19/09/2008
 
Recebido por mail de Daniel Cuba dos Santos
Pós-graduado em Direito do Consumidor e
Direito Administrativo e Administração Pública
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Os slogans de campanha eleitoral são, no mínimo, curiosos e merecem atenção.
Querem ser vereadores. São jingles esquisitos, mas se vê em larga escala por todo o Brasil.

- Vote em Bouças,
Esqueça de vez as malas.

Um candidato de nome “Gê”
Diz sempre aos eleitores:
- Não vote em A, nem em Bê,
Não vacile na hora Agá,
Que quero me eleger!

Um candidato de nome “Pé”
Não fique sentado vote em Pé


Em Piraí do Sul,
Com ele ninguém se mete,
Lady Zu é o seu nome
E diz que dá o que promete;
Todos sabem que ele é gay,
Já foi provado em enquete.

Débora Soft, cearense,
Quer o voto merecer,
Estrela de show de sexo
Diz que essa vai vencer;
Seu slogan, bem explícito:
- Vote com prazer!

Lá em Aracati,
Um candidato a prefeito:
- Com a minha fé,
Suas fezes e meus feitos,
A eleição vou ganhar,
A derrota não aceito.

São tantos candidatos se dizendo honestos, probos, trabalhadores e comprometidos que até o demo desconfia. Já dizia o velho ditado: “Quem elogia a si próprio não merece crédito”.

Os discursos risíveis são os que mais chamam a atenção pela babaquice de suas conversas e o vazio de suas propostas.

Há os coitados que se mostram pobres analfabetos, que não conseguem decorar duas linhas de textos, os que não sabem nem o que estão fazendo ali e os que estão ali porque foram convencidos ou aliciados pela legenda.

Os metidos a intelectuais são os piores no sentido crítico, pois nos enchem de currículos e formação, propostas bonitas e que são puros enganadores (com propostas de deputados).

A cara-durice de muitos está explícita nos codinomes que adotam. Inúmeros deles utilizam nomes de órgãos públicos, setor ou empresa onde trabalham ou trabalharam como forma de dizer:”Olha, eu te ajudei a tirar um raio –x , agora quero seu voto”.

São tristes almas que, só porque trabalham com o público, agora se acham no direito de cobrar votos, de pedir pagamentos por favores, tentando transformar cargo de vereador em balcão de negócios a varejo.

Assim, o vendedor de consórcio usa o nome da empresa que vendeu a moto, o atendente de posto médico usa o nome do posto de saúde, o servidor de secretaria de governo utiliza a sigla da pasta e assim vai...

Existem os bandidos na força literal da palavra. Há um ex- assaltante a mão armada que agora quer uma vaguinha na Câmara para representar o cidadão, o contribuinte. Pode uma coisa dessas?

Pode, porque muitos acham que ser político é ser bandido de gravata, com aval de seus iguais e dos que votam com raiva dos ladrões de gravatas porque acham que agora chegou a vez de assumir o ladrão de galinha, o vendedor de droga, usurpador de terra, o pilantra com cara de simpático.

Há os candidatos que nem falam de suas propostas. Põem um fundo musical com um forrozinho e se mandam a beijar e abraçar (parentes, cabos eleitorais...), levantar criança no colo.

A campanha é uma curtição.

E você, já escolheu que tipo de eleitor que você quer ser?

Aqui segue uma dica:

Senhores, como se vê,
Não falta imaginação,
Não sei o que vai dar
Nesta próxima eleição,
Espero que o eleitor
Vote com a razão.

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