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Engraçado,
como as pessoas se deixam levar facilmente pelo canto da sereia.
No caso as falsas promessas de progresso do Comperj, um complexo
pedratório e criminoso, pois sobre a bandeira de que estão passando
a população nestas Agendas 21 ( que não são da Petrobras como ela
gosta de mandar dizer), apenas estão levando à mesma a acreditar
no que falam. Exibição de vídeos aonde diz que será feito em área
degradada por pastos para induzir que será uma boa este ataque ecológico
ao Estado do Rio de Janeiro. Uma colocação sem pé e em cabeça, pois
a baixada aonde querem colocar o obsoleto projeto é uma baixada
aonde a natureza recolhe as águas e distribui pelos veios subterrâneos,
e os técnicos que vem para fazer a explanação sabem disto muito
bem. E lá vem aquela conversa de que vão impermeabilizar o solo
da área, ou seja, fazer o sentido inverso que a natureza levou milênios
para desenvolver, que o ar vai sair a não sei quantos metros de
altura e será disperso, e que será monitorado, talvez o pessoal
da fábrica de agrotóxicos da Union Carbide Corporation tenha dado
esta garantia a cidade de Bhopal na Índia, não é? Estima-se que
entre 3,5 e 7,5 mil pessoas morreram em decorrência da exposição
direta aos gases naquela cidade.
Ainda
é falada à população que a Petrobras vai trazer água e assim todos
irão lucrar. Vai trazer água de onde? Vão dançar a dança da chuva
e aproveitar para fazer um festival de natureza? Depois todos irão
plantar não sei quantas arvores resultado de cálculos matemáticos.
E aí aparece aquele monte de ambientalistas com frases feitas sobre
o meio ambiente ter estas contradições de um lugar querer uma situação
e o outro não. Situação é degradação, ataque ambiental e de grande
porte. Ainda insistem que estão falando com a população! Falando
o quê? Quem irá assinar os eia-rimas da vida serão os cientistas
que estudaram anos e sabem que enquanto no mundo todo, as pessoas
estão correndo deste tipo de "fabrica que dará empregos"
sem sustentabilidade alguma, nós vamos andar em sentido contrario.
A
alta da temperatura nos oceanos principalmente no Atlântico Sul
tem nos atingido há algum tempo. Em 24 de março de 2003 o primeiro
furacão no Brasil e que recebeu o nome de Catarina. Esta parte do
sudeste é o caminho das águas quando retornam ao Pantanal e a Amazônia,
ou o que chamam de Zona de Convergência do Atlântico Sul. Em 2005
houve uma grande seca na Amazônia no final do ano houve inundações
no sudeste e aqui em Maricá também: a morte de uma dona de
casa no Centro da cidade e um metro de água nos arredores. Mas estes
acontecimentos não são só aqui, em agosto de 2005 aconteceu o Furacão
Catryna nos EUA. Tudo relacionado ao aumento de temperatura que
aumenta as precipitações e também faz com que a ressurgência que
trás matéria orgânica que fomentava a vida marinha na região de
Búzios e Cabo Frio esteja diminuindo rapidamente, as correntes que
traziam esta riqueza vinham no fundo do oceano devido à baixa temperatura
e as águas quentes que ficam acima dessas correntes são resfriadas,
mas tudo está mudando e eles sabem disto. Mas eles falam nisto?
Não, não falam só dizem o que induz a população a erro de julgamento,
afinal se doutores vem pra dizer que será uma boa, que haverá compensações
qual o leigo que irá contradizê-lo, sou uma cidadã bem informada
e interessada no meu futuro e eu contradigo: este projeto
pedratório e dispensável por que além de obsoleto não tem sustentabilidade
vai aumentar ainda mais o problema das mudanças climáticas, que
nada mais é do que a poluição do ar aumentando o efeito estufa e
fazendo subir a temperatura dos oceanos. Antes do arrependimento
ainda ficaremos sem água e uma série de transtornos.
