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Senhores cidadãos
brasileiros.
Nós temos vivido de costas para o mar e dele nada sabemos, nem ao
menos que ele está com graves problemas. Desde 1951 que se discute
a parte oceânica do planeta numa Convenção das Nações Unidas Para
o Direito do Mar. O Brasil foi um dos primeiros paises a participar
desta discursão e obteve a guarda e usufruto do Mar de 200 milhas
já na década de 70. Recentemente, em junho de 2007 obtivemos mais
70 milhas, mas podemos chegar a um máximo de 350 milhas.
Tudo parece muito bom por que só pensamos em banhos de sol, passeios
em noite enluarados à beira mar, chopes e petiscos e é claro o petróleo.
Mas, infelizmente o petróleo é retirado fora da área de Águas Territoriais
(as que são nossas e que correspondem a 12 milhas ou 25 km) fora
deste perímetro temos somente a guarda e o usufruto. Sendo que na
Zona Contígua ainda podemos exercer a nossa Constituição e ai são
mais 12 milhas ou 25 km, daí por diante mesmo tendo o usufruto e
a guarda o Direito é o Internacional e o Fórum na Alemanha. Os EUA
que não ratificou a Convenção já conseguiu mudar o fórum de Haia/Holanda
para a Alemanha que coincidentemente é a terceira contribuição para
os cofres da ONU. Mas, ninguém precisar preocupar-se na hora que
der problema e outro país signatário requerer neste Fórum a guarda
e usufruo do Mar que achamos ser nosso a gente diz que nem sabia
disto. Que ninguém avisou e pensando que era nosso nem ligávamos
para ele. Mas, que dali para frente iremos cuidar. Será que vai
pegar? E se não pegar o que será que perderemos? Alguém sabe? Abrolhos!
Foi com muita satisfação e surpresa que vi alguém do governo do
Estado do Rio de Janeiro fazer uma palestra que mesmo não tocando
neste assunto falou do que no momento é de vital importância para
a soberania deste país que é a pesca e principalmente neste momento
a pesca artesanal. O Sr. Benito Igreja Presidente da FIPERJ/ FUNDAÇÃO
INSTITUTO DE PESCA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO nos proporcionou
uma boa demonstração das potencialidades deste estado na pesca e
em atividades de aqüicultura. E por que a importância da pesca artesanal
pra a nossa soberania? Por que uma de nossas obrigações dentro deste
Tratado Internacional é de não contaminar o mar, proteger os biomas
marinhos que abrigam espécies migratórias, preservar locais de desova
de alguns espécimes. Sem pescadores artesanais que também fazem
à vigilância das águas de baías, sistema lagunares e rios, não teremos
pesca oceânica porque não haverá vida no mar. E assim não cumprimos
o Tratado. Ao fazer contato com a Fiperj para obter as informações
que foram passadas obtive o endereço que passo aos senhores com
a intenção de que façamos deste grupo um local de debates sobre
os problemas que não são dos pescadores, nem dos gestores e muito
menos regionais. São problemas Nacionais de extrema importância
e pertence a todos nós.
Trecho de uma reportagem: "Sem consulta aos demais países, o presidente
George Bush recriou a Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos,
que deverá proteger seus interesses nas águas da América Latina
e do Caribe. A medida recebeu o apoio da equipe do candidato Barack
Obama. Má notícia para a turma do andar de baixo.
Um levantamento do professor John Coatsworth, da Universidade Columbia,
ensina que, entre 1898 e 1994, os Estados Unidos ajudaram a derrubar
41 governos latino-americanos. Um a cada 28 meses. As intervenções
militares diretas foram 17 e nessa conta não entraram a fracassada
invasão de Cuba, de 1961, e a deposição do presidente haitiano Jean-Bertrand
Aristide, em 1984. No Brasil, faz-se de conta que a frota só ameaça
os outros. Falso. A primeira intervenção norte-americana ocorreu
em 1864, com o seqüestro de um vapor confederado no porto de Salvador.
Estão documentadas outras três. A maior de todas, durante a Segunda
Guerra Mundial, ficou no papel." Elio Gaspari em 7/7/008 na Gazeta
do Povo.
Desde o dia 5/4/2008 foi iniciado no Recôncavo da Guanabara, precisamente
em Duque de Caxias um movimento de informação a população sobre
biodiversidade e partiu do Sr. Jose Miguel da Silva a iniciativa
de abrir espaço para discutirmos o Gerenciamento Costeiro. Rapidamente
espalha se pelo Recôncavo grupos de estudos sobre este assunto que
fala também da Mata Atlântica já que sua área de abrangência é de
50 km a contar da linha da costa continente a dentro. É um assunto
longo, mas de fácil entendimento e de vital importância.
Como é um assunto de meu interesse estou sempre atenta e digo que
desta forma foi o primeiro ambientalista a dar devida atenção a
este assunto que tem passado despercebido de toda coletividade brasileira
e que dar respostas a muitas situações.
Pescadores do fundo da Baía da Guanabara estavam lá no dia 5/4 e
já se colocaram fazendo eles também um grupo para tomar informações
e discutir as providencias a serem tomadas. Duque de Caxias está
de parabéns por ter saído na frente e este fato se deve a sua população
que tem passado de luta e resistência a situações adversas. Parabéns
a população de Magé/Piabetá que já abriu suas salas para o GERCO
também. Em fim parabéns ao Recôncavo da Guanabara. E quem quiser
saber mais pode entrar no grupo PESCARJ e também pegar maiores informações
com o Sr. Fernando Trajano e Apedema Baixada.
Obrigada.
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