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O governo de Maricá
acha que o povo é farinha do mesmo saco: sem ética, sem moral, sem
dignidade. Ao menos transparece no editorial do ressurgido das cinzas
"Outras Palavras", panfleto eleitoreiro e hoje governista para o
qual não existe neutralidade no jornalismo. Como não sabem Português,
confundem neutralidade com imparcialidade; como defendem o nepotismo,
confundem interesses econômicos de grandes grupos com interesses
sociais das maiorias; como precisam de cargos públicos para sobreviver,
falam que são defensores de lutas sociais, mas só defendem minorias
de comparsas. As páginas estão cheias de promessas apesar de há
seis meses estarem no governo. Todos os textos são marcados pelo
o que vai acontecer, porque em todo este tempo nada fizeram ou quando
aconteceu alguma coisa foi apenas maquiagem. Querem apenas protelar
ainda mais sua permanência nos cargos, com apoio da Câmara e dos
cúmplices secretários.
Como o diabo mostra sempre a ponta do rabo ou os pés de cabra, os
dois também mostram claramente suas más intenções. Não precisa nem
ser perito em demologia para descobrir que por trás das máscaras
estão as caras de pau.
É descarada a justificativa sobre a super secretaria de Direitos
da Cidadania, que tenta tapar o vergonhoso empreguismo. O escriba
chega a afirmar com a maior santidade que dos 243 cargos comissionados
apenas 28 estão preenchidos. Ou seja, ainda falta muita gente para
entrar na boca livre, porque admite que há subsecretarias sem titulares
indicados. E para cúmulo da falta de vergonha, informa que até uma
casa em Araçatiba foi alugada para abrigar todo o bando. Se isso
não é descaramento, pode ser outra coisa bem mais feia na Justiça,
porque o panfleto que publicaram às custas do dinheiro de impostos
pode sair bem caro para eles.
E antes que nos esqueçamos, plebeu é a vovozinha. Querendo fazer
gracinha, acabaram usando um termo depreciativo para o povo, inconscientemente
se revelando como um antigo personagem de tevê que dizia: "Quero
que o povo se exploda!"
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