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O
Prefeito Washington Siqueira, anunciou entre outras coisas, a pretensão
de se construir até o final do seu mandato de 4 anos, cinco Estaleiros
em Jaconé e dessa forma criar empregos e fomentar a indústria naval
em Maricá. A notícia é impactante, pois, após o líder do executivo
municipal ter falado em Parque Ecológico na Restinga, simultaneamente,
ele anuncia esses Estaleiros que custará milhões, isso para se construir
um, imaginem cinco e o prazo para se construir um é bem longo, mais
de um ano, será que 4 anos dá para fazer cinco? E aproveitando o
assunto eu pergunto; a população de Maricá sabe de fato o que é
um estaleiro? Quanto custa para se fazer um? Sabem como funciona?
O quanto polui? Sabem o que será feito em Jaconé para construí-lo?
E o nosso litoral com mar bravio, como esse mar será contido para
se fazer um dique? Há tem que ter um dique! Pessoal! Isso para um
estaleiro! Quem assessora o executivo deveria fazer uma pesquisa
técnica sobre o assunto, consultar o povo, "já que ele governa..."
Será que os moradores de Jaconé, sabem desses estaleiros, um lugar
que nunca é lembrado pelos Gestores Municipais, será que a documentação
das casas de Jaconé está registrada nos cartórios de Maricá, ou
será que estão em Saquarema, município que vem abraçando essas comunidades
maricaenses há bastante tempo. Senhor Prefeito, Maricá precisa de
obras mais emergenciais do que Estaleiros, se pretende fazer mega
obras, saneie a cidade, asfalte as ruas, melhore a iluminação pública,
organize o trânsito, faça o transporte público funcionar como você
prometeu, remunere melhor os professores, informatize as escolas,
de opções de lazer aos jovens, que hoje só encontram diversão em
bares e danceterias e consomem bebidas alcoólicas mesmo sendo menores
de idade, dê estrutura ao Conselho Tutelar, um Hospital novo seria
ótimo, o Hospital Odontológico seria um modelo as outras cidades,
incentive a Indústria Pesqueira em Maricá e construa uma Base Pesqueira
em Jaconé ao invés de Estaleiros, pois é muito mais barato, também
arrecada impostos, polui muito menos, dar mais dignidade aos pescadores,
que estão sendo dizimados ao longo do tempo em Maricá, pois o descaso
com as lagoas e falta de incentivo os fazem buscar outro modo de
vida e seus filhos não querem sequer ter uma formação superior como:
Engenheiros de pesca, aquicultores, Oceanógrafos e etc., por não
ver futuro nessa profissão em Maricá e ver o sofrimento dos pais.
Outro passo muito importante é uma sede para a Guarda Municipal,
que é a "polícia do município", é nela que se esperam ações na contenção
da desordem e no auxílio direto em benefício da população, que essa
sede seja uma Companhia, com estrutura para formar e aperfeiçoar
seus Guardas Municipais, que também são cidadãos moradores e prezam
pela ordem municipal tanto, quanto, qualquer morador, remunere-os
melhor, especialize-os e aumente o seu efetivo.
A
expectativa do povo, é que o novo governo organize a cidade, deixe-a
em melhores condições para todos, que as coisas funcionem, acesso
digno ao transporte, escola e saúde. A geração de empregos virá,
mas colocar a carroça na frente dos bois não dá. Hoje a cidade não
possui infra-estrutura adequada a sua realidade populacional e o
crescimento acelerado, média de 5% ao ano, contra a 1,5% das outras
cidades, nos traz preocupações sérias, temos uma população de rua
que há um ano não existia, violência familiar aumentada, casos de
roubos e furtos em maior número, o desrespeito aos idosos, prostituição,
fatos que tendem a crescer com o aumento populacional e medidas
para esses casos são tomadas, mas não o suficiente. Um levantamento
feito pelo Conselho Comunitário de Segurança de Maricá-CCS/ISP,
com mais de 200 moradores de todos os distritos de Maricá, identificou
que as principais queixas quanto à segurança são de 26,2% ineficácia
do transporte público; 21% da péssima Iluminação Pública; 19,8%
de casos de violência familiar, incluindo os idosos; 16,7% deficiência
no atendimento médico nos postos de saúde; 8,3% Drogas e álcool;
4% de distúrbios sonoros com músicas de baixo nível e horários impróprios;
2,8% de casos de abuso de autoridade policial e por seguranças contratados
e 1,2% outros casos isolados de violência contra vida e ordem pública.
Nesse mesmo levantamento, quando perguntado sobre as condições das
ruas de Maricá, sinalização e segurança na travessia as rodovias,
foi constatado 98,1% de insatisfação total com o quadro apresentado
em nosso município.
Quanto
a Segurança Ambiental, deve-se relatar que a pouco mais de um mês,
houve uma reunião com o presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas
da Bahia da Guanabara, o senhor Carlos Viveiros, com a intenção
de reunir o máximo de representantes da Sociedade Civil Organizada
e do governo, a fim de discutir a criação de um subcomitê de bacias
em Maricá, visando à composição de uma comissão que seria responsável
pela criação de um Grupo Gestor onde a participação da população
seria paritária com os demais órgãos participantes e em igualdade
de decisão. Esse seria o primeiro passo para criação da Companhia
Águas de Maricá, mas de onde sairá essa água? Como o Conselho Comunitário
de Segurança de Maricá possui uma Diretoria de Segurança Ambiental,
temos muita preocupação com a segurança das possíveis reservas hídricas
do município e devemos informar a população, que todos temos o direito
de participar de qualquer discussão sobre esse assunto e das decisões
tomadas ao se discutir água para Maricá. Por isso senhores, leiam
se informem se organizem comunitariamente, pois, se deixarem de
lado, só se dará conta de fato do que está acontecendo, quando for
tarde demais. E quem pagará o preço se for tarde demais?
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