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por terceiros não é atitude digna de quem se vangloria de ter sido
eleito pela maior parte da população. Até mesmo os mais insignificantes
ditadores mostram a cara; enfrentam os críticos; não fogem de quem
critica nem muito menos fogem do povo. Mas aqui o prefeito (bem
escondidinho) prefere transferir a sua defesa aos secretários, e
cada um aumenta ainda mais o desastre. Agora foi a vez do secretário
de Assuntos Federativos anunciar até mais factóides com "Obras obras
e mais obras vão começar" (www.jornalenter.com.br/fabiano%20filho/artigo1.html),
que até vai mais além e aponta como de "oposição" as críticas feitas
por eleitores!!!.
O texto indefensável do secretário é de que foram necessários 11
meses, mais do que uma gestação, para arrumar a casa. Mas que arrumação
seria essa que pariu tantas escabrosidades desde o primeiro mês?
Ou o secretário se esquece da sangria nos cofres públicos com viagens
de turismo, festas para árabes, festas de confraternização, que
acontecem mensalmente entre os funcionários comissionados, transbordamento
da máquina administrativa, aumento contratos sem licitação e por
aí vai. E isso porque o governo, segundo o secretário, só captou
de recursos federais cerca de R$ 10 milhões, mas o Portal Transparência
revela distribuição de quase R$ 30 milhões até agosto, sem contar
os royalties de R$ 8 milhões. Imagina-se o que não farão quando
conseguirem os sonhados quase R$ 100 milhões (segundo anúncio governamental
no início do ano estariam para chegar logo, logo).
Na busca de fantasiar o rombo, o mesmo secretário anuncia que em
dezembro começarão a surgir as obras, numa escala sem precedentes
e... sem dinheiro. Ou seja, quando começa o recesso, e praticamente
o país pára até depois do Carnaval, quando as cidades da região
aproveitam o turismo para mostrar suas mudanças urbanísticas durante
o ano, Maricá vai entrar em obras para empoeirar o lazer do turista
descuidado que se aventurar a aparecer aqui!
Sem mais o que inventar para conter a revolta do povo, estão aproveitando
as fantasias descritas no Plano Plurianual, que pouca gente tem
acesso no papel, para soltar agora como realizações do momento.
O secretário se diz "incomodado com a acidez destilada que alguns
articulistas e leitores claramente de oposição", mas se esquece
que as críticas têm fundamento, são feitas por pessoas que não dependem
da política, e os leitores não são de oposição, porque não pertencem
a partidos, apenas têm a infelicidade de pagar impostos que correm
para bolsos alheios e irresponsáveis. No entanto, o secretário considera
o contribuinte como oposição, esquecendo que é esse "oposicionista"
que paga seu salário de comissionado.
O secretário, que parece adorar a palavra "ódio", acredita serem
as críticas "absoluta falta de informação sobre as atitudes do governo
Quaquá", quando todas as informações partem do próprio governo em
suas declarações fantasiosas à imprensa ou nas diabruras administrativas
que publica no JOM. Será falta de informação do povo o lixo acumulado
nas ruas? Ou o recolhimento irregular ? Será falta de informação
o estado precário do hospital municipal, onde faltam funcionários,
médicos, e até medicamentos e material para atendimento hospitalar?
Será falta de informação o desmantelamento parcial da super secretaria?
Será falta de informação que o governo se escondeu das câmeras de
tevê? Será falta de informação os anúncios constantes no JOM de
contratos milionários, sem licitação, para festas, turismo dos mais
diversos tipos, compra de material em quantidades nunca vistas nem
mesmo no Rio de Janeiro? Será falta de informação o crescimento
do número de ações trabalhistas contra o governo? Será falta de
informação o aumento na violência com o município quase diariamente
sendo manchete policial nos jornais?
Não há quem queira debater com quem sai profetizando maravilhas
impossíveis até mesmo por qualquer mágico de história em quadrinhos,
mas todos querem esclarecimentos sobre as mentiras que o governo
estampa a todo momento. Se houvesse o mínimo de interesse em debater
"dentro do campo das idéias e da política", seria bem outro o artigo.
No mínimo, mais inteligente e competente até em mentir.
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