10/07/2009
Recebido por mail de Ana Paula de Cordeirinho
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

Prezado Srs, Fui Na 1ª. Plenária preparatória da Região de Cordeirinho para implantação do orçamento participativo, através do Congresso Geral da Cidade de Maricá (dia 22/06/09), tomei conhecimento de como pretendem realizar este processo e queria sugerir algumas coisas que podem auxiliá-los ao êxito deste processo.

A reunião terminou sem uma proposta de dia, horário e local de encontro da população local para apresentação das duas demandas (assim como chamaram) e de todas as outras, caso esta região apresente para os moradores votarem, as quais farão diferença se forem efetivamente contempladas. Acredito que esta comunidade deveria selecionar entre várias demandas, uma primeira voltada á saúde (posto de saúde), a segunda voltada a entretenimento (praças e outros instrumentos) e uma terceira voltada aos jovens (como a criação de um centro cultural e poliesportivo para a região, inclusive que contemple a terceira idade, quem sabe uma possível integração possa advir desta idéia) e finalmente duas de infra estruturas, como: a questão do transporte e vias essenciais de acesso.

Obs: Fundamentalmente das cinco demandas, três seriam constituídas de mais de um recurso, como tempo, dinheiro, pessoal e etc., e as duas últimas com menos recursos ainda que necessitem de um planejamento coletivo desta região e toda sua vizinhança.

Problemas como coleta de lixo, iluminação e segurança e algumas outras coisas, podem ser tratados separadamente, pois deve ser entendido como administração ou correção no atendimento destes serviços já existentes e não a implantação de um novo sistema e projeto.

Obs: A Defesa Cívil junto à Guarda Municipal e à Secretaria de Assistência Social devem agir como fizeram com a ocupação irregular na APA (retirada de posseiros e grileiros. Uma ação URGENTE e semelhante junto ao tal [WINDOWS-1252?]"Hotel" em Cordeirinho é necessária, para que de ante mão, o processo de invasão e má utilização (já iniciado) indevida do espaço encerrasse a curto prazo.

Voltando ao assunto anterior, poderia ser feito ainda um ciclo de palestras em dia especificado para a apresentação de todos os projetos articulado pela subprefeitura, inclusive para ver se alguns projetos podem se unir a outros, gerando assim, uma quantidade menor de demandas, mas efetivamente representativas da comunidade.

Neste encontro, pessoas com a mesma finalidade poderiam determinar projetos e processos comuns para em ultima apresentação haver uma seleção final de cinco demandas efetivas e representativas e nelas uma adesão de todos os presentes, em todos os projetos e a importância de sua representatividade na Assembléia Popular.

Comentando ainda sobre o ciclo de palestras que deve ser ministrado lembro que as adequações daqui podem também serem agregadas às demais regiões. Por exemplo; o problema de transporte não é só um problema de Cordeirinho, mas também de Bambuí, de Ponta Negra, de Guaratiba, Espraiado e demais localidades, que depois no último processo regional, podemos reunir esforços (à vizinhança/entorno) em conquistar ainda mais delegados para esta representação.

Finalizando, sugiro que nas próximas plenárias preparatórias já fique estabelecido local, data e hora para as apresentações de projetos á comunidade, inscrições de pessoas com interesse em comum para fomentação/organização de novos projetos e para que num passo seguinte seja escolhido como demanda(s) representativas daquela região.

Gostaria de lembrar que problemas de abastecimento de água e captação de esgoto também devem ser tratados de forma diferenciada já que é um problema de cunho estadual e não municipal, e que desde já não impede entendimento entre estas duas esferas para tentar resolve-los.

Como citei acima um dos problemas de infra-estrutura a resolver é a acessibilidade, entendo que a principal Avenida de Cordeirinho (Avenida Central) seja uma rodovia estadual, que desde já também a Prefeitura através do Ministério Público devesse estar cobrando por sua qualidade, e que ao mesmo tempo a prefeitura deva estar junta cobrando para o cumprimento da lei que não permite quebras-molas e sim a colocação de redutores de velocidade, já que comerciantes locais acreditam que isto faça aumentar a visibilidade de seus estabelecimentos aos visitantes. Na verdade isto acaba ocasionando danos quase irreparáveis aos veículos da população residente, e também criando ondulações na pavimentação, que em pouquíssimo tempo de tornarão crateras incontroláveis.

Existem outras formas de controle de velocidade que podem ser usadas e é isto que tem que ser feito. Buscar novas possibilidades de redução velocidade e não de vida útil veicular. Assim como cobrar a utilização de material para a pavimentação de maior qualidade e maior durabilidade, além de exigir a garantia mínima quando executada por empresa licitada. Principalmente àqueles lugares que não querem estar sempre em manutenção, como aqui.

Em sua maioria, grandes problemas são resolvidos com pequenas soluções, será sempre necessário que as pessoas envolvidas ou comunidades estejam caminhando no mesmo sentido e de mãos dadas, querer é fazer e fazer é poder, só não faz quem não quer.

Atenciosamente, Ana Paula moradora de Cordeirinho