Itaboraí
já tem recebido moradores novos que vem atrás do tal progresso que
não virá desta forma, alguém conhece uma cidade brasileira que depois
de oferecer uma melhoria de vida tenha realmente feito isto? Nem
digam que agora estão explicando o que pode acontecer de ruim, que
não estão! Como está os arredores de Brasília, de Macaé e de outras.
Aqui não existe ação, previsão, precaução; querem resolver tudo
no grito, na pressão.
O
tal plano diretor do Concrecomperj está pronto? Só para o tal Comperj
serão 50 licenças ambientais, será que elas irão atender o Decreto
5300 de 2004? Tenho feito esta pergunta e ninguém responde,
misturam a Lei 6766 (parcelamento do Solo) com o Projeto Orla (SPU
e MMA) e mandam ver. O Decreto nº. 5300/2004, que regulamenta a
Lei no 7.661, de 16 de maio de 1988, que institui o Plano Nacional
de Gerenciamento Costeiro - PNGC dispõe sobre regras de uso e ocupação
da zona costeira e estabelece critérios de gestão da orla marítima:
entre outras coisas define como área de gerenciamento costeiro uma
faixa de 50 km ao longo da costa e em todo o território brasileiro.
E visa atender a necessidade de orientar o procedimento nestas áreas
para cumprir uma Convenção Internacional, aquela que nos dá a guarda
do Mar de 270 milhas.
Falando
em Convenção, Tratados e Pactos: e o Pacto Global das Nações Unidas
assinados pela Petrobras?
Segue
texto retirado do site da BR.
Petrobras
propõe debate sobre mudanças climáticas
Notícias
Petrobras
Publicado
em 9/7/2007
A
Petrobras propôs ao Conselho Internacional do Pacto Global das Nações
Unidas a criação de um fórum de debates para aprofundar a discussão
sobre as formas de reduzir as emissões de carbono nas atividades
das empresas signatárias. A proposta foi formalizada em carta enviada
ao Diretor-Executivo do Pacto Global, Georg Kell, e apresentada
pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo,
aos participantes da Conferência de Líderes do pacto Global que
acontece até esta semana em Genebra, na Suíça.
A
Petrobras aderiu ao Pacto Global das Nações Unidas, um acordo voluntário
pelo qual empresas de todo o mundo se comprometem a garantir o respeito
a nove princípios relativos a Direitos Humanos, condições de trabalho
e meio ambiente. A Petrobras aderiu em outubro de 2003 aos Princípios
do Pacto Global da ONU.
A
Petrobras e o Pacto Global da ONU - Organização das Nações Unidas
OS DEZ PRINCÍPIOS DO PACTO GLOBAL
DIREITOS HUMANOS
Princípio 1: As empresas devem apoiar e respeitar a proteção de
direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e
Princípio 2: Assegurar-se de sua não-participação em violações desses
direitos.
CONDIÇÕES DE TRABALHO
Princípio 3: As empresas devem apoiar a liberdade de associação
e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva;
Princípio 4: Apoiar a eliminação de todas as formas de trabalho
forçado ou compulsório;
Princípio 5: Apoiar a erradicação efetiva do trabalho infantil;
e
Princípio 6: Apoiar a igualdade de remuneração e a eliminação da
discriminação no emprego
MEIO AMBIENTE
Princípio 7: As empresas devem adotar uma abordagem preventiva para
os desafios ambientais;
Princípio 8: Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade
ambiental; e
Princípio 9: Incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias
ambientalmente sustentáveis.
COMBATE À CORRUPÇÃO
Princípio 10: As empresas devem combater a corrupção sob todas as
suas formas, inclusive extorsão e propina.
http://ouvidoria.petrobras.com.br/PaginaDinamica.asp?Grupo=256&Publicacao=909&APRES=PUBL
http://www2.petrobras.com.br/ResponsabilidadeSocial/portugues/DezPrincipios.asp
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