11/12/2009
Mensagem recebida por mail
TROFÉU MAYSA É OUTRA ESBÓRNIA DE MARICÁ
A Prefeitura de Maricá, leia-se Sady Bianchin, o trovador do prefeito, promove neste fim de ano mais uma esbórnia com o dinheiro público no seu restaurante favorito: Maria do Céu, aquele mesmo que já sediou aberrações como a festa dos árabes ou o Cidade da Poesia, de autoria do próprio Sady, celebrações que arrombaram os cofres públicos em quase R$ 100 mil. A nova celebração acontece no dia 20 (bom dia para um protesto, levando lixo para a porta do restaurante) com a entrega do Troféu Maysa - Maricá das Artes. Criação de quem?, advinhe!

Além dos gastos, tirados do bolso alheio para pagar o restaurante, o governinho vai dar R$ 800 a cada um dos 12 vencedores nas categorias locais e um valor não divulgado, para não ofender ainda mais os contribuintes, aos premiados com o troféu em níveis nacional e internacional, além de cachê. A esbórnia, com show, tem como "convidados" premiados Nelson Pereira dos Santos, Jayme Monjardim, Ângela Leal, entre outros não divulgados, que não estão sabendo que serão usados pelo subsecretário Sady e pelo prefeito Quaquá para esconder as falcatruas e a destruição do município. Nenhum deles, que merecem todo o respeito, sabem o que está ocorrendo aqui, porque se souberem vão recusar uma honraria paga com o sangue de quem sofre no hospital ou se enlameia diariamente no lixo em que ficou a cidade.

A comissão de avaliação foi composta pelo próprio subsecretário, um representante da subsecretaria e duas personalidades convidadas, não divulgados ainda, mesmo depois de anunciados alguns escolhidos, cheirando as indicações a uma nova maracutaia com aval de Quaquá, premiadíssimo produtor de coisas desse tipo, inclusive merecedor do prêmio Cocozão 2009, por toda a sujeira que vem defecando na cabeça dos cidadãos.

Os 12 "premiados" da cidade por seus projetos no município, criados apenas este ano (atenção), devem ser anunciados até o dia 15 no Jornal Oficial de Maricá, segundo o edital. No entanto, a Prefeitura ainda sequer anunciou o número de inscritos, apesar de encerradas as inscrições e já marcada data para o papa-tudo.

Se não for publicado nada no JOM, o troféu fica ainda mais sob suspeição como já está, porque liberou apenas uma parte dos premiados. A Prefeitura contou que o edital foi publicado nos jornais, quando só divulgou-o na internet. Cadê a conta da publicação em jornais de fora, já que nenhum edital foi divulgado nos jornais da cidade?

O anúncio da beberragem cultural se faz com todo o alarde, mas se esquece a tal subsecretaria que ainda sequer formou o Conselho de Cultura, depois da aloprada reunião em Itaipuaçu.

É para uma bagunça de cultura que artistas e instituições municipais se inscreveram. A pergunta que fica é: Vale mesmo ser "premiado" por uma merreca de R$ 800 num prêmio tão avacalhado, que se sabe já de cartas marcadas? Ou é para se locupletar depois com a premiação, usar como "currículo"?