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O governo agora
está investindo na conquista das lideranças espirituais. Declaradamente
ateu, mas profissionalmente à toa, acena com uma maravilha dos diabos,
numa praça redonda como moeda (de Judas) para adorar o Livro Sagrado.
Se foi um crime recortar a tradicional Praça da Bíblia, próxima
ao rio, ao invés de urbanizá-la como merecia, e todos silenciaram,
não será agora que as lideranças vão cometer um crime maior aceitando
tal construção em Araçatiba. Se esperam que o espaço seja solo sagrado,
devem lembrar que, como a praça é pública, nada impede que a área
seja aproveitada futuramente para show profanos regados à bebida,
muito apreciados pelo atual governo.
As lideranças no município devem estar atentas para mais essa oferta
endiabrada do governo, que será cobrada certamente com votos para
a pré-candidata. É bom dar a César o que é de César e deixar as
tentações endiabradas por mais sagradas que possam parecer. Em troca
de uma praça homenageando a Bíblia, com verba federal conseguida
pela super secretária, que nem mais devia ser citada, de forma muito
clara está explícito o retorno pedido pela Prefeitura. "O sucesso
da praça é o sucesso do governo", foi o que declarou a própria idealizadora
do projeto ligada a uma subsecretaria de Diversidade Religiosa (sic).
A religião é uma ordenação de ética e moral, fundamentos desconhecidos
em governos. Aceitar, aplaudir e incentivar a construção de uma
praça para homenagear a Bíblia pode ser gesto de boa intenção, mas
está manobrado sutilmente pelo Diabo, que vai cobrar com juros extorsivos.
Quem estender a mão à proposta encantadora da serpente pode desde
já se considerar mais um na legião dos infernos. Afinal não é de
belezas, com o apoio governamental, que se faz o caminho para Deus.
Para render respeito à Bíblia basta a sua leitura e o cumprimento
de seus mandamentos sem ser necessário o dinheiro público.
Os líderes devem reconhecer que há clara divisão entre o que é de
Deus e o que é do Diabo. Gustav Briegleb (1881-1943), pioneiro do
rádio evangélico e ministro presbiteriano, muito bem tratou das
relações de Igreja com Estado quando nos anos 20, em Los Angeles,
usou a palavra, até no púlpito, para combater a corrupção na Prefeitura
daquela cidade californiana ao mesmo tempo que dava ensinamentos
éticos e morais. Foi um exemplo de cidadão e de religioso que não
deve ser esquecido por não se render aos afagos governamentais.
Briegleb ficou muito conhecido por defender o caso de Christine
Collins, que acabou por mostrar as atrocidades na Polícia de Los
Angeles, e por conseqüência no próprio governo.
Como ontem, também se faz necessária liderança religiosa que seja
social e cidadã, participe da melhoria de vida para todos e nunca
se renda a promessas aliciadoramente infernais de governantes sejam
quais forem ou aceite construções com o dinheiro público para render
respeito a Deus.
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