Em Itapeba,
existe uma árvore centenária, conhecida popularmente como guararema
ou pau d'alho, devido ao forte cheiro de alho que as folhas exalam.
Pois bem, chegou ao nosso conhecimento que o proprietário do terreno
deseja cortá-la para construir uma casa ou melhor dizendo, destruir
a sua casa, para construir um deserto ...
A guararema (Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms) é uma árvore da
família das fitolacáceas, que além de sua longevidade e da atividade
fotossintética que todo vegetal possui, capaz de produzir oxigênio
para animais e humanos respirem, produz substâncias consideradas medicinais.
O lenho, segundo Pio Correa e Hoehne, preliminarmente contuso e misturado
com as folhas e as flores é sempre empregado em banhos contra o reumatismo,
as afecções dartrosas e a hidropisia, sendo as folhas, em cataplasma,
indicadas para resolver tumores da próstata. Submetidos à destilação,
depois de, previamente macerados em água, 100 kg de folhas fornecem
5 kg de óleo essencial, que é verde-claro, transparente, de aroma
muito ativo. Convém notar que o extrato etéreo das folhas tem sido
bastante usado, em xaropes ou em pílulas, contra as afecções histéricas
e as convulsões. Alguns autores consideram anti-helmíntica e repelente
de insetos, a decocção das cascas, ramos e folhas; várias pessoas
têm aconselhado o seu emprego no tratamento preventivo e curativo
das diversas moléstias que, na época das chuvas, costumam atacar as
aves domésticas. Trata-se, portanto, de uma espécie de grande vitalidade,
difícil de destruir, quando se abate uma árvore, porque os brotos
surgem em toda a extensão das raízes, como que querendo condenar a
humanidade insensível que usufrui de sua beleza e de sua utilidade
e a destrói sem dó nem piedade. A guararema é sempre padrão de terra
fértil e portanto boa para qualquer lavoura. Além disso, o lenho,
no momento do corte da árvore e mesmo durante algum tempo depois,
tem influência sobre a agulha magnética da bússola. No mundo inteiro,
comemora-se o dia do meio ambiente e da ecologia no dia 5 de junho.
Pois bem, seria irônico comemorar esse dia destruindo um patrimônio
vegetal que Maricá possui e que ainda não se deu conta de sua importância.
Em São Paulo, na cidade de Guararema, existe também uma árvore centenária
no centro da cidade, que duvidamos que algum morador da cidade permita
o seu corte.
Portanto, conclamamos o movimento ecologista de Maricá a defender
esta monumental árvore ameaçada pela crueldade e insensibilidade de
seres humanos que não merecem o oxigênio que respiram.
|