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A cultura de Maricá
está mesmo sendo administrada do brejo. Se não bastassem as estrepolias
dispendiosas para o erário, que marcaram os primeiros meses do ano,
o governo sai novamente em campanha eleitoreira, deixando de lado
momentos marcantes da cultura brasileira. Quando no dia 12 se promoverá
pela primeira vez o Dia Nacional da Leitura, abrindo a Semana Nacional
da Leitura, com eventos programados em todo país, a subsecretaria
de Cultura e a Fundação de Cultura anunciam para o dia anterior
uma conferência municipal de cultura e passam literalmente uma borracha
num acontecimento de importância para o país. Preferem promover
um bate boca “cultural” para traçar metas que nunca tiveram.
Como têm uma administração de amadores, inéditos em obras, que estão
formando currículo às expensas do dinheiro público, o jeito é jogar
purpurina, debater eternamente, para deixar o tempo passar e enganar
que se fez alguma coisa. Os dois rachados setores culturais do governo
reúnem mais uma vez até velhos vampiros sugadores de panelinhas,
que andavam sumidos, para participar desse pungente “momento crucial
para a cultura de nossa cidade”, como alguns até anunciam. Todos
de olho em quanto a caixa vai gerar nos próximos anos, podendo sobrar
sempre um extra para saciar suas boquinhas.
A conferência, segundo os promotores, vai “discutir a política cultural
do município (que já deveria estar implantada) e criar diretrizes
que serão apresentadas no congresso estadual, em dezembro”. Para
quem atabalhoadamente tem administrado a cultura no município, produzir
diretrizes miraculosas, que nunca sairão do papel, é uma grande
chance de apresentar trabalho para continuar enganando o povo, que
deve se maravilhar com o milagre de em quatro anos gastar mais de
R$ 90 milhões no setor.
O município, na realidade, vive uma imensa falta de cultura por
quem deveria administrar com competência o setor, e não com o primarismo
de programas feitos nas coxas. É inadmissível que se dê uma importância
à cultura tão da boca pra fora como ocorre no município, quando
os governos federal e estadual possuem inúmeros projetos para serem
implantados, mas que aqui não merecem nenhuma acolhida por simplesmente
faltar conhecimento e, sem qualquer dúvida, profissionalismo e currículo.
Para lembrar aos amadores do governo, nesta quarta-feira, começa
em Brasília o Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados
e Municípios que servirá para o lançamento do projeto A Leitura
e o Livro nos Planos Municipais e Estaduais (PMLL e PELL), criados
para estimular e orientar a formulação e a implantação de políticas
públicas nas localidades. Mas para que conhecer tal projeto nacional
se no município a leitura, neste governo, tem o tratamento de lixo,
e nem sequer em qualquer esboço programático de cultura foi incluída?
(Será que vão também xerocar agora o PMLL e anunciar como criação
municipal? Ninguém duvide da capacidade copiadora da máquina governamental
e de seus vampiros, em Maricá)
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