelo governador
respaldou-se em um dispositivo normativo inconstitucional e totalmente
ilegal. A ação cível pública indica que somente por lei específica
seria possível reduzir limites, alterar tipologias e regramento de
uso do solo da APA de Maricá, uma vez que se tratam de alterações
as quais violam por completo o intuito conservacionista do ato oficial
original de criação da unidade de conservação.
Os ativistas ecológicos do Movimento Pró-Restinga destacam a necessidade
da suspensão das atividades de licenciamento, loteamento, construção
ou instalação de qualquer empreendimento no interior e entorno da
APA de Maricá, até que sejam definidos parâmetros mais restritivos
para as áreas de preservação permanente e faixas marginais de proteção
do sistema lagunar de Maricá. |
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