09/09/2009

MARICÁ, BRINCANDO DE GOVERNAR

........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br

Maricá ainda tem muito que aprender em termos de trabalhar seu desenvolvimento. Brincar de governar é muito fácil e com uma reles imaginação, num Second Life, se pode colocar o que quiser no município para trazer investimentos, criar a cidade da fantasia. O difícil mesmo é saber desenvolver projetos de efetiva instalação e administrar recursos para atender à população não virtual.

O município vive num atoleiro de incompetência gerenciado por um total descompromisso com a realidade. Com sérios problemas infraestruturais, se dá ao luxo de anunciar empreendimentos milionários que sequer poderão ser instalados por questões ambientais e até mesmo de solo. Mas o governo insiste em que as grandes obras serão feitas, não se sabe com que dinheiro, nem quando, sonhos de quem convive em Orkut e Seconde Life.

Mais realistas são outras prefeituras administradas com competência como é o caso de Macaé (http://www.ofluminense.com.br/noticias/236457.asp?pStrLink=2,76,0,236457&IndSeguro=0 ). Com o maior índice de desenvolvimento municipal do Rio de Janeiro, o município está para receber investimentos de três novos empreendimentos, num total de R$ 109,5 milhões, que devem gerar em torno de 4,5 mil empregos. Serão instalados a indústria fitoterápica Hebron, da cidade de Caruaru (PE), parte do projeto da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio (UFRJ) e uma montadora de ônibus, que tem base e estrutura para exportar, além de importar. Os empreendimentos são o centro de uma série de investimentos que poderá resultar na implantação de 30 novas indústrias. "Com isso, estamos dando um passo muito importante para preparar a Macaé pós-petróleo, mantendo a empregabilidade e aumentando a qualidade de vida em nossa cidade", salienta o prefeito Riverton Mussi, que apresentará proposta orçamentária de R$ 38,5 milhões para 2010, que é parte do investimento necessário para o comprometimento junto aos projetos.

Portanto, Macaé não precisa de porto de minérios, estaleiros e indústria aeronáutica para se desenvolver. Atrai uma indústria fitoterápica (não poluente), um setor universitário (não poluente) e uma montadora de ônibus. Se comparados os números, serão os mesmos para as imaginosas instalações em Maricá com a mesma geração de empregos que não precisarão de especialistas. No entanto, bem mais próxima do que pode ser feito e com dinheiro em caixa para alavancar os projetos, além, é claro, de excelentes relações com o governo estadual, está mesmo já pensando no futuro além do petróleo. Essa é a grande diferença entre governar para o futuro da população e brincar no Second Life ou viver em Orkut.