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Abuso de Poder e assédio
moral!
A Prefeitura é conivente
com a precarização nas relações de trabalho, pois contrata trabalhadores
através de uma "Cooperativa de fachada". Já denunciamos
isso aqui no site.
O SINDSPREV/RJ vem
negociando a regularização da situação funcional dos trabalhadores
precarizados na área de saúde junto às prefeituras, às secretarias
municipais de saúde e câmaras de vereadores, no estado do Rio
de Janeiro. Nos municípios onde há dificuldades ou entraves para
a negociação, por falta de vontade política das autoridades
municipais, é feita uma representação ao Ministério Público do Trabalho,
para que a Constituição e a lei sejam cumpridas, bem como uma
representação contra a “Cooperativa de fachada” para que os
trabalhadores recebam seus direitos trabalhistas. Essa luta se iniciou
em Brasília, quando conseguimos "desengavetar" e aprovar
uma emenda à Constituição que permite a regularização dos
agentes comunitários de saúde e dos agentes de endemias através
de processo seletivo público.
No município de Marica
a "cooperativa" contratada para burlar a lei está
sendo a MULTIPROF.
No ano passado, o SINDSPREV/RJ
solicitou audiência ao senhor prefeito e ao senhor secretário de
saúde (não só por ofício, como pessoalmente, em uma assembléia dos
trabalhadores da saúde, à qual o senhor secretário estava presente)
para que recebesse o sindicato, a comissão dos representantes
dos trabalhadores e associação dos trabalhadores municipais;
promessa feita, mas não cumprida até então pelo senhor secretário.
Tal atitude, associada à falta de condições de trabalho, falta de exames
e insumos, etc., refletem o descaso e o desrespeito das
autoridades municipais pelos trabalhadores terceirizados
(precarizados) da saúde e pela população que necessita dos serviços
prestados por esses trabalhadores, visto que devido aos baixos
salários que recebem a grande maioria não consegue se capacitar
e desenvolver para prestar serviços com melhor qualidade à
população.
Essa audiência iria
propor ao prefeito o texto do projeto de lei que cria o cargo de
ACS e de ACE na prefeitura, o texto do projeto de lei para regularizar
a situação funcional dos ACS, ACE e PSF, discutir a elaboração e
o texto do Plano de Carreira, Cargos e salários da Saúde Municipal,
jornada de trabalho, condições de trabalho, Saúde do trabalhador
e propor medidas para a melhoria do atendimento à população; mas
parece que nada disso é importante para ser discutido pelo senhor
prefeito com os verdadeiros e efetivos representantes da classe
– neste caso, o SINDSPREV/RJ – Regional Lagos, entidade cujos representantes
não devem favores ao prefeito, nem têm cargos de confiança, nem
“rabo-preso” com parentes empregados na prefeitura ou seus órgãos
e nem trabalhando na Multiprof a pedido de algum apadrinhado político.
Informamos aos leitores
que usamos o termo "cooperativa de fachada" porque os trabalhadores
dessa pseudo cooperativa não participam, nem votam nas assembléias
da cooperativa (se é que essas assembléias existem), não votam para
eleger a direção da Cooperativa, não têm direito a repartição dos
lucros, etc. Sem nenhum poder de decisão na citada "cooperativa"
MULTIPROF, esses trabalhadores vivem sob a ameaça do desemprego
e em regime de trabalho escravo, sem direitos trabalhistas.
A MULTIPROF é
empresa "travestida" de Cooperativa para se isentar
do pagamento de alguns impostos e tributos e é responsável
pela maioria da mão-de-obra nos serviços públicos terceirizados
prestados à população maricaense.
Seus trabalhadores sofrem assédio moral constante, sob a ameaça
de demissão, não recebem 13(décimo - terceiro) salário, não têm
direito a férias, nem insalubridade, nem o direito de adoecerem
e quando adoecem, mesmo com atestado médico, os trabalhadores têm
seu dia descontado. Isso além de ser imoral é ilegal.
A lei proíbe via qualquer mecanismo que não seja o do concurso
público ou da seleção pública, a contratação de mão-de-obra
para os serviços públicos, principalmente, em relação às atividades
meio e fim, realizadas pelos trabalhadores da saúde.
Sem contar que essa empresa é usada pelas autoridades municipais
como cabide para cabos eleitorais.
E nos anos eleitorais a coisa piora, pois o trabalhador, com medo
de ser mandado embora, pela ameaça do vereador ou do seu "padrinho",
sente-se obrigado (coagido) a continuar votando nos incompetentes,
corruptos ou velhos políticos descompromissados com Marica
e seus distritos. Isso é abuso de poder, favorecimento e assédio...
Os trabalhadores devem
lembrar, na hora do voto que, que vão continuar sem seus direitos
caso esses políticos ou seus indicados sejam novamente eleitos ou
levados ao poder; esses trabalhadores vão continuar precarizados,
sem direitos trabalhistas, sem vínculo empregatício e sem a oportunidade
de crescerem no Plano da Carreira, cargos e salários, específico
para a Saúde, que ainda não foi elaborado e aprovado na prefeitura
de Marica, por falta de vontade política do senhor prefeito, secretário
de saúde e vereadores aliados ao prefeito que nada fazem para melhorarem
as condições de trabalho e de salário dos trabalhadores da saúde
municipal.
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