Carlinhos
Soares, dono do Classilagos, cantor, compositor, cineasta do YouTube
e que arranja tempo para ser subsecretário de Turismo, está anunciando
mais um Trem da Alegria para Maricá, que custará a bagatela de R$
150 milhões. Num governo em que todo dia é 1° de abril, o subsecretário
não podia faltar com uma mãozinha, uma vez que já promoveu gastos
como o do milionário passeio de R$ 72 mil, as festas de Carnaval e
para os árabes, sem contar a distribuição de viagens interestaduais
e internacionais para aspone que mora no Rio.
Na recente visita do presidente do Conselho Regional de Turismo da
Região dos Lagos, Otávio Mateus Martins (dia 4), reuniu um bonde de
respeito com mais de dez representantes entre eles os subsecretários
Janete Valadão (Metas), Sady Bianchin (Cultura), Joel Vieira (Pesca),
Felipe Barros (Trabalho) e Marcelo Holanda (Desenvolvimento) subsecretário
da Secretaria de Desenvolvimento. Acompanhando Otávio Mateus, passearam
por diversos pontos turísticos e, famintos pelo esforço, almoçaram
peixe com pirão de banana, bem regado, no restaurante do Bolão, na
Divinéia, às custas do contribuinte (www.jornalenter.com.br/turismo.html
).
O subsecretário, que como se vê adora também promover passeios com
o dinheiro alheiro, agora anuncia a reativação de 40 quilômetros de
malha ferroviária a partir de 2010, em dois trechos: o primeiro vai
ligar Manoel Ribeiro ao Centro e, o segundo, o Centro a Inoã. A tal
malha ferroviária terá um trem igual ao que circula no Pantanal, projeto
realmente turístico, mas que pelo trajeto prometido em Maricá não
será nada turístico nem se imagina como se fará tal ligação ao Centro
bem ao lado de uma avenida estadual.
O jornal O São Gonçalo (http://www.osaogoncalo.com.br/)
dá amplo espaço para a "notícia" com a mentirosa informação de que
"a centenária estação ferroviária situada no centro de Maricá é a
única que foi reformada pela prefeitura", quando todo mundo sabe que
a réplica da estação foi obra do governo anterior e não, como sugere
a legenda, ter sido reformada pelo atual desgoverno.
Segundo o subsecretário, falta a definição da distribuição dos royalties
do pré-sal para então o a Prefeitura oferecer contrapartida(?) ao
governo federal. O projeto, que foi elaborado pela "fábrica" de gestão,
dirigida por Janete Valadão, a mesma que quer entregar à empresa privada
o hospital público, serão necessárias parcerias com a iniciativa privada.
O que esquecem os "pinochios" do governo é que há uma legenda "Recuperação
das vias ferroviárias", no Plano Plurianual 2010-2013 (JOM 168), que
inclui um gasto miserável de apenas 4 milhões. Como é que agora o
gasto vai ser mais do que superfaturado, passando para R$ 150 milhões?
Subsecretário, vai cantar com seu violão em outra freguesia.
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