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O (des)governo ainda
não descobriu que Maricá não é balcão de bar onde se mente à vontade,
se conta vantagem, se põe no pendura e se bebe à vontade na conta
dos outros. Os recentes "projetos" anunciados, como se baixasse
um caboclo urbanístico nos conhecidos aspones e outros menos cotados,
mostram comissionados incapazes de pensar num município, que necessita
de programas mais substanciais de sobrevivência. Chega de mentir,
na maior vergonheira, anunciando obras faraônicas para uma população
que precisa de bem mais oferta de trabalho, muito melhor saúde,
porque a atual está sendo zerada, de ruas cuidadas e de saneamento
básico.
Na última semana, o que se viu foi anúncio de fanfarronices. O prefeito
veio falar de uma ligação através da lagoa com barcos para transportar
até 90 passageiros do Centro a São José, repetindo a Maricá-Veneza
do deputado Tucalo, quando era vice, que teria conseguido verba
nunca vista para iniciar o projeto. Ainda hoje só se vê sujeira
e esgoto flutuando no sujo rio Mombuca. É mais uma demonstração
da incapacidade do governo de criar um projeto simples e de efetivo
bem-estar para a população para se contrapor aos estragos que tem
feito na cidade.
Agora, um aspone "estrangeiro" de Turismo, que viajou para divulgar
Maricá na Bolívia, insiste na "recuperação da malha ferroviária",
ao preço de R$ 150 milhões, segundo a Prefeitura, "de olho nos investimentos
que os governos estadual e federal irão fazer para a Copa do Mundo
de 2014 e as Olimpíadas de 2016". Estava custando muito não terem
ainda citado o desejo de transformar a cidade em uma filial olímpica
do Rio, utilizando agora um projeto que deveria ser encargo das
secretarias de Obras e de Transportes, mais gabaritadas para desenvolver
uma ferrovia do que quem "vende" receita de peixe para os bolivianos.
A insensatez acometeu de vez o (des)governo, que fala qualquer besteira
e superfatura tudo que anuncia. Como falaram em uma Maricá olímpica,
os gênios só não sabem que a revitalização do Píer Mauá, no Rio,
para as Olimpíadas, custará apenas R$ 26,8 milhões, cinco vezes
menos do que a ferrovia maricaense. Com tão pouco dinheiro, vão
construir a Vila de Acomodações, com 1.840 quartos, e ainda conseguirão
fazer a reforma do píer, incluindo a reurbanização das principais
ruas do entorno; a construção de uma garagem subterrânea para mil
veículos; a criação de 499 novas residências, com a recuperação
de imóveis antigos; a implantação da Pinacoteca do Rio e a construção
do Museu do Amanhã. Só isso seria suficiente para Maricá sair do
lixo econômico sem falar que um município vizinho está gastando
apenas R$ 5 milhões para construir um novo hospital.
Por favor, comissionados, sabemos que desejam fazer currículo para
continuar suas carreiras político-governamentais num sonhado governo
petista a partir de 2010, daí tanta "maravilha" de promessa, mas
não façam suas carreiras à custa do bolso e do sofrimento de toda
uma população ludibriada, desassistida, intimidada por um bando
de "politicanalhas". Não é coisa digna de ser humano explorar outro
para subir na vida, ou alimentar a própria família com o sangue
alheio, coisa de antropófagos, como estão fazendo em Maricá. Há
aqui muito curral eleitoral onde podem ficar à vontade sob a grama
verde, produto de "exportação" para o Jockey Club, mas não explorem
o povo com mentiras, fanfarronadas, só para garantir seus empregos
temporários de mercenários.
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