02/02/2009

INTERESSE PÚBLICO É AMIGO DO PREFEITO?

........ Luiz Gadelha # lgadelha@leitoreselivros.com.br

O governo municipal, agora "sob o comando de Washington Quáquá, precisa da ajuda de todos", como anuncia nesta segunda-feira um folheto fartamente distribuído (e muito mal escrito) no Centro. O "comandante" municipal aposta intensamente no trânsito para arrecadar aquele dinheiro que setores sociais estão reclamando. Se não há dinheiro para problemas como lixo e combate à dengue, no entanto, o prefeito anuncia que vai fazer uma reforma no prédio da Secretaria de Transportes (um desperdício ter tal secretaria em área enorme, nobre e valorizada), informatizar o setor, implantar monitores de vídeo nos ônibus, ampliar frota da Secretaria e por aí vai, sem repetir o inchaço salarial da Prefeitura.

Para angariar verbas, pede, como acontece com o IPTU, que o emplacamento de veículos seja feito no município para o "comandante" ficar com 50% do IPVA (há muito correligionário para se pagar). E não satisfeito, vai criar estacionamentos públicos explorados pela Prefeitura e seus aliados. Em um mês de desgoverno do "comandante", o que mais se viu foi o interesse dos amigos do prefeito serem atendidos. O interesse público ficou relegado à exigência de se cumprir a lei e pagar impostos. A Secretaria de Transportes regeu o bonde com o famoso Choque de Ordem, que durou pouco, e agora corre a sacolinha para angariar os fundos necessários para as "grandes mudanças". Ou gastar dinheiro do povo para atender aos interesses de outros. A mesma Secretaria também prepara um choque contra os táxis. As cooperativas já foram avisadas que não podem mais ter pontos perto de semáforos (ou sinal, como dizem os cariocas). Mas não foram informadas quais os novos locais que poderão ocupar. Segundo taxistas, a ordem é circular, o que será um absurdo dos absurdos numa cidade que não tem o movimento de uma cidade grande.

Com as assessorias milionárias, que fazem crescer as contas gráficas - material de propaganda é o que não falta para sair -, o "comandante" se dá ares de majestade, mas demonstra que vai tornar uma Prefeitura um cabide para as Sociedades Anônimas de explorar tudo, inclusive o povo..