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Os ataques feitos à coletividade deste Estado do Rio de Janeiro
devem ser do mesmo tipo que as autoridades e governantes praticam
em todo o território nacional em prol de um desenvolvimento insustentável,
mas com certeza aqui o grau de destruição é potencializado pelo
comprometimento já praticado anteriormente e que tem passado "despercebido"
de quem deveria estar atento. Creio que todos sabem o que significa
a palavra retificação. Pois bem: em 1726, realmente houve interferências
no Rio Guandu. Mas, algo bem simples como comportas, diques e canais
pra drenar a várzea a plantar arroz. E no tempo em que os Viajantes
do Século o XIX vieram aproveitando a vinda da Família Real em 1808
andaram por toda está parte que eles não conheciam e que chamava
atenção devido ao tipo de vegetação . Muitos foram os relatos, mas
de todos os que aqui estiveram o que mais me chamou atenção foi
o do comerciante inglês John Luccock que ficou de 1808 a 1818, esteve
em Marica e o que descreveu muito me ajudou a descobrir um sistema
em coma induzido no município e que também teve uma fazenda as margens
do Rio Iguaçu. Ele andou pelos rios do Recôncavo da Guanabara que
eram navegáveis. Então ele entrava no Rio Iguaçu e depois de cinco
milhas chegava ao Rio Pilar pelo lado nordeste e após duas milhas
ao porto do Mosteiro de São Bento. Conta que o Rio Sarapui era mais
estreito e que ficava a uma milha da foz do Rio Iguaçu, isto dá
um distancia de 900 metros entre um rio e outro no local em que
chegavam a Guanabara. Como todos foram retificados e de foram abrupta
e invasiva não poderei dizer agora se a saída do Rio Iguaçu pelo
menos ainda está no mesmo lugar.
Mas, a curva que o Rui Sarapui faz pras tornar-se afluente do Rio
Iguaçu é cenográfica e perigosa! Por que afirmo isto: o Rio Iguaçu
não penas largo e fundo na sua embocadura, mas pelo caminho até
chegar ali ele tinha varias saídas como o próprio braço de uma pessoa
postado a sua cintura, e eram varias saídas e sempre pro lado do
Rio Sarapui, ou seja, num caso de enchente será pra este lado a
caída das águas. Como o Iguaçu nasce na Serra do Tingua e o Sarapui
na Pedra Branca vamos rezar pra um índice pluviométrico Zero em
um deles. Mas, foram varias interferências que não passam por manutenção
desde 1977 em alguns lugares e ninguém vai dizer que lugares são
esses. Outro fato, a ocupação do solo com moradias:
Em 1940 - Duque de Caxias possuía 29.613 habitantes.
Em 1980 - 575.814 habitantes.
Em 2000 - 770.865 habitantes.
OBS: Faço referencia aos dados de Duque de Caxias devido ao local
onde os rios desembocam.
Também temos a ocupação do solo com a Reduc que impermeabilizou
uma área de manguezal que comportaria as águas em tempo de "água
grande", ao lado Gramacho (um aterro sanitário em cima de um aterro
na Baía de Guanabara). E também o BNH com obras feita pelo DNOS
aterrou parte da baia pra colocar moradias. E mais as indústrias,
dizer que é o preço que se paga é coisa de gente que não sabe nem
contar nos dedos, pois a conta entre o custo e o beneficio não é
positiva para o povo. Este sempre paga a conta e passa de vitima
a réu.
Agora temos ai mais um PAC. Qual é o problema? A área desta obra
abrange 762 km², serão vários municípios que a aparentemente estarão
sendo beneficiados. Justamente numa parte do estado onde encontramos
uma parte da população mais sacrificada pelo desleixo e descaso
dos responsáveis. Em 1988 houve uma chuva com índice pluviométrico
de 430 mm, como foi uma calamidade pública e não só na Baixada,
surgiu o Programa Reconstrução- Rio1990- 1996, mas que não feito
na sua totalidade.
Agora querem colocar em pratica um projeto que teria sido desenvolvido
pela COOPE/UFRJ em 1996. Então irão atualizar os dados: se é conta,
se tem água, se aumentou a população não existe atualização e sim
outro projeto: "O.U.T.R. O P.R.O.J.E.T. O". Foi dispensado o EIA-RIMA
quando a lei não permite, pois, é área de gerenciamento costeiro.
Colocaram no projeto unidades de moradia em área que deveria ter
a mata conservada, ou seja, irão impermeabilizar e desmatar . Mas,
segundo escutei não podemos perder o censo de oportunidade. Creio
que o morador desta área merece muito mais do que as explicações
que tiveram.
Quando limparem canais, valas, valetas e toda sorte de situações
que encontrarem pelo caminho, provavelmente deverá dar certo, mas
pergunto: por quanto tempo? Existem cálculos a serem feitos, previsões
e precauções a serem tomadas. Isto se chama administração! É oficial
que temos locais que não tiveram obras de manutenção há 31 então
o certo é fazer o levantamento destes lugares, feito isto proceder
ao recolhimento dos dados e estudar o melhor projeto e não falar
em censo de oportunidade e atualizar um projeto que já não serve
há muito tempo. Temos ali vidas e não dados apenas estatísticos
e voto de eleger presidente.
Não basta limpar e facilitar a chegada das águas a Guanabara, deve
ser feito um calculo preciso sobre a velocidade, sobre o índice
pluviométrico, um levantamento preciso sobre os descartes, pois
indústrias foram colocadas ali neste perímetro das obras e feito
isto calcular o potencial de interferência em revolver os descartes
da REDUC postos na saída dos Rios Iguaçu e Sarapui. Não citei sobre
locais cuja finalidade fosse reter as águas de forma segura por
mais tempo dentro do continente e que pudesse ter a sua vasão controlada,
mas está é uma boa precaução.
Um fator de relevância é que nos estudos sobre a subida do nível
das águas oceânicas não se referem ao Recôncavo da Guanabara que
é o local onde será sentido em primeiro lugar está modificação.
È uma baixada e que teve parte conquistada por aterros, as águas
estão subindo e em alguns lugares haverá problemas com o nível das
fossas e filtros que não mais funcionarão. Então as águas da Guanabara
irão retornar aos seus lugares, só depois da baixada ser vitimada
pela mudança climática é que veremos o que já passaram na TV.
Não se pode mais fazer grandes obras tão próximas ao litoral e não
só pela mudança climática, e pelas retificações desvairadas, que
apenas fizeram terras próprias em terrenos de marinha, também temos
nos recursos hídricos já comprometidos e isto também é oficial,
temos vários trabalhos que nos falam sobre isto. Pra completar o
Brasil é signatário de Tratado Internacional onde o Estado do Rio
de Janeiro pode ser a diferença entre cumprir ou perder. Será que
ninguém se dá conta do motivo deste surpreendente numero de leis
ambientais desde antes da CF de 1988? Fazem discursos e leis são
normatizadas, mas ao povo jogam uma cortina de fumaça com o codinome
Amazônia Azul.
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