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Maricá ainda tem
muito que aprender em termos de trabalhar seu desenvolvimento. Brincar
de governar é muito fácil e com uma reles imaginação, num Second
Life, se pode colocar o que quiser no município para trazer investimentos,
criar a cidade da fantasia. O difícil mesmo é saber desenvolver
projetos de efetiva instalação e administrar recursos para atender
à população não virtual.
O município vive num atoleiro de incompetência gerenciado por um
total descompromisso com a realidade. Com sérios problemas infraestruturais,
se dá ao luxo de anunciar empreendimentos milionários que sequer
poderão ser instalados por questões ambientais e até mesmo de solo.
Mas o governo insiste em que as grandes obras serão feitas, não
se sabe com que dinheiro, nem quando, sonhos de quem convive em
Orkut e Seconde Life.
Mais realistas são outras prefeituras administradas com competência
como é o caso de Macaé (http://www.ofluminense.com.br/noticias/236457.asp?pStrLink=2,76,0,236457&IndSeguro=0
). Com o maior índice de desenvolvimento municipal do Rio de Janeiro,
o município está para receber investimentos de três novos empreendimentos,
num total de R$ 109,5 milhões, que devem gerar em torno de 4,5 mil
empregos. Serão instalados a indústria fitoterápica Hebron, da cidade
de Caruaru (PE), parte do projeto da Faculdade de Farmácia da Universidade
Federal do Rio (UFRJ) e uma montadora de ônibus, que tem base e
estrutura para exportar, além de importar. Os empreendimentos são
o centro de uma série de investimentos que poderá resultar na implantação
de 30 novas indústrias. "Com isso, estamos dando um passo muito
importante para preparar a Macaé pós-petróleo, mantendo a empregabilidade
e aumentando a qualidade de vida em nossa cidade", salienta o prefeito
Riverton Mussi, que apresentará proposta orçamentária de R$ 38,5
milhões para 2010, que é parte do investimento necessário para o
comprometimento junto aos projetos.
Portanto, Macaé não precisa de porto de minérios, estaleiros e indústria
aeronáutica para se desenvolver. Atrai uma indústria fitoterápica
(não poluente), um setor universitário (não poluente) e uma montadora
de ônibus. Se comparados os números, serão os mesmos para as imaginosas
instalações em Maricá com a mesma geração de empregos que não precisarão
de especialistas. No entanto, bem mais próxima do que pode ser feito
e com dinheiro em caixa para alavancar os projetos, além, é claro,
de excelentes relações com o governo estadual, está mesmo já pensando
no futuro além do petróleo. Essa é a grande diferença entre governar
para o futuro da população e brincar no Second Life ou viver em
Orkut.
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