06/10/2009

MARICÁ FAZ DA CULTURA UMA BANDEIRA DE FARRAPOS

........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br

A cultura de Maricá está mesmo sendo administrada do brejo. Se não bastassem as estrepolias dispendiosas para o erário, que marcaram os primeiros meses do ano, o governo sai novamente em campanha eleitoreira, deixando de lado momentos marcantes da cultura brasileira. Quando no dia 12 se promoverá pela primeira vez o Dia Nacional da Leitura, abrindo a Semana Nacional da Leitura, com eventos programados em todo país, a subsecretaria de Cultura e a Fundação de Cultura anunciam para o dia anterior uma conferência municipal de cultura e passam literalmente uma borracha num acontecimento de importância para o país. Preferem promover um bate boca “cultural” para traçar metas que nunca tiveram.

Como têm uma administração de amadores, inéditos em obras, que estão formando currículo às expensas do dinheiro público, o jeito é jogar purpurina, debater eternamente, para deixar o tempo passar e enganar que se fez alguma coisa. Os dois rachados setores culturais do governo reúnem mais uma vez até velhos vampiros sugadores de panelinhas, que andavam sumidos, para participar desse pungente “momento crucial para a cultura de nossa cidade”, como alguns até anunciam. Todos de olho em quanto a caixa vai gerar nos próximos anos, podendo sobrar sempre um extra para saciar suas boquinhas.

A conferência, segundo os promotores, vai “discutir a política cultural do município (que já deveria estar implantada) e criar diretrizes que serão apresentadas no congresso estadual, em dezembro”. Para quem atabalhoadamente tem administrado a cultura no município, produzir diretrizes miraculosas, que nunca sairão do papel, é uma grande chance de apresentar trabalho para continuar enganando o povo, que deve se maravilhar com o milagre de em quatro anos gastar mais de R$ 90 milhões no setor.

O município, na realidade, vive uma imensa falta de cultura por quem deveria administrar com competência o setor, e não com o primarismo de programas feitos nas coxas. É inadmissível que se dê uma importância à cultura tão da boca pra fora como ocorre no município, quando os governos federal e estadual possuem inúmeros projetos para serem implantados, mas que aqui não merecem nenhuma acolhida por simplesmente faltar conhecimento e, sem qualquer dúvida, profissionalismo e currículo.

Para lembrar aos amadores do governo, nesta quarta-feira, começa em Brasília o Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados e Municípios que servirá para o lançamento do projeto A Leitura e o Livro nos Planos Municipais e Estaduais (PMLL e PELL), criados para estimular e orientar a formulação e a implantação de políticas públicas nas localidades. Mas para que conhecer tal projeto nacional se no município a leitura, neste governo, tem o tratamento de lixo, e nem sequer em qualquer esboço programático de cultura foi incluída?

(Será que vão também xerocar agora o PMLL e anunciar como criação municipal? Ninguém duvide da capacidade copiadora da máquina governamental e de seus vampiros, em Maricá